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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes

imagem do livro histórias de ninar para garotas rebeldes ao lado do símbolo do feminismo


Assim que vi o livro Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes em um site o coloquei na minha lista de desejados.

A ideia de um livro que conta a história de 100 mulheres reais, com lindas ilustrações de 60 artistas femininas e escrito por duas mulheres (Elena Favilli e Fracesca Cavallo) é simplesmente maravilhosa. É muito Girl Power em um único livro!


capa interna do livro histórias de ninar para garotas rebeldes


O livro tem histórias de personalidades bem conhecidas como Yoko Ono, Frida Khalo e Jane Austen, mas também conta com heroínas lendárias de diferentes povos e jovens mulheres que marcaram nossa atualidade como a Malala Yousafzai, ativista paquistanesa, e Coy Mathis, uma criança transexual nascida nos EUA.


ilustração de Jane Austen

ilustração de Coy Mathis

Ganhei Histórias de Ninar da minha amiga Ju e combinei com meu noivo de lermos juntos, uma história por noite, antes de dormir. As vezes liamos mais de uma, afinal elas são bem simples e resumidas, seguindo bem a ideia de um livro infantil.

Gostei tanto do livro que o utilizei em um projeto de leitura com as crianças de onde eu trabalho e ver no fim da aula várias garotas me perguntando onde encontrar o livro para conhecer as outras histórias alegrou meu coraçãozinho feminista, que quer muito que as meninas saibam que podem fazer qualquer coisa que quiserem.

Fiquei muito animada quando descobri que lançaram o segundo volume e estou muito ansiosa para adquiri-lo ou ganha-lo de presente, quem sabe? :p


Ah, alguns sites, como o submarino, já estão disponibilizando um box com os dois volumes, então quer tiver interesse, já pode adquirir as 200 histórias de uma vez.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Dia da visibilidade lésbica


O dia da Visibilidade Lésbica (29 de agosto) foi criado por ativistas no ano de 1996. É uma data que tentar reconhecer a luta das mulheres que sofrem com a violência e com o preconceito, que muitas vezes tem sua orientação desacreditada e marginalizada.

A representatividade e a visibilidade são temas importantes, para que as pessoas se sintam pertencentes a sociedade e possam se reconhecer. 

Precisamos aprender a respeitar todas as orientações, por isso, precisamos conhece-las e quebrar preconceitos, por isso, montei uma playlist com alguns vídeos de pessoas que podem falar com mais propriedade sobre o assunto.

Não é Por Eu Ser Lébica- Canal Põe na Roda




Coisas que Lésbicas Cansaram de Ouvir- DRelacionamentos




Visibilidade Lésbica- Louie Ponto



sexta-feira, 27 de julho de 2018

Nanette- uma Comédia Stand-Up que não foi feita só para rir


Nanette é uma apresentação de Stand-Up da comediante Hannah Gadsby, disponível atualmente no Netflix, que vem sendo muito comentada e elogiada em diversos sites, por se diferenciar dos shows que estamos habituados a assistir, onde o objetivo central é nos fazer apenas rir.

Hannah Gadsby tem um ótimo ritmo e piadas afiadas, cheias de criticas ao mundo machista em que vivemos, onde ela relata toda sua experiência como mulher e como lésbica e as dificuldades que já enfrentou. O fato da maioria das piadas sem sobre o privilégio masculino não é o único diferencial de Nanette. Hannah explica durante o show como é truque para criar uma piada engraçada através da criação de uma tensão na história, que logo é aliviada com um final cômico, e nos confronta em momentos em que decide não fazer isso.

retirado de http://www.muddycolors.com/2018/07/hannah-gadsbys-nanette/

"Vocês precisam saber o que é isso... Esta tensão. É o que as pessoas não-normais sentem por dentro o tempo todo, porque é perigoso ser diferente"


A apresentação é cheia de momentos engraçados, mas eles não são os únicos pontos. Hannah fala sobre acontecimentos traumáticos de sua vida, sem transforma-los em comédia ou aliviar a tensão que o assunto trouxe. Ela crítica o uso da comédia que muitas vezes perpetuam os momentos difíceis para torna-los engraçados, impedindo que ela contasse a real história.

Nanette é um stand-up que toca, te choca e também te faz pensar. Muitas mulheres vão se identificar com os relatos de Hannah. Super recomendo!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Problematizando Eu, a Patroa e as Crianças.



