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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

The Witcher- 1ª temporada um pouco decepcionante.

Cartaz da série The Witcher apresentando os personagens Yennefer, Geralt e Ciri.

Antes da estreia da primeira temporada no Netflix, conhecia The Witcher apenas de nome. Nunca tinha jogado o jogo ou lido o livro, por isso não tinha um grande interesse e nem sabia o que esperar.

Em pouco tempo, fui bombardeada de imagens da série e de comentários online de pessoas que estavam achando tudo muito maravilhoso. A "hype" foi crescendo cada vez mais e, então, decidi assistir.

Por algumas imagens e vídeos aleatórias, que vi principalmente no twitter, pude imaginar que a série possuía muita luta e cena de cunho sexual. Logo acabei criando certas comparações e expectativas, sei que não devia, mas foi inevitável.

Por essas expectativas, acabei ficando bastante surpresa e um pouco decepcionada com o roteiro. Eu esperava algo mais adulto, com um roteiro mais elaborado, estilo Game of Thrones ou Outlander e acabei recebendo algo mais parecido com Merlin.

Tudo fica um pouco mais estranho quando elementos de um seriado mais denso (sexo, violência e temas como estupro e incesto) são inseridos em um roteiro fraco.

Tá, eu sei que, comparar The Witcher a Merlin possa parecer um pouco exagerado. Talvez Hércules ou Xena seja uma comparação melhor, mas eu explico:

The Witcher até apresenta uma certa complexidade ao apresentar três linhas temporais mescladas, que vão se explicando ao longo dos episódios. Mas a quantidade de episódios não pareceu suficiente para elaborar as histórias apresentadas ao longo da primeira temporada.

Muitas vezes, os episódios pareciam ser parte de uma série de episódios fechados, estilo Merlim, onde o herói é apresentado a um problema e em poucos minutos ele o resolve.

Outro ponto que deixou a desejar foi o aprofundamento da história e das características das personagens. Apenas Yennefer (Freya Allan) teve seus sentimentos explorados de forma um pouco mais convincente, mas ainda sim, corrida.

Geralt (Herny Cavil), que é o protagonista da série, não participa de nenhuma cena que realmente demonstre quem é o personagem. Suas características nos são apresentadas pelos outros. Sempre tem alguém comentando como ele é misterioso, sério ou forte. Isso me parece uma forma um pouco pobre de construir um personagem.

Porque não acontece exclusivamente na construção da personalidade de Geralt. Muitos relacionamentos do protagonista são super valorizados nas falas sem realmente nos convencer na tela. Acontecimentos que são apresentados rapidamente são citados ao longo da série como super marcantes.
Para citar um exemplo, segue um pequeno SPOILER: No primeiro episódio, Geralt desenvolve um relacionamento rápido com princesa Renfri (Emma Appleton), com poucos diálogos e cenas que envolvam os dois. Ele a princesa lutam e ela acaba morta. Ao longo dos episódios seguintes esse fato é citado como uma grande marca no passado de Geralt, mesmo que tenha sido tão mal explorado no inicio.




Apesar de tudo, a série não é ruim. Ela apresenta personagens engraçados e se passa em um universo interessante, envolvendo muita magia e tem potencial para melhorar ao longo das próximas temporadas.


domingo, 21 de julho de 2019

Assistidos: O Físico, Capitão Fantástico, Shazam! e Megarromântico.

Olha quem finalmente decidiu voltar a escrever sobre os últimos filmes assistidos!
Depois de um tempinho afastada do blog, estou finalmente de volta e felizmente com uma pequena lista de bons filmes para indicar.

O Físico


Longa baseado no livro de Noah Gordon, que conta a história de Rob, um jovem inglês com habilidade especiais que possui grande interesse no estudo da medicina. Para aprender mais sobre como tratar de seus paciente, o rapaz cristão viaja para Pérsia, onde finge ser Judeu para frequentar a escola de um famoso médico.

Apesar de conter elementos de fantasia, o filme mostra pontos interessantes sobre a cultura de diferentes povos durante o século XI. O Físico mostra alguns costumes e tabus da época, como o fato de não ser permitido o conhecimento do corpo humano internamente.

O filme não é recheado de grandes emoções ou de ação, mas trás junto de sua história linear, fatos curiosos e um humor leve.


Capitão Fantástico



O filme dirigido por Matt Ross e estrelado por Viggo Mortesen conta a história de uma família que vive longe de civilização. Ben e seus seis filhos tem suas próprias tradições, baseadas em muito estudo, treino físico e crítica ao consumismo do mundo moderno.

