segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Steven Universe (1ª e 2ª temporada)


Início o post de hoje, me retratando com a Cartoon Network, de quem eu tenho reclamado nos últimos anos, julgando os desenhos como chatos sem nem mesmo ter lhes dado uma chance real. É importante assumir quando estamos errados. Afinal, quem diria que eu estaria tão viciada em um desenho, feito para o público infantil, ainda que não exclusivamente, a essa altura da vida? :p


Quando o Rafael (meu noivo) começou a assistir Steven Universe, eu não dei muita bola, acompanhei alguns poucos minutos de um episódio aqui e outro ali, mas de uma hora para outra, me vi fascinada pela história e pelos personagens. 

Steven é um garoto otimista e bondoso, meio humano e meio Gem (uma espécie mágica vinda de outro planeta), que vai aprendendo ao longo dos episódios a controlar suas habilidades para ajudar a proteger o planeta Terra.

Um desenho com um enredo simples de início e vai se aprofundando com o passar dos episódios, que apresentam a vida cotidiana de Steven e das outras Gems, além de mostrar através de flashbacks a história de uma antiga guerra que colocou a Terra em perigo.


O mais genial desse desenho é sem dúvida sua simplicidade e delicadeza em quebrar estereótipos, mesmo em seus poucos dez minutos de duração. A animação aborda de forma natural os relacionamentos homoafetivos e diferentes estruturas familiares. O problemas normais e discussões entre membros de uma família também estão presentes.


Logo de cara podemos perceber uma desconstrução no personagem principal, um adolescente carinhoso e sensível, que não se importa em mostrar os seus sentimentos ou utilizar coisas que seriam consideradas, erroneamente, como "itens para garotas", sem que isso sequer seja comentado durante o desenho como algo fora do comum. Acho tudo isso simplesmente fascinante!




O amor e o respeito estão muito bem representados em todo o decorrer das duas temporadas que eu já assisti (ansiosa para a terceira). Existe um carinho entre os personagens muito emocionante. Mesmo Steven sendo uma criança, sem muito conhecimento e  ainda aprendendo a usar seus poderes, ele sempre recebe um enorme apoio de sua família, que demonstram como a confiança pode ser importante para o desenvolvimento de alguém.




Rebecca Sugar, criadora de Steven Universe e ex-roteirista de Hora de Aventura, fez um ótimo trabalho, mostrando representatividade e aceitação de uma forma tão singela, colocando essas questões para serem aprendidas desde de cedo pelas crianças.


Obs: a animação tem ótimas músicas, até fiz duas playlist's com as minhas favoritas.
Lista 1 e Lista 2.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Criadores de conteúdo, formadores de opinião.



     Durante as longas horas que passo na internet acabando me deparando com muitas bobagens e futilidades, mas vez ou outra, encontro no meio de tantas coisas sem sentido, textos fantásticos, extremamente bem escritos, com avaliações da sociedade e pontos de vista que me fazem pensar muito. Essas joias podem ser encontradas em grandes sites e canais ou até mesmo em blogs menores, que eu nunca tinha ouvido falar antes, e saber de suas existências sempre me alegra.
      Enquanto leio vorazmente cada parágrafo, sinto minha mente expandir, como se assistisse a uma aula que devo levar para a vida. Sempre que os termino penso:

     "Caramba! Como essa pessoa que tem quase a mesma idade que eu pode ter percebido tantas coisas que eu não pude enxergar? Como conseguem transmitir seus ideias de forma tão clara e confiante? Como podem escrever tão bem?!"

     Admiro de verdade esses blogueiros, vlogueiros, redatores e qualquer outro criador de conteúdo, que assumem magistralmente  seus papéis de formadores de opinião. Que lutam com palavras e imagens contra o racismo, a homofobia, o machismo e contra qualquer outro tipo de preconceito, sempre utilizando de bons argumentos e explicando quase que didaticamente no que eles acreditam.
     Espero um dia poder escrever assim, com tanta sinceridade e coragem, para quem sabe assim, espalhar boas ideias e intenções a todos que estão dispostos a abrir os olhos e enxergar novos horizontes.