Há algum tempo, meus pais e eu começamos a acompanhar um canal por assinatura chamado Comedy Central, que assim como nome já indica, tem os programas de comédia como foco, incluindo alguns seriados que eu assistia quando criança, como Um Maluco no Pedaço e Eu, a Patroa e as Crianças, e é sobre esse segundo que eu quero falar hoje.

A Sitcom, produzida por Don Reo e Damon Wayans, conta a história da família Kyle, cujo o pai, Sr. Michel (Damon Wayans), tem uma forma "peculiar" de criar seus filhos.

Michel é um personagem obsessivo, que enxerga qualquer problema como um jogo, onde obviamente, ele tem quer ser o vencedor.



Ao voltar a assistir alguns episódios dessa série, que quando era pequena achava engraçadíssima, pude perceber o quanto de coisas erradas ela retrava, e que antes eu não percebia.

Não posso negar que há momentos engraçados e piadas bem elaboradas, mas grande parte dos episódios são bem problemáticos.


Michel é um homem antiquado e machista, que não apoia a esposa quando ela decidi voltar a  estudar, preferindo te-la em casa cuidando dos filhos. Ele também não gosta quando ela trabalha fora, chegando a ficar feliz quando Jay (Tisha Campbell Martin) é demitida.

O reflexo de seu machismo também é visto na distinção que ele faz na criação de seus filhos quando o assunto é sexo, dando apoio e liberdade para Jr. (George O. Gorre II), mas restringindo até mesmo as roupas de sua filha e tentando afastar os namorados de Claire (Jennifer Nicole Freeman). Nesse ponto, Jay, também comete os mesmos erros.

A ideia de criar seus filhos como se fosse um jogo, elaborando planos para puni-los e minar a carreira de sua esposa, já é por si só, um sinal de que algo não está certo, mas a gota d'água foi com o episódio "Na magreza e na obesidade".

Essa parte do texto vai conter Spoilers desse episódio:

Após uma viagem, Jay retorna para casa com alguns quilos a mais, e Michel não consegue manter relações com a esposa por esse motivo, chegando até mesmo a procurar um terapeuta, que pasmem, lhe receita um "viagra" (tipo WTF?).

Jay chega a dizer que está bem com o fato de não precisar se preocupar com seu peso, pois tentar se manter magra era muito desgastante. Mas após parar de fingir que não se importava com o peso da esposa, Michel afirma que não consegue aceita-la dessa forma, pois a conhecera jovem e mais magra.




Bem, esse absurdo de episódio se encerra quando Jay concorda com Michel e decidi emagrecer pelo bem de sua família e eu querendo tacar o controle remoto da televisão.


Apesar de ter descoberto que uma série que eu gostava era na verdade uma enxurrada de machismo e intolerância, foi bom perceber que meus conceitos de humor mudaram e hoje eu consigo perceber o quão errado eram aqueles roteiros.

Não estou escrevendo esse texto para convence-los a não assistir essa série, mas sim, convida-los a assistir essa e outras produções com olhos críticos. Não precisamos parar de gostar das coisas que assistimos, mas temos que saber reconhecer os problemas que elas tem.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

It is Love?- jogo que abandonei.

Personagens do jogo Is It Love?

     Há algum tempo, enquanto fuçava a playstore, encontrei esse joguinhos de escolhas (Visual Novel) que são ótimos para passar o tempo e acabei baixando dois deles, que fazem parte do mesmo universo e com os mesmos personagens, produzido pelo 1492 Studio. Minha intenção era fazer uma resenha assim que eu terminasse de jogar, mas no meio do caminho, eu acabei abandonando os jogos e decidi vir aqui e contar o motivo pelo qual fiz isso.

     Essa resenha contém spoilers.


Is It Love? versão Gabriel

    Gabriel é o nome da primeira edição do game, que assim como suas continuações tem seu cenário situado na empresa Carter Corp.
    Ele se inicia com a personagem com a qual você joga, chegando na cidade e iniciando seu primeiro dia de trabalho nessa empresa, onde ela logo se vê encantada por seu chefe, o que já começa a me perturbar. A protagonista, que eu nomeie como Kalyna, passa boa parte do jogo dizendo como o Sr. Gabriel (seu gerente) é um cara lindo, maravilhoso, que exala confiança e ela não faz ideia do porque ele se interessaria por ela, típico de uma personagem chata de baixa autoestima que estamos muito habituados a ler em livros.
     A coisa começa a piorar, quando logo no primeiro dia, durante um Happy Hour, seu gerente começa claramente a seca-la, além de fazer o nada apropriado comentário "Você é uma delicia!", deixando a personagem muito surpresa, mas não porque ela acha um absurdo, que seria o normal dada a posição dele, mas sim porque ele é um homem maravilhoso demais para ela ¬¬. Qual mulher não ia amar ser assediada desse jeito por seu chefe no seu primeiro dia de trabalho, não é mesmo? #ironiadetectada

       "Ah, mas Andressa, ela estava afim dele!"- vocês podem dizer.