A vida da família sofre uma grande mudança depois de um triste acontecimento que eles precisam por o pé na estrada.

Capitão Fantástico mostra uma criação diferente da que estamos acostumados, com um ensino familiar, contra o consumismo e as ideias de massa. Além disso, mostra quão facilmente podemos nos tornar autoritários quanto a imposição de nossas ideias, ainda que critiquemos exatamente isso.


Shazam!



O filme Shazam! da DC Filmes conta a história de como o jovem Billy Batson adquiri super-poderes e se adquiri a fisionomia de um adulto.

Com a ajuda de um de seus irmão adotivos, Billy aprende como utilizar seus poderes, mas ainda precisa definir o que fazer com tantas habilidades.

O longa tem a proposta de ser uma comédia leve, diferente dos outro filme de heróis da DC, e acerta nesse ponto.

Shazam! é divertido, tem personagens com potencial, mas falha no desenvolvimento do roteiro. A história é bem corrida, perdendo momentos de dramaticidade e aprofundamento das características tanto de Billy, quanto de seus irmãos.


Megarromântico



Em Megarromântico, filme da Netflix, conhecemos Natalie, uma jovem fechada para o amor e que busca reconhecimento profisional.

Após sofrer um assalto, Natalie bate a cabeça e acorda em um mundo paralelo, onde tudo parece um clichê de comédias românticas.

Megarromântico satiriza os clichês do gênero que faz parte, de forma leve a divertida. Para quem adora clichês fofos, histórias previsíveis e confortáveis, esse filme é um prato cheio.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Special

personagens do seriado special

Special é novo seriado da Netflix, criado por Ryan O'Connell e produzida por Jim Parson, e acompanha a vida de Ryan, um rapaz de 28 anos, gay, portador de paralisia cerebral, que tem dificuldades em aceitar sua deficiência e prefere esconde-la de seus colegas de trabalho.

Ryan inicia uma nova etapa de sua vida, estagiando em um grande blog, conhecendo novas pessoas e desenvolvendo interesses amoroso e decide se afastar de seu lar, onde vivia com sua mãe que ele julga ser super-protetora. 

O seriado tem 8 episódio de aproximadamente 14 minutos, sendo super fácil de se maratonar. Fazia tempo que não terminava de assistir uma série em 24 horas.

A primeira temporada falhou um pouco no quesito desenvolvimento, pois teve alguns conflitos resolvidos de forma muito rápida, o que até é compreensível se levarmos em conta a duração dos episódios, mas isso acabou prejudicando o aprofundamento dos personagens.

Apesar de deixar a desejar no quesito drama e tensão, a série acerta em momentos de comédia e estou no aguardo da confirmação da segunda temporada, já que foi deixado um final em aberto para uma possível continuação.

domingo, 17 de março de 2019

The Umbrella Academy

banner da série The Umbrella Academy

The Umbrella Academy é a nova série produzida para o Netflix, baseada na HQ homônima criada por Gerard Way que conta a história de sete crianças que tiveram circunstâncias de nascimento bem incomuns e foram adotadas pelo rico e excêntrico Sir Reginald Hargreeves, que os treina para combater o crime.

A série produzida por Steve Blackman conta com 10 episódios em sua primeira temporada e já teve sua renovação anunciada.

A família Hargreeves tem um passado disfuncional que deixou marcas profundas em seus integrantes que se separaram ainda na juventude e só voltam a se reencontrar no velório de seu pai. O evento é marcado por conflitos pessoais e a revelação de um grande perigo para humanidade, que fará com que os irmãos precisem lidar com seus problemas internos, os segredos de seu pai e ainda salvar o mundo.

A série tem um estilo de roteiro que só consigo nomear como ligeiramente bizarro, mas de uma forma positiva e envolve drama, comédia, ação e ficção científica.

Os personagens são interessantes passam boa parte dos episódios lidando com suas questões pessoais, envolvendo pouco o resto da família, mas ainda criando uma interação entre eles. Salvar o mundo passa grande parte dos episódio em segundo plano, o que não foi exatamente um problema e na verdade deixou o foco em assuntos que conseguem nos envolver.

