domingo, 27 de maio de 2018

OQAES: Vingadores- Guerra Infinita



Vingadores: Guerra Infinita foi um filme muito aguardado e muito comentando, aliás, ouvi e li várias pessoas falarem muito bem, o que me deu boas expectativas, mas não me apeguei muito a elas, para não esperar demais do longa.

Finalmente o grande e temido vilão Thanos chega a Terra, com o plano de destruir metade da vida do planeta, então os Vingadores precisaram se unir mais uma vez para impedir essa ameaça.

Apesar de ser um bom filme de ação, com muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, dando à  história dinamismo, Guerra Infinita peca em vários pontos, que foram mal explicados ou mal executado. Além de atitudes que não convenceram, alguns personagens tiveram suas forças aumentadas inexplicavelmente, se distanciando dos filmes anteriores e criando um vácuo no roteiro.

Com a grande quantidade de heróis, alguns ficaram bem ofuscados, o que já era esperado, pois isso ocorre com frequência em filmes que seguem essa premissa, mas a interação entre eles também não foi muito bem aproveitada.

Por causa dos temidos Spoilers, acabei sabendo do final antes de ir ao cinema, o que pode ter prejudicado um pouco minha experiência, pois as cenas que deveriam ser emocionantes, acabaram não tendo tanto impacto.

domingo, 20 de maio de 2018

OQAES: Eu não sou um homem fácil



Eu Não Sou um Homem Fácil é um original Netflix, da francesa Eléonore Pourriat, que conta a história de Damien, um machista mulherengo que sofre um acidente e acorda em uma realidade diferente, onde são os homens que precisam lutar por seus direitos.

O filme tem uma proposta interessante de inverter os papeis impostos pela sociedade, mostrando os absurdos por qual nós mulheres passamos, mas falha muito em sua execução.

Damien é um homem escroto, que ao invés de perceber o tamanho dos problemas pelos quais as mulheres passam, apenas assume que é uma pessoa ruim e se apaixona por alguém igual a ele nessa nova realidade, a escritora Alexandra. Até aí, dá para entender, afinal, nem todo mundo evolui e muda de pensamento rapidamente e isso até seria um diferencial que tornaria seu personagem mais realista.

O grande problema é que além de ter um protagonista escroto e sem carisma, o filme continua reforçando estereótipos ultrapassados de mulheres no cinema, apenas invertendo os gêneros. Um exemplo disso é o ex de Alexandra, um homem emocionalmente desequilibrados, que chega a invadir o apartamento dela, mostrando para o público o que aquilo no mundo "normal" seria um comportamento tipicamente feminino, ou seja, o velho papel da ex-louca.

Mesmo mostrando de forma bem clara algumas questões pelas quais as mulheres passam, como o assédio na rua e os problemas no mercado de trabalho, o roteiro acaba se focando muito no romance desfuncional dos protagonistas.

Representam as mulheres de forma bruta, enquanto os homens de maneira sensível e delicada, o que acabou não sendo completamente satisfatório, afinal, o visual dos papeis mudou, mas as características consideradas mais femininas continuaram a ser tratadas de forma desrespeitosa e inferiorizada. Os sexos mudaram, mas os estereótipos femininos continuaram nas mesmas posições.

Em resumo, o filme tinha uma boa ideia para uma crítica social, mas se perdeu no meio da história, tornando-se cansativo e arrastado.


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Stand-Up de Peso 4



Na última sexta-feira (dia 11 de maio) fui ao show de comédia que aconteceu em Santos, o Stand-Up de Peso 4, com os humoristas Edson Jr, Caio Martins, Maloka, Patrick Maia e Tiago Carvalho.

O show foi realizar no centro de convenções do Hotel Parque Balneário, que apesar de não ser um lugar grande, foi arrumado de forma bem confortável, e eu felizmente, consegui um lugar bem na frente.

A organização não foi uma das mais atenciosas e cuidadosas, mas não tivemos nenhuma ocorrência e o show aconteceu dentro dos conformes, apenas com um pequeno atraso no inicio.

A abertura ficou por conta do mestre de cerimônias Edson Jr, que começou muito bem, falando um pouco sobre a cidade e coisas que só quem mora na região consegue entender. Houveram algumas piadas que, na minha opinião, foram desnecessárias, mas em grande parte, foi uma apresentação divertida.