       Ok, pode até ser que ela estivesse encantada por um homem que ela julga charmoso, mas isso não torna menos inapropriado da parte dele dizer algo do tipo para sua funcionária, que por sinal ele mal conhece. 
      Pouco depois, o sr. Gabriel a chama para sair, e como é um jogo de opções, eu logo me nego, tentando reverter a situação entre os personagens, mas aí surge outro problema, o jogo apesar de te dar a opção de recusar o convite, não te deixa realmente faze-lo, pois logo em seguida o seu chefe insisti e você involuntariamente aceita. Foi nesse momento que larguei o jogo, que tinha a promessa de me dar escolhas, mas não as respeitava.

Is It Love? versão Matt

     Simultaneamente eu jogava a versão Matt, onde o meu interesse amoroso é meu colega de serviço, com quem eu aparentemente tenho uma boa relação, o que eu achei ótimo.
     O jogo (que na verdade foi o que comecei primeiro) me conquistou tanto pelos personagens cativantes, quanto pelo fato da protagonista, que chamei de Annie, ser uma lutadora. Pensei: que ótimo, uma personagem decidida, que sabe o que quer e quem quer, sai para se divertir com sua amiga, que tem uma ótima e ativa vida sexual e não é julgada por ninguém, e ainda por cima luta (você pode escolher entre duas opções de estilo). Tudo parecia bem!
     Apesar de ainda ter os problemas de não respeitar todas as minhas decisões, o jogo parecia um pouco mais aceitável, e eu estava muito curiosa para saber se Annie ficaria ou não com seu amigo Matt, mas como nem tudo são flores, o enredo logo me decepcionou.
     Durante uma briga com Matt, a protagonista confessa que aprendeu a lutar para se defender, pois sofreu abuso quando nova, e por isso sabia se cuidar. Mais uma vez, os roteiristas decidiram usar o abuso sexual como forma de crescimento para uma personagem feminina, o que além de batido, é revoltante e absurdo. Uma tática que já vimos ser usada em diversos filmes e livros, como se nenhuma mulher pudesse saber lutar simplesmente porque é fã do esporte, ou pudesse ser forte sem necessariamente ter precisado passar por uma experiência traumática. Personagens masculinos podem ser bons guerreiros para seguir um grande sonho, porque querem ser os melhores, ou até mesmo por um dom natural, como o próprio Matt nesse jogo, que é professor de uma academia, mas claro que isso nunca se aplica as mulheres nas histórias.
     A gota d'água para que eu largasse mais essa versão de It is Love? foi quando Annie sofreu uma nova tentativa de estupro, sendo salva por seu amigo, já que ela mesmo sabendo lutar não pode se defender de seu agressor. O jogo usar a violência contra a mulher uma vez parece não ter sido o suficiente, ele precisava fazer você ler a cena e tentar se salvar sem sucesso dessa nova tentativa. Lastimável!


   Infelizmente é possível encontrar machismo até mesmo em jogos que dizem ter como consumidores principais as mulheres. Não sei o que exatamente os criadores desses jogos estavam pensando, mas eles não foram muito felizes na criação dessas histórias.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Criadores de conteúdo, formadores de opinião.



     Durante as longas horas que passo na internet acabando me deparando com muitas bobagens e futilidades, mas vez ou outra, encontro no meio de tantas coisas sem sentido, textos fantásticos, extremamente bem escritos, com avaliações da sociedade e pontos de vista que me fazem pensar muito. Essas joias podem ser encontradas em grandes sites e canais ou até mesmo em blogs menores, que eu nunca tinha ouvido falar antes, e saber de suas existências sempre me alegra.
      Enquanto leio vorazmente cada parágrafo, sinto minha mente expandir, como se assistisse a uma aula que devo levar para a vida. Sempre que os termino penso:

     "Caramba! Como essa pessoa que tem quase a mesma idade que eu pode ter percebido tantas coisas que eu não pude enxergar? Como conseguem transmitir seus ideias de forma tão clara e confiante? Como podem escrever tão bem?!"