As interpretação são simplesmente fantásticas e um motivo por si só para assistir a série, principalmente dos atores Roberto Sheehan e Ainda Gallagher, que fazem respectivamente Klaus Hargreeves, um usuário de drogas que pode se comunicar com os mortos, e o Número 5, que tem a capacidade de se teletransportar.

personagem Klau e Cinco da série The Umbrella Academy

Ao fim da temporada foi deixado um enorme gancho para continuação que tem previsão de estreia em 2020, mas sem data definida até o momento. Estou bem curiosa!

sexta-feira, 1 de março de 2019

O Príncipe Dragão- 2ª temporada

O Príncipe Dragão

A segunda temporada da animação O Príncipe Dragão chegou à Netflix esse mês, com nove novos episódios, que se iniciam exatamente onde a primeira temporada terminou, durante a jornada de Callum e Ezran para levar o ovo do Príncipe Dragão de volta para mãe, com o intuito de impedir uma guerra devastadora.


A nova temporada se passa em poucos dias, assim como a primeira, mas dá um maior enfoque na evolução dos personagens do que em grandes aventuras. Todos passam por momentos de dúvidas e provações que modificam suas maneiras de ver a vida e lidar com as situações.


Um ponto muito interessante dos personagens dessa animação é que eles não unidimensionais. Cada um deles tem seu lado sério e denso, mas também possuem senso de humor, manias e momentos bobos, que os tornam muito mais cativantes. É difícil enxerga-los só como vilões ou só como mocinhos (claro, há exceções).


A série cria nessa segunda temporada uma forte ligação com histórias passadas, o que com toda certeza me deixou bem curiosa para saber mais sobre o início da guerra e sobre personagens novos que foram introduzidos.


O Príncipe Dragão se mostrou uma série bem representativa desde o início, mas deu um grande passo ao apresentar um casal de Rainhas guerreiras e extremamente respeitadas por seu povo (acho que literalmente cheguei a aplaudir a animação nesse momento). Alias, as mulheres da série são fantásticas de modo geral, cheias de personalidade e nos mais diferentes estilos.


Rainhas de Duren de O Príncipe Dragão


Apesar de os gráficos não terem mudado muito (mesmo depois das inúmeras críticas no primeiro ano da animação) acabei me acostumando com eles, e me peguei admirando os belos cenários em alguns momentos.


Estou muito ansiosa e empolgada para uma terceira temporada, que ainda aguarda renovação (acredito que vai rolar, pois a maioria das críticas foram super positivas).

Se você ainda não assisti e pretende passar o carnaval descansando, essa pode ser uma boa opção para maratonar.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Sex Education

Eric, Maeve e Otis do seriado Sex Education

Sex Education é uma série original Netflix que acompanha o dia-a-dia de Otis (Asa Butterfield), filho de uma terapeuta sexual, que apesar de lidar com seus próprios problemas relacionados ao assunto, acaba se tornando conselheiro dos jovens da escola Moordale. 

A série de comédia conta com 8 episódios em sua primeira temporada e trata de forma bem humorada os problemas e dúvidas que os adolescentes enfrentam nessa fase da vida utilizando uma quantidade aceitável de clichês do gênero.

Os personagens são bem diversos, com diferentes características e níveis de complexidade. No elenco principal, além de Otis, temos Eric (Ncuti Gatwa), seu melhor amigo, Maeve (Emma Mackey), uma jovem com péssima reputação na escola, e Adam (Connor Swindells), o filho rebelde do diretor, entre outros.

Um dos principais elogios que tenho sobre a Sex Education é o quanto a série foi inclusiva, com diversidade de gênero, raça e sexualidade. Um bom exemplo disso é a família de Jackson (Kedar Willians-Stirling), representante da turma e excelente atleta do colégio. O rapaz é criado por duas mães e em nenhum momento isso é questionado ou julgado na série, aliás, a família é usada como exemplo de um lar estruturado com um filho promissor. 

Outro ponto interessante é a construção de Otis, que apesar de ter algumas atitudes babacas (acho que acontece com todo mundo, né?), é mostrado como um jovem de masculinidade sensível, respeitoso e muito carinhoso com seu melhor amigo, por exemplo. A relação desses dois personagens é simplesmente uma delicia de assistir.


Eric e Otis abraçados


Com uma boa dose de humor, personagens com boas interações e uma temática interessante, Sex Education é uma daquelas séries que você começa assistir e não para mais (ainda estou tentando recuperar meu sono dos dias que fiquei maratonando).

Fiquei muito feliz em saber que ela teve sua segunda temporada confirmada, afinal, algumas coisas ficaram em aberto no último episódio e eu estou bem curiosa!