     Esse post foi feito para agradecer a todos os criadores de conteúdo que me inspiraram e a todos os amigos que me ajudam a debater sobre esses textos.
     Aproveito para deixar aqui alguns links para blogs e canais, cujo os textos me levaram a escrever isso, e que vocês podem gostar:

Site Collant Sem Decote: Fala sobre cultura pop e feminismo.
Além das matérias próprias do site, descobri diversos textos de outros lugares através da página delas no Facebook.

Site Nó de Oito: Trata de assuntos sociais, com análises, reflexões, críticas e resenhas.
Esse sites foi uma descoberta recente e logo após terminar de ler um texto, sai abrindo várias guias para ler os outros conteúdos, que falam de feminismo, sexualidade, questões raciais, padrões de beleza, entre outros assuntos por quais tenho muito me interessado.

Blog Queria Estar Lendo: Além do grande foco em livros, séries e filmes, o blog também tem ótimos textos para refletir.

Canal Jout Jout Prazer: O canal da Jout Jout já é bem conhecido, que aborda de forma bem humorada assunto sérios, além de propor um novo olhar para o cotidiano.

Canal Põe na Roda: Um canal divertidíssimo sobre o universo LGBT, que utiliza do humor para falar de assuntos sérios, como a quebra de estereótipos e preconceitos.

     Espero que vocês tenham gostado dos sites e canais. Querem me indicar algum texto? Pode deixar aqui nos comentários, ficarem muito feliz em ler ^^.

sábado, 15 de outubro de 2016

Músicas de Boy Bands

      Sim, você não leu o título dessa postagem errado, eu vou mesmo falar sobre minhas músicas preferidas de Boy Bands, não que eu as escute com muita frequência, mas o ar nostálgico dessas canções precisa ser levado em conta :p

     Vou começar essa playlist com grupos menos conhecido, quer dizer, eu não lembro deles terem feito tanto sucesso como alguns outros, mas eu não era a pessoa mais informada também. Claro que eu ouvia muito Backstreet Boys e N'Sync, mas decidi para a lista de hoje selecionar algumas músicas que eu gostava muito, mesmo que de bandas menos populares, talvez faça uma parte dois com as mais famosas um outro dia.

     Conheci a banda 98 Degrees por causa de um CD que peguei na casa da minha tia, onde tinham canções de vários grupos do mesmo gênero e logo me viciei  nessa música.

Because of You 


 E sim eu assisti esse clipe agora e percebi com ele é ruim, mas eles quase sempre eram, então se preparem para essas jóias :p 


     Para falar a verdade, acho que só me lembro dessa música do grupo Human Nature, mas eu gostava muito do ritmo, do jeito que ela era cantada e olha, ela ainda me agrada bastante ^^

 Wishes



     Depois de procurar essas músicas, um sentimento de nostalgia pura me alcançou e precisei correr no meu quarto e vasculhar minha pilha de CD's velhos só para garantir que eu ainda o tinha. Tirei uma foto de qualquer jeito com o celular só para vocês verem, que apesar de velhinho e arranhado, ele ainda existe.


     Passei algum tempo escutando essas músicas depois disso, porque né?! :p

     Agora vamos para as Boy Bands brasileiras, que apesar de terem sido mais breves, também tiveram sua participação na minha infância.

     O grupo Br'oz, formado durante um reality show do SBT, não durou muito e eu realmente não me lembro de outras canções deles, mas essa que escolhi era o tipo que ficava na cabeça, além de ter uma dancinha agradável.

Prometida



     E para finalizar essa seleção, escolhi o grupo Dominó, com a música obrigatória em todo fim de festa de aniversário (aquela hora que começam as danças coreografadas e tiradas do fundo do baú).

