
Antes
da estreia da primeira temporada no Netflix,
conhecia The Witcher apenas de nome. Nunca tinha jogado o jogo ou lido o livro, por isso não tinha um grande interesse e nem sabia o que esperar.
Em
pouco tempo, fui bombardeada de imagens da série e de comentários online de
pessoas que estavam achando tudo muito maravilhoso. A "hype" foi
crescendo cada vez mais e, então, decidi assistir.
Por
algumas imagens e vídeos aleatórias, que vi principalmente no twitter, pude
imaginar que a série possuía muita luta e cena de cunho sexual. Logo acabei
criando certas comparações e expectativas, sei que não devia, mas foi
inevitável.
Por
essas expectativas, acabei ficando bastante surpresa e um pouco decepcionada
com o roteiro. Eu esperava algo mais adulto, com um roteiro mais elaborado,
estilo Game of Thrones ou Outlander
e acabei recebendo algo mais parecido com Merlin.
Tudo
fica um pouco mais estranho quando elementos de um seriado mais denso (sexo,
violência e temas como estupro e incesto) são inseridos em um roteiro fraco.
Tá,
eu sei que, comparar The Witcher a Merlin possa parecer um pouco exagerado.
Talvez Hércules ou Xena seja uma comparação melhor, mas eu explico:
The
Witcher até apresenta uma certa complexidade ao apresentar três linhas
temporais mescladas, que vão se explicando ao longo dos episódios. Mas a
quantidade de episódios não pareceu suficiente para elaborar as histórias
apresentadas ao longo da primeira temporada.
Muitas
vezes, os episódios pareciam ser parte de uma série de episódios fechados,
estilo Merlim, onde o herói é apresentado a um problema e em poucos minutos ele
o resolve.
Outro
ponto que deixou a desejar foi o aprofundamento da história e das
características das personagens. Apenas Yennefer (Freya Allan) teve seus
sentimentos explorados de forma um pouco mais convincente, mas ainda sim,
corrida.
Geralt
(Herny Cavil), que é o protagonista da série, não participa de nenhuma
cena que realmente demonstre quem é o personagem. Suas características nos são
apresentadas pelos outros. Sempre tem alguém comentando como ele é misterioso,
sério ou forte. Isso me parece uma forma um pouco pobre de construir um
personagem.
Porque
não acontece exclusivamente na construção da personalidade de Geralt. Muitos
relacionamentos do protagonista são super valorizados nas falas sem realmente
nos convencer na tela. Acontecimentos que são apresentados rapidamente são
citados ao longo da série como super marcantes.
Para citar um exemplo, segue um pequeno SPOILER: No primeiro episódio, Geralt desenvolve um relacionamento rápido com princesa Renfri (Emma Appleton), com poucos diálogos e cenas que envolvam os dois. Ele a princesa lutam e ela acaba morta. Ao longo dos episódios seguintes esse fato é citado como uma grande marca no passado de Geralt, mesmo que tenha sido tão mal explorado no inicio.
Apesar de tudo, a série não é ruim. Ela apresenta personagens engraçados e se passa em um universo interessante, envolvendo muita magia e tem potencial para melhorar ao longo das próximas temporadas.

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