Ah! Vale ressaltar que se você é aquela tipo de pessoa que fica encabulado em ver cenas quentes na frente dos outros, essa não é uma série que você vai querer ver acompanhado, já que os episódios estão recheados sexo e nudez.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Sirius the Jaeger

luta entre o personagem Yuliy e um vampiro do anime sirius the jaeger

A nova animação original da Netflx, Sirius the Jaeger, conta a história de Yuliy, único sobrevivente de uma vila do povo Sirius, que se junta aos caçadores de vampiros para vingar sua família. O anime conta com 12 episódios de 25 minutos em sua primeira temporada (uma continuação ainda não foi confirmada) e tem traços bem agradáveis, mas deixa muito a desejar.

Para explicar vou precisar soltar alguns spoilers leves, os que forem maiores, vou deixar em cinza,. para que vocês possam evitar a leitura. Caso queiram ler todos os comentários, selecionem o texto ^^

Logo de início você percebe que a história não é nada original, parecendo muitas vezes recortes de outros animes, mas ainda espera um bom desenvolvimento, o que acaba não acontecendo.

Sirius the Jaeger parece se perder no meio do roteiro, com vilões fáceis de ser vencidos, histórias mal explicadas e personagens sem nenhuma profundidade (um dos pontos mais críticos na minha opinião).

Em algum ponto a história passa a girar em torno de um poder ancestral da vila Sirius, denominado A Arca, que está sendo procurado por vampiros, humanos e caçadores. Não fica claro os poderes que essa Arca possui, mas todos a querem.

A busca acaba sendo bem simples e as cenas de enrolação duram mais do que a jornada ou que as partes das lutas, tornando o anime cansativo e meio chato.

Comentário com Spoiler: o vilão principal (que conhecemos só depois de vários episódios) acaba conseguindo obter o poder da Arca, que aparentemente serve apenas para te dar uma fantasia fabulosa e purpurinada. Ainda que o vampiro não fosse capaz de controlar tamanho poder, algo mais deveria ter sido mostrado. Foi simplesmente bem frustrante!

Já na sinopse disponibilizada pela Netflix, Yuliy é descrito como um lobisomem e em alguns episódios chega a mostrar que ele é forte, se cura rápido e tem um bom olfato, e isso é só! Nada mais indica nenhum outro poder do protagonista, não há uma transformação completa ou convincentes, o que tira completamente o sentido das piadinhas feitas com o personagem por seus amigos.

Yuliy transformado em lobisomem
o máximo de lobisomem que você vai ver, desculpem desaponta-los

Yuliy tem características pouco marcantes e nenhum momento realmente interessante ao logo de todo o anime. Os personagens secundários também não cativam e foram ainda mais mal explorados do que o protagonista. Até os vampiros (que para quem ama histórias do gênero como eu já são razão suficiente para assistir algo) foram sem graça, nada charmosos, nada densos e fracos.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

The Good Place- 3ª temporada

cartas da 3ª temporada de the good place

Na terceira temporada de The Good Place continuamos acompanhando os esforços de Michael e Janete para enviar os quatro protagonistas (Eleonor, Chidi, Tahani e Jason) para o bom lugar.

A série continua apresentando bons plots, de forma engraçada e absurda, que são as principais características da trama.

Os personagens tem um bom desenvolvimento ao longos desses episódios, que passam em grande parte na Terra.

Eleonor continua esperta e sarcástica, mas se aproxima cada vez mais da pessoa que ela deseja ser, pensando muitas vezes no que é melhor para todos do grupo. Chidi começa a trabalhar suas decisões, ainda que tenha um longo caminho a percorrer, e Tahani dá um grande passo para deixar de viver as sombras da irmã. Até mesmo Jason, que ainda é aquele bobão das primeiras temporadas, tem algum nível de amadurecimento.

Cena de Jason na série The Good Place 3ª temporada


Como de costume, a temporada acabou em um ótimo gancho e me deixou cheia de expectativas. Espero episódios tão divertidos quanto os anteriores e que a série não se alongue mais do que o necessário, pois tenho muito medo de um cancelar sem conclusão ou um fim muito enrolado.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Castlevania- 2º temporada


A segunda temporada da animação original da Netflix chegou com o dobro de episódios da primeira, mas apesar desse tempo extra, a maioria dos problemas persistem.

A história continua corrida, mesmo sendo paradoxalmente bem parada. Mesmo sem grandes acontecimentos, falta espaço para a interação entre os personagens e seu desenvolvimento. Em determinado momento, os protagonistas parecem bem ligados e íntimos, mas o telespectador não acompanha o desenrolar dessa amizade, quando você olha, ela já está lá, fazendo com que todos os diálogos pareçam forçados.