Baila Comigo



     Espero  que tenham gostado da playlist de hoje, ou pelo menos tenham se divertido com meu excepcional gosto musical.

     Ps: um assunto não tão legal relacionado a esse grupos, foi que assistindo agora a esses clipes e relembrando as formações, percebo como eles eram padronizados, com pouca representatividade, coisa que claro eu não me atentava tanto quando era criança. Perceber isso foi meio decepcionante!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Luke Cage


     Depois de assistir as duas temporadas de Demolidor e a primeira de Jessica Jones, estava e estou ansiosa para qualquer série da Netflix que faça parte desse universo, e não foi diferente com Luke Cage.
       
      A série tem inicio poucos meses depois dos acontecimentos de Jessica Jones e acompanha Luke tentando levar uma vida normal no bairro do Harlem, mas que acaba se envolvendo em um conflito com um poderoso traficante de armas local e precisa decidir se irá lutar ou continuar fugindo.
      Diferente dos outros dois seriados, tive um pouco de dificuldade para me prender a esse, pois seu ritmo inicial é um pouco mais lento, enquanto Cage reluta em entrar de verdade na briga, mas depois de alguns episódios a coisa começa a engatar, e vamos aos poucos descobrindo sobre o passado do personagem e como ele se tornou o homem de pele impenetrável que é.
      Gosto muito das temáticas abordadas nas parcerias da Netflix com a Marvel, mostrando muito além de histórias de super-heróis, expondo o lado humano deles e problemas da sociedade. Em Luke Cage temos um grande enfoque nas questões raciais e nos problemas que bairros considerados de periferia como o Harlem enfrentam, como a violência policial e a divisão social. 
      O feminismo também é abordado na série, muito representado na personagem da policial Misty Night, uma mulher forte, independente e determinada, que viu de perto a violência e decidiu se posicionar contra. Existem outras personagens femininas bem construidas e com grandes papeis dentro da série, tanto entre os mocinhos quanto entre os vilões da história.

      Minha única crítica contra a série é o fato de muitos acontecimentos terem sido amplamente divulgados sem que isso interferisse no mundo fora do bairro onde ele se passa. Várias referências aos outros heróis são feitas durante essa temporada, mas é de estranhar que eles não tenham de fato aparecido em vista das várias reportagens sobre o que estava acontecendo no Harlem.

       Estou ainda mais ansiosa para as temporadas seguintes do todas as séries desse universo e para o lançamento de Defensores, o seriado CrossOver entre os heróis Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro (que também terá sua própria série com estreia para março de 2017).

domingo, 9 de outubro de 2016

O que eu assisti essa semana



     Durante essa semana assisti dois filmes saídos do universo das HQ's, ainda que nenhum deles seja lá muito fiel.

      Apesar de não gostar muito dos novos longas da série, assistimos ao filme X-Men Apocalipse, que se passa nos anos 80 e conta a história de um vilão milenar, o primeiro mutante que passou séculos adormecido e agora quer acabar com a humanidade, criando um mundo apenas para os mais  fortes.
      Independente de quanto tentem consertar a linha cronológica do universo X-Men, acho que sempre continuarei achando uma bagunça desnecessária. Gostei de ver os mutantes jovens, ainda descobrindo seus poderes, mas infelizmente isso foi pouco explorado no filme, deixando esse drama em segundo plano. Os problemas de Jean Grey em controlar suas habilidades e até a apresentação de mutantes que ficaram apenas como plano de fundo teriam sido bem mais interessantes do que a inclusão de um vilão "superpoderoso" que no fundo não faz lá muita coisa.
         O enredo é simples, sem grandes inovações, até tolerável em um filme de ação, mas com algumas incoerências narrativas, que somadas ao pouco crescimento dos personagens durante a história, acabaram deixando o longa abaixo da média.