O segundo a subir no palco foi o Thiago Carvalho, que fez um show dinâmico, com um bom ritmo e com piadas de nível bom.

Em seguida, o mágico e comediante Caio Martins fez sua curta, mas ótima, performance, seguido por Patrick Maia (motivo pelo qual fui ao show), que apesar de ter ótimas piadas, não seguiu o ritmo do Stand-Up, onde uma piada puxa a outra.

Para encerrar, tivemos Maloka, comediante e músico, que além de um bom repertório de piadas, tem uma ótima voz.


No fim do show adquiri o livro "Entendeu ou quer que eu desenhe" do Patrick Maia, que mostra algumas piadas e pensamentos do comediante através de ilustrações. Não peguei autografo por causa da fila :p mas estou curtindo o livro, tanto quanto gostei do show.



sexta-feira, 11 de maio de 2018

Dez séries com protagonismo feminino



O grupo United Blogs propôs uma ideia bem bacana para seus integrantes, que consistia em realizar uma Collab com um blog do mesmo nicho, para escreverem juntos um post bem bacana, com o tema que desejassem. Então eu e a Ane, do blog Profano Feminino, nos juntamos para indicar dez séries com protagonismo feminino e muito GirlPower para vocês. Porque séries nunca são demais e emponderamento é preciso.

A lista a seguir não segue uma ordem de preferência.

Buffy, a caça vampiros:


Acho que nada melhor do que começar essa lista com a série que foi um marco de protagonismo feminino no fim dos anos 90.

Buffy Summers (Sarah Michelle Gellar) é a escolhida para proteger a cidade de Sunydale, onde se encontra a Boca do Inferno, contra demônios e vampiros.

A série teve como diferencial, colocar em um papel de força, uma jovem loira e delicada, que geralmente sofre com uma porção de estereótipos negativos na maioria dos filmes.




Mom:


A série acompanha a luta de Christie (Anna Farris), uma mulher em reabilitação, que tenta se manter sóbria, criar seus filhos e lidar com a conturbada relação que tem com sua mãe.

Essa divertida sitcom, mostra de forma divertida e emocionante os problemas que uma pessoa que luta contra o alcoolismo precisa enfrentar.

Christie e Bonnie (sua mãe, interpretada por Alisson Janney) recebem o apoio de um grupo de mulheres que passam pelos mesmos desafios, mostrando a sororidade entre elas e a importância de se ter outras pessoas como suporte.





Drop Dead Diva:


Deb (Brooke D'Orsey) é uma jovem aspirante a modelo que acaba sofrendo um acidente de carro e não sobrevive. Ela acaba tendo uma segunda chance, retornando para a Terra no corpo da talentosa advogada Jane Bingum (Brooke Elliot). Agora ela precisa se adaptar com sua nova vida, sua nova carreira e seu novo corpo.

Essa comédia de tribunal, mostra em diversos episódios que aparência não é tudo e que muitas vezes a sensibilidade pode ser muito útil.





Sex and the City:


A série acompanha a vida de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) e suas três melhores amigas, que vivem na cidade de Nova Iorque. Mulheres diferentes, com ambições próprias, mas que sempre se apoiam.

Sex and the City trata sobre relacionamentos, paixões, sexo, carreira e principalmente sobre amizade.





Outlander:

A série conta a história de Claire, uma mulher moderna para o seu tempo, que durante uma segunda lua de mel com seu marido, logo após o fim da segunda guerra mundial, acaba sendo enviada duzentos anos no passado. Ela precisara aprender a viver nessa sociedade com costumes tão diferentes, em um tempo me que ser mulher era ainda mais complicado.






Gostaram das indicações?
A segunda parte desta lista está lá no blog Profano Feminino. Não deixem de conferir ^^



segunda-feira, 7 de maio de 2018

A Menina mais Fria de Coldtown


Em um mundo infestado por vampiros, a sociedade precisou aprender a conviver com o perigo. Cidades inteiras foram isoladas. As chamadas Coldtown's mantém seus moradores, humanos e vampiros, isolados fisicamente do resto da sociedade, que acompanha os acontecimentos de dentro dos muros através de chamativos e glamourosos programas de televisão.

Após acordar em uma festa e encontrar quase todos seus amigos mortos, Tana precisa se dirigir para a Coldtown mais próxima, junto de seu ex-namorado que foi infectado e um estranho vampiro.