Os traços de Castlevania são muito bons, mas a animação continua com aquele aspecto de que faltam frames entre as ações.

A terceira temporada foi confirmada pelo serviço de streaming, mas apesar de querer assistir, não estou muito esperançosa para uma possível melhora no ritmo dos acontecimentos.

Ah! Vale lembrar que a animação tem cenas fortes e de muita violência, mesmo nesse pequeno trailer.



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O Príncipe Dragão


A nova animação da Netflix, escrita por Aaron Ehasz (Avatar: A Lenda de Aang) e por Justin Richmond, conta a história de um mundo dividido pela guerra entre seres mágicos e humanos.

Após descobrir o ovo do Príncipe Dragão, que todos acreditam ter sido destruído pelo humanos, os jovens Príncipes Ezran e Callun se aliam a Rayla, uma elfa da lua enviada para mata-los, com o intuito de devolver o ovo ao seu lar e tentar assim reinstaurar a paz entre os reinos.


Apesar de sentir um leve desconforto com a mistura de 3D e 2D na animação, preciso elogiar o visual do desenho e de seus personagens, muito bem feitos e com características bem marcantes. É possível identificar semelhanças visuais e de estilo com Avatar, o que claro, me deixou bem nostálgica.




A história tem um enredo bem simples, tipico de uma narrativa de RPG, onde personagens com habilidades distintas se unem em uma jornada cheia de perigos para cumprir sua missão, mas possui um desenrolar envolvente e personagens muito bem elaborados.

Minha parte preferida da série é a enorme representatividade espalhada por seus personagens, de várias etnias e com características muito distintas, incluindo uma comandante fodona muito habilidosa que é muda e fala através de linguagem de sinais. E claro, preciso falar das ótimas protagonistas femininas de forma geral. Cheias de bom humor, carisma e  poderes, muito distintas umas das outras, com defeitos e qualidades que as tornam muio mais interessantes.


Bons traços, personagens interessantes, história básica, mas feita de forma inclusiva e poucos episódios na primeira temporada, fazem de O Príncipe Dragão uma ótima aposta e uma animação fácil de ser maratonada. Super recomendo!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Avatar- O Último Mestre do Ar


Estranho eu ainda não ter feito um post específico sobre um dos melhores desenhos que já assisti, Avatar- O Último Mestre do Ar.

O desenho original da Nickelodeon (disponível na Netflix, para quem quiser assistir ou re-assistir) conta a história de um mundo divido em quatro nações (água, terram fogo e ar) que está em guerra.

O Avatar é o único humano capaz de controlar os quatro elementos e tem como função manter a paz entre os povos, mas logo antes do início da guerra (comandada pelo Senhor do Fogo) ele desaparece. Cem ano se passam e o avatar é finalmente encontrado por dois jovens da Tribo da Água, mas ele ainda precisa aprender a controlas suas habilidades antes de enfrentar a Nação do Fogo.

A história tem um enredo de base bem simples, um jovem escolhido que tem o futuro da humanidade em suas mãos e muito o que aprender, mas o desenvolvimento é simplesmente incrível.

Personagens bem construídos, que cometem erros, são engraçados e com valores próprios são um dos pontos fortes do desenho, que além e tudo, prega o amor, o respeito, a paz e a preservação da natureza.

Aang, o protagonista, é um jovem monge brincalhão, que precisa lidar desde muito cedo com uma grande responsabilidade, mesmo sem se considerar pronto para isso. Mesmo tendo todo o apoio de seus amigos, ele ainda precisa tomar decisões difíceis, principalmente por ser um pacifista em um mundo em guerra, e lidar com a culpa de atos de seu passado.

A trilha sonora e as cenas de batalhas são outro show a parte, com movimentos interessantes baseados em estilos reais de lutas.




Boa história, personagens interessantes e carismáticos, traços legais, humor e mensagens importantes. Se você ainda não assistiu, super recomendo. E se já assistiu, sempre vale a pena rever.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Nanette- uma Comédia Stand-Up que não foi feita só para rir


Nanette é uma apresentação de Stand-Up da comediante Hannah Gadsby, disponível atualmente no Netflix, que vem sendo muito comentada e elogiada em diversos sites, por se diferenciar dos shows que estamos habituados a assistir, onde o objetivo central é nos fazer apenas rir.

