São Vicente tem ciclovias não muito bem planejadas (buracos, raízes de árvores no meio do caminho e percursos que terminam do nada no meio de avenidas) e nenhum serviço de aluguel de bicicletas, como ocorre em Santos. Aliás, esse serviço não funcionar de uma cidade para a outra é algo que sempre me aborreceu, tendo em vista o vai e vem de pessoas de uma cidade para a outra. Se a ciclovia começa em Santos e termina em São Vicente, como eu preciso deixar a bicicleta na divisa e tomar um transporte público para terminar o meu percurso? Isso não faz muito sentido.
Outro aspecto que eu nunca entendi é a proibição das bicicletas no VLT, principal meio de transporte que liga as duas cidades. Eu sei que elas ocupam espaço, mas se no metrô de São Paulo, que é bem mais cheio, é possível dispor um vagão para as "magrelas", porque aqui isso não ocorre? Aliás, São Paulo é uma cidade cheia de subidas e descidas, mas, ainda sim, parece que tem mais acesso para os ciclistas que aqui na baixada.
Por fim, também não há número significativo de lugares para "estacionar" as bikes de modo seguro, o que faz muitos repensarem o uso desse tipo de transporte.
A falta de encorajamento ao uso das bicicletas nas cidades do litoral paulista me parece um grande desperdício de oportunidade em tempos de trânsito intenso, poluição excessiva e falta de tempo das pessoas para as atividades físicas. Esses são problemas que poderiam ser facilmente resolvidos com o mínimo de planejamento intermunicipal.