     Admiro de verdade esses blogueiros, vlogueiros, redatores e qualquer outro criador de conteúdo, que assumem magistralmente  seus papéis de formadores de opinião. Que lutam com palavras e imagens contra o racismo, a homofobia, o machismo e contra qualquer outro tipo de preconceito, sempre utilizando de bons argumentos e explicando quase que didaticamente no que eles acreditam.
     Espero um dia poder escrever assim, com tanta sinceridade e coragem, para quem sabe assim, espalhar boas ideias e intenções a todos que estão dispostos a abrir os olhos e enxergar novos horizontes.

     Esse post foi feito para agradecer a todos os criadores de conteúdo que me inspiraram e a todos os amigos que me ajudam a debater sobre esses textos.
     Aproveito para deixar aqui alguns links para blogs e canais, cujo os textos me levaram a escrever isso, e que vocês podem gostar:

Site Collant Sem Decote: Fala sobre cultura pop e feminismo.
Além das matérias próprias do site, descobri diversos textos de outros lugares através da página delas no Facebook.

Site Nó de Oito: Trata de assuntos sociais, com análises, reflexões, críticas e resenhas.
Esse sites foi uma descoberta recente e logo após terminar de ler um texto, sai abrindo várias guias para ler os outros conteúdos, que falam de feminismo, sexualidade, questões raciais, padrões de beleza, entre outros assuntos por quais tenho muito me interessado.

Blog Queria Estar Lendo: Além do grande foco em livros, séries e filmes, o blog também tem ótimos textos para refletir.

Canal Jout Jout Prazer: O canal da Jout Jout já é bem conhecido, que aborda de forma bem humorada assunto sérios, além de propor um novo olhar para o cotidiano.

Canal Põe na Roda: Um canal divertidíssimo sobre o universo LGBT, que utiliza do humor para falar de assuntos sérios, como a quebra de estereótipos e preconceitos.

     Espero que vocês tenham gostado dos sites e canais. Querem me indicar algum texto? Pode deixar aqui nos comentários, ficarem muito feliz em ler ^^.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

BEDA 26: Dia Internacional da Igualdade Feminina.


     Hoje, dia 26 de agosto, é o Dia Internacional da Igualdade Feminina, data que celebra as conquistas das mulheres e a luta pelo direito à ainda tão sonhada igualdade de gêneros.

      "É comemorada neste dia em alusão à ratificação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão a 26 de agosto de 1789, em França."  retirado do site Calendarr.


        Infelizmente, o ideal de igualdade ainda não foi atingido. Mulheres recebem salários menores que homens em sua mesma posição, são as principais vítimas de violência doméstica, são rotuladas e julgadas por suas opções sexuais e de vida, oprimidas por padrões impossíveis de beleza e estilo. A luta pelos direitos femininos ainda precisa continuar. 
      Atualmente o feminismo, movimento que combate a desigualdade entre homens e mulheres, tem estado em grande enfoque, tornando possível o debate sobre os direitos femininos mais amplamente e dando mais voz para a causa.
       Apesar de ser uma temática muito debatida nos dias de hoje, muitas pessoas ainda não entendem o conceito e a importância do feminismo e outras utilizam-se de maus exemplos para desvalorizar o movimento, oprimindo aquelas que apenas querem ter seus direitos garantidos. Pensando nisso, decidi trazer para o post de hoje alguns links e vídeos que podem ajudar a esclarecer algumas questões para aqueles que ainda tem dúvidas (até pouco tempo eu também não entendia muito bem) ou que apenas querem saber um pouco mais.



5 Indícios de que você é feminista



Você é feminista?




Jout Jout responde comentários anti-feministas.




Discurso de Emma Watson Pela Organização das Nações Unidas, convidando os homens a se juntarem ao feminismo.




    Obs: Enquanto eu fazia a pesquisa para esse post, encontrei cada barbaridade na internet, de pessoas que só sabem destilar ódio na internet, que chega a me deprimir. Então se você sentir vontade de espalhar essa falta de amor aqui ou em qualquer outro lugar, seja na internet ou em qualquer lugar na vida, por favor, não faça!