Hannah Gadsby tem um ótimo ritmo e piadas afiadas, cheias de criticas ao mundo machista em que vivemos, onde ela relata toda sua experiência como mulher e como lésbica e as dificuldades que já enfrentou. O fato da maioria das piadas sem sobre o privilégio masculino não é o único diferencial de Nanette. Hannah explica durante o show como é truque para criar uma piada engraçada através da criação de uma tensão na história, que logo é aliviada com um final cômico, e nos confronta em momentos em que decide não fazer isso.

retirado de http://www.muddycolors.com/2018/07/hannah-gadsbys-nanette/

"Vocês precisam saber o que é isso... Esta tensão. É o que as pessoas não-normais sentem por dentro o tempo todo, porque é perigoso ser diferente"


A apresentação é cheia de momentos engraçados, mas eles não são os únicos pontos. Hannah fala sobre acontecimentos traumáticos de sua vida, sem transforma-los em comédia ou aliviar a tensão que o assunto trouxe. Ela crítica o uso da comédia que muitas vezes perpetuam os momentos difíceis para torna-los engraçados, impedindo que ela contasse a real história.

Nanette é um stand-up que toca, te choca e também te faz pensar. Muitas mulheres vão se identificar com os relatos de Hannah. Super recomendo!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Luke Cage- segunda temporada


Na segunda temporada do Herói de pele indestrutível, Luke Cage precisara lidar com uma guerra entre Mariah Stokes e um misterioso jamaicano com força sobre humana que se chama de Bushmaster.

A briga pelo poder entre a vereadora e esse homem, que busca vingar sua família, trás a violência desordenada para as ruas do Harlem, bairro que Luke tenta a todo custo proteger.

Sem saber qual lado pode trazer mais danos, Luke migra sua aliança diversas vezes ao longo dos episódios, ao mesmo tempo que tenta lidar com seus conflitos pessoais e problemas com a raiva.


Os vilões tiveram grande destaque nessa temporada, com histórias bem construídas, fazendo com que em certos momentos você sinta certa empatia por eles, mesmo sabendo todas as coisas horríveis que fizeram. Eles provavelmente foram o destaque da série, tanto em enredo, quanto em atuação.

mariah e bushmaster
Mariah e Bushmaster no Harlem's Paradise

Apesar de ser o protagonista e de ter tido papel importante no desenrolar da história, Luke parece ter ficado de fora de grande parte da resolução dos problemas da série. De certa forma, foi interessante ver a trama se resolver sem a típica disputa épica entre o mocinho e o vilão.

Luke também se mostra um homem complexo, com sentimentos conflitantes e toma decisões que deixam um gancho bem diferente para a terceira temporada. Não sei como irá ser abordado nas outras séries Marvel/Netflix (Jéssica Jones, Punho de Ferro e Demolidor), mas torço para que não seja esquecido ou irá causar um grande furo de roteiro.

Não me lembro do herói ser tão machista na primeira temporada, mas em certos momentos tive vontade de entrar na tela e socar o protagonista. Espero que na próxima temporada isso também seja resolvido.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Champions



Champions é uma série de comédia disponível na Netflix, com dez episódios, e conta a história de Vince Cook (Anders Holm), um ex-atleta sem grandes objetivos, que administra a academia da família e mora com seu irmão mais novo.

A vida dos irmãos Cook começa a mudar quando Michael (J. J. Totah), o filho adolescente de Vince, que ele não conhecia, precisa morar com eles para estudar em uma escola de arte da cidade.

A série é bem curtinha e engraçada, com um enredo bem clichezinho e leve, fácil de maratonar.

Apesar de conter diversos estereótipos e personagens caricatos, como Matthew Cook, um homem bonito e meio bobão, a série conseguir mostrar dois personagens que fugiram dos padrão utilizados nesse tipo de história, o que foi bem interessante. 

Vince não é aquele pai bobalhão que não sabe fazer nada. Ele comete erros, claro, mas desde o momento em que começa a cuidar do filho, cria atitudes paternais, finalmente assumindo a responsabilidades que evitou por anos. 

Prya (Mindy Kalling), por sua vez, não faz aquele papel de mãezona super responsável que precisa constantemente corrigir os erros do pai. Apesar de ter criado muito bem seu filho por sozinha por quinze anos, ela também tem falhas e cometeu erros, o que a torna muito mais real.

Outro ponto positivo é que em nenhum momento da série a questão da sexualidade de Michael chega a ser um problema. Ele é acolhido por todos de forma natural. Sei que isso pode não ser o que ocorre na maioria das famílias, mas é legal mostrar que  pessoas LGBT's também podem ser aceitas por sua família.