A Menina mais Fria de Coldtown tem um ritmo um pouco estranho. Apesar de ser cheio de ação e dinamismo, alguma coisa na narrativa de Holly Black torna a história um pouco arrastada, com capítulos que parecem ser longos demais.

Talvez isso também se de pelo fato de que muita coisa acontece em pouco tempo. Dando a impressão que você já muitas páginas.


Os capítulos de Tana são mais compridos, cheios de acontecimentos e explicações de como a garota se sente, já estava passando por um bocado de coisas assustadoras em menos de uma semana e precisando tomar várias decisões perigosas.

Há também alguns flashbacks que servem como pano de fundo para a personalidade dos personagens principais.


Alguns pontos do enredo, como as atitudes de Gavriel (o estranho vampiro que viaja com eles), não fizeram muito sentido para mim, mas tentei não me apegar muito nesses detalhes, afinal de contas, o personagem não é muito lúcido.

Tana e Aidan (seu ex-namorado) me pareceram personagens bem autênticos e realistas, cheios de falhas e com escolhas bem duvidosas.


Não posso dar muitos detalhes sem soltar um spoiler, mas acho que não há problemas em comentar que de imediato o final pode ser um tanto quanto frustrante, mas algum tempo depois da leitura, ele passa a ser mais aceitável.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Problematizando Eu, a Patroa e as Crianças.



Há algum tempo, meus pais e eu começamos a acompanhar um canal por assinatura chamado Comedy Central, que assim como nome já indica, tem os programas de comédia como foco, incluindo alguns seriados que eu assistia quando criança, como Um Maluco no Pedaço e Eu, a Patroa e as Crianças, e é sobre esse segundo que eu quero falar hoje.

A Sitcom, produzida por Don Reo e Damon Wayans, conta a história da família Kyle, cujo o pai, Sr. Michel (Damon Wayans), tem uma forma "peculiar" de criar seus filhos.

Michel é um personagem obsessivo, que enxerga qualquer problema como um jogo, onde obviamente, ele tem quer ser o vencedor.



Ao voltar a assistir alguns episódios dessa série, que quando era pequena achava engraçadíssima, pude perceber o quanto de coisas erradas ela retrava, e que antes eu não percebia.

Não posso negar que há momentos engraçados e piadas bem elaboradas, mas grande parte dos episódios são bem problemáticos.


Michel é um homem antiquado e machista, que não apoia a esposa quando ela decidi voltar a  estudar, preferindo te-la em casa cuidando dos filhos. Ele também não gosta quando ela trabalha fora, chegando a ficar feliz quando Jay (Tisha Campbell Martin) é demitida.

O reflexo de seu machismo também é visto na distinção que ele faz na criação de seus filhos quando o assunto é sexo, dando apoio e liberdade para Jr. (George O. Gorre II), mas restringindo até mesmo as roupas de sua filha e tentando afastar os namorados de Claire (Jennifer Nicole Freeman). Nesse ponto, Jay, também comete os mesmos erros.

A ideia de criar seus filhos como se fosse um jogo, elaborando planos para puni-los e minar a carreira de sua esposa, já é por si só, um sinal de que algo não está certo, mas a gota d'água foi com o episódio "Na magreza e na obesidade".

Essa parte do texto vai conter Spoilers desse episódio:

Após uma viagem, Jay retorna para casa com alguns quilos a mais, e Michel não consegue manter relações com a esposa por esse motivo, chegando até mesmo a procurar um terapeuta, que pasmem, lhe receita um "viagra" (tipo WTF?).

Jay chega a dizer que está bem com o fato de não precisar se preocupar com seu peso, pois tentar se manter magra era muito desgastante. Mas após parar de fingir que não se importava com o peso da esposa, Michel afirma que não consegue aceita-la dessa forma, pois a conhecera jovem e mais magra.




Bem, esse absurdo de episódio se encerra quando Jay concorda com Michel e decidi emagrecer pelo bem de sua família e eu querendo tacar o controle remoto da televisão.


Apesar de ter descoberto que uma série que eu gostava era na verdade uma enxurrada de machismo e intolerância, foi bom perceber que meus conceitos de humor mudaram e hoje eu consigo perceber o quão errado eram aqueles roteiros.

Não estou escrevendo esse texto para convence-los a não assistir essa série, mas sim, convida-los a assistir essa e outras produções com olhos críticos. Não precisamos parar de gostar das coisas que assistimos, mas temos que saber reconhecer os problemas que elas tem.