     Tartarugas Ninja Fora das Sombras, foi o segundo filme da franquia, e trás novamente o vilão destruidor, o clã do pé e uma nova ameaça, o alienígena Krang, que tem o objetivo de montar uma super arma para destruir a Terra. 
      A trama fala sobre a falta de reconhecimento dos quatro irmãos, que apesar de terem salvado a cidade no passado, continuam precisando se esconder da sociedade.
      O longa conta com várias cenas de ação, repletas daqueles exageros que não conseguimos apenas ignorar e um história bem fraca e desinteressante. Até mesmo a parte cômica do filme deixou a desejar, ficando muito atrás do seu antecessor.

sábado, 8 de outubro de 2016

Músicas que estou viciada no momento.

     Aqui vamos nós com mais uma playlist de músicas que eu não paro de ouvir nesses últimos dias.

     Essa semana eu conheci a nova música da Katy Perry e me apaixonei quase que instantaneamente por ela, pelo clipe e pelo visual da cantora que está incrível. Apesar de gostar muito da versão original, decidi postar aqui o cover feito pelo canal SUPERFRUIT com a participação de Mary Lambert, Brian Justin Crum e Mario Jose.

Rise



     Claramente minha cantora preferida não poderia estar de fora da playlist dessa semana, então hoje trago duas músicas da Sia para vocês.
The Greatest



Move Your Body



     E para finalizar a playlist desse sábado, uma música do Fall Out Boy, que já está entre as minhas mais ouvidas há um bom tempo.
Phoenix

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Tirânica


     Hoje eu vim trazer uma pequena resenha sobre essa HQ que adquiri na edição de 2014 da Santos Comic Expo. Vai ser um texto breve, devido ao tamanho da obra, que é bem curtinha.

      Tirânica é uma HQ que fala sobre governante autoritário, que faz de tudo para abafar a voz dos manifestantes que tomam as ruas do país, escrita por Matheus Sant'anna e André Alonso, com arte de Silvio dB, Anderson Cabral e Giovanna Leandro "Eudetenis" e revisão de Heitor Pitombo.


       O que me chamou muita a atenção nessa história, além do traço ser muito bom, foi o fato de que os manifestantes não tem fala em seus balões de diálogos e sim batimentos cardíacos, como aqueles em máquinas hospitalares, dando a ilusão de que o povo está dando sinal de vida e foi isso que mais instigou a compra-la, pois achei a mensagem encantadora.



       Apesar de entender o recado passado na HQ, que mostra que todo ser humano pode se tornar violento e opressor, achei que enredo vilanizou muito os manifestante em determinada parte, deixando um pouco de lado a crueldade do tirano, bem diferente do que eu imaginava pela sinopse da contra capa.

sábado, 1 de outubro de 2016

Dia Internacional da Música

     Hoje é comemorado o dia internacional da música, então, resolvi trazer hoje aqui para o blog, uma playlist bem eclética, com os diferentes estilos que eu gosto, mesmo que o rock seja sempre o predominante.

      Já que falamos do bom e velho rock, vamos começar por ele, com a banda responsável por eu realmente começar a gostar de música e do estilo.
       Decidi não separar as variações de rock, porque senão essa lista ia ficar enorme.

"In The End" - Linkin Park



     Mudando completamente o estilo do som, vamos agora para o R&B, onde eu tenho algumas opções para escolher, mas decidi por uma música bem emblemática para mim, que me lembra muito minha infância.

"I Believe I Can Fly" - R. Kelly

     

     Representando o Pop, não poderia deixar de colocar nessa lista a minha queridinha, então...

"Move Your Body" - Sia



      E para finalizar, vamos de MPB, com uma música que eu gosto muito desde pequeninha.

"Como Nossos Pais" - Elis Regina


     
     Infelizmente, não deu para citar todos os gêneros que eu escuto, porque eles são muitos, cheios de subcategorias, mas acho que deu para representar de alguma forma o meu gosto musical.
      Espero que tenham gostado da seleção e aproveitem bem o dia internacional da música para, talvez, conhecer novas canções  e ritmos ^^