Espero ansiosa por uma segunda temporada, torcendo para que alguns estereótipos sejam menos utilizados e novos temas possam ser abordados, sempre com a leveza que a primeira temporada trouxe.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Cara Gente Branca- 2ª temporada



Após os conflitos que ocorreram nos últimos episódios da primeira temporada de Cara Gente Branca, Samantha White e os outros estudantes da Universidade de Winchester precisam lidar com as consequências de suas escolhas e com novos problemas dentro do campus.


A segunda temporada aborda principalmente o ódio gratuito na internet, muitas vezes disfarçado com o discurso de opinião, mas também trata de autoconhecimentos, expectativas da sociedade e sobre decisões difíceis.

Cada personagem tem seu tema próprio, com problemas particulares, além do enredo principal da história, o racismo.


Utilizando de um humor irônico, Cara Gente Branca consegue fazer boas críticas a sociedade e ao comportamento de algumas pessoas, que insistem em ignorar os problemas.

Apesar de não ter episódios tão impactantes como os da primeira temporada, e ter se estendido muito no assunto sobre sociedades secretas, a série conseguiu mostrar pontos muito interessantes, um desenvolvimento dos personagens e ainda deixar uma boa ponta para futuros capítulos.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Aggretsuko

panda vermelho antropomórfico chamada Retsuko trabalhando no computador

Aggretsuko é uma animação japonesa do Netflix que acompanha a vida de Retsuko, uma panda-vermelho que odeia seu emprego e tem uma paixão secreta por rock pesado e canta gutural em um karaokê.

Gostei do desenho e me identifiquei muito com a personagem, que tem quase a mesma idade que eu, o mesmo tipo sanguíneo, mesmo signo e tem aquele jeitinho que muito consideram certinho de mais (o que alguns chamam de "ser trouxa" :p).

A jovem é obrigada a lidar com um chefe machista e abusivo, além de colegas e superiores folgados, que vivem enchendo-a de trabalho. Para se livrar do estresse, Retsuko frequenta escondida o karaokê onde libera toda sua fúria em forma de música, enquanto sonha em pedir demissão.


panda vermelho antropomórfico chamada Retsuko furiosa cantando


A Animação tem personagens exagerados, mas que combinam bem com o estilo da narrativa, cheia de pequenos absurdos.

Apesar do final da série não ter me agradado, os episódios de Aggretsuko são divertidos e curtinhos, ideais para passar o tempo.

domingo, 20 de maio de 2018

OQAES: Eu não sou um homem fácil



Eu Não Sou um Homem Fácil é um original Netflix, da francesa Eléonore Pourriat, que conta a história de Damien, um machista mulherengo que sofre um acidente e acorda em uma realidade diferente, onde são os homens que precisam lutar por seus direitos.

O filme tem uma proposta interessante de inverter os papeis impostos pela sociedade, mostrando os absurdos por qual nós mulheres passamos, mas falha muito em sua execução.

Damien é um homem escroto, que ao invés de perceber o tamanho dos problemas pelos quais as mulheres passam, apenas assume que é uma pessoa ruim e se apaixona por alguém igual a ele nessa nova realidade, a escritora Alexandra. Até aí, dá para entender, afinal, nem todo mundo evolui e muda de pensamento rapidamente e isso até seria um diferencial que tornaria seu personagem mais realista.

O grande problema é que além de ter um protagonista escroto e sem carisma, o filme continua reforçando estereótipos ultrapassados de mulheres no cinema, apenas invertendo os gêneros. Um exemplo disso é o ex de Alexandra, um homem emocionalmente desequilibrados, que chega a invadir o apartamento dela, mostrando para o público o que aquilo no mundo "normal" seria um comportamento tipicamente feminino, ou seja, o velho papel da ex-louca.

Mesmo mostrando de forma bem clara algumas questões pelas quais as mulheres passam, como o assédio na rua e os problemas no mercado de trabalho, o roteiro acaba se focando muito no romance desfuncional dos protagonistas.

Representam as mulheres de forma bruta, enquanto os homens de maneira sensível e delicada, o que acabou não sendo completamente satisfatório, afinal, o visual dos papeis mudou, mas as características consideradas mais femininas continuaram a ser tratadas de forma desrespeitosa e inferiorizada. Os sexos mudaram, mas os estereótipos femininos continuaram nas mesmas posições.

Em resumo, o filme tinha uma boa ideia para uma crítica social, mas se perdeu no meio da história, tornando-se cansativo e arrastado.


sexta-feira, 6 de abril de 2018

Jessica Jones- 2ª temporada



A segunda temporada de Jessica Jones estreou no dia 08 de março, dia da mulher, com treze novos episódios.

O enredo continua explorando os traumas de Jessica, mostrando mais sobre o processo que lhe concedeu suas habilidades especiais e sua juventude ao lado de Patsy.
Vemos os conflitos internos e morais da protagonista durante toda a história, dividida entre o que é certo e o que manda seu coração solitário.

Alguns personagens me decepcionaram bastante por suas atitudes, mas isso os torna mais humanos e críveis, então, não considero isso um fator negativo. Até mesmo Jessica comete vários erros durante a série, e você acaba entendendo muitos deles.
Trish foi um desses casos, de forma bem extrema. Apesar de saber todos os problemas que a melhor amiga da protagonista passou, é muito difícil não se irritar com suas atitudes egoístas e sua obsessão em se tornar mais forte.




Assim como a primeira temporada, esses novos episódios tem um ritmo um pouco arrastado, podendo talvez ser mais enxuta, mas não chega a se tornar cansativa.

Depois da grande falha em Punho de Ferro e Os Defensores, acredito que esses novos episódios de Jessica Jones, com boas atuações e boas cenas, veio para levantar novamente a qualidade das séries Netflix/Marvel e tenho grandes expectativas para uma terceira temporada.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

OQAES: Bright



A história de Bright se passa em uma realidade futurista, onde humanos, elfos, orcs e centauros vivem na mesma sociedade. Ainda que essa relação pareça pacífica, ainda existe muito preconceito com algumas raças.

O policial Daryl Ward (Will Smith) tem como parceiro o primeiro agente orc, Nick Jakoby (Joel Edgerton) e isso acaba gerando conflito e desconfiança entre eles, além de uma tensão com os outros policias.

As coisas ficam ainda mais complicadas quando eles encontram uma jovem com uma varinha mágica, que está sendo perseguida por uma perigosa elfa exilada, que quer despertar o senhor das trevas.

O novo longa da Netflix tem uma premissa interessante e se tivesse sido bem desenvolvido podia ter sido bem inovador, mas infelizmente, seu roteiro foi simples demais, sem um aprofundamento da história ou dos personagens. Muita ação e um enredo que não faz sentido.



domingo, 7 de janeiro de 2018

OQAES: O Príncipe do Natal, A Grande Muralha e Estrelas Além do Tempo



Amber Moore (Rose McIver) é um jornalista que recebe a tarefa de cobrir a coroação de um príncipe, prestes a assumir o cargo de rei, mas a jovem acaba sendo confundida e passa a trabalhar dentro do castelo, o que poderá lhe render uma ótima matéria.

O Príncipe do Natal, produzido pela Netflix, é um filme que cumpre tudo o que promete, ser um romance bem clichê para se assistir no Natal. Com um enredo que já vimos antes, um desenrolar leve e previsível, que distrai e traz uma sensação de conforto







Em A Grande Muralha, acompanhamos os mercenários Willian (Matt Damon) e Tovar (Pedro Pascal) que estão em uma jornada em busca do "pó preto", mas acabam aprisionados nas Grandes Muralhas da China, em meio a um ataque de monstros que se alimentam de humanos, e precisam decidir se tentam fugir, ou se batalham ao lado do exercito para proteger suas vidas.

O filme é cheio de ação, lindas armaduras coloridas, mas pouca história. Muitas coisas são pouco explicadas e os personagens acabam não tendo muita profundidade. Ficamos sabendo que algo no passado de Willian o incomoda, mas isso também não é explorado.






 Estrelas Além do Tempo é um filme baseado em fatos reais, que conta a história de um grupo de mulheres negras, que trabalharam na NASA na época da segregação racial.

O longa tem como protagonistas as personagens Katherine Jonhson (Taraji P. Henson), uma habilidosa matemática, que trabalhou diretamente com os cálculos para as trajetórias espaciais, Dorothy Vaughn (Octavia Spencer), que além de uma ótima matemática, tinha boas habilidades mecânicas e senso de liderança, e Mary Jackson (Janelle Monáe), uma mulher forte, que precisara batalhar para se tornar engenheira.

O filme mostra, de forma emocionante, os problemas e injustiças sofridos por essas mulheres para que pudessem receber oportunidades e reconhecimento, e como elas não desistiram e lutaram para conquistar seu espaço em uma sociedade racista e machista.