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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Luke Cage- segunda temporada


Na segunda temporada do Herói de pele indestrutível, Luke Cage precisara lidar com uma guerra entre Mariah Stokes e um misterioso jamaicano com força sobre humana que se chama de Bushmaster.

A briga pelo poder entre a vereadora e esse homem, que busca vingar sua família, trás a violência desordenada para as ruas do Harlem, bairro que Luke tenta a todo custo proteger.

Sem saber qual lado pode trazer mais danos, Luke migra sua aliança diversas vezes ao longo dos episódios, ao mesmo tempo que tenta lidar com seus conflitos pessoais e problemas com a raiva.


Os vilões tiveram grande destaque nessa temporada, com histórias bem construídas, fazendo com que em certos momentos você sinta certa empatia por eles, mesmo sabendo todas as coisas horríveis que fizeram. Eles provavelmente foram o destaque da série, tanto em enredo, quanto em atuação.

mariah e bushmaster
Mariah e Bushmaster no Harlem's Paradise

Apesar de ser o protagonista e de ter tido papel importante no desenrolar da história, Luke parece ter ficado de fora de grande parte da resolução dos problemas da série. De certa forma, foi interessante ver a trama se resolver sem a típica disputa épica entre o mocinho e o vilão.

Luke também se mostra um homem complexo, com sentimentos conflitantes e toma decisões que deixam um gancho bem diferente para a terceira temporada. Não sei como irá ser abordado nas outras séries Marvel/Netflix (Jéssica Jones, Punho de Ferro e Demolidor), mas torço para que não seja esquecido ou irá causar um grande furo de roteiro.

Não me lembro do herói ser tão machista na primeira temporada, mas em certos momentos tive vontade de entrar na tela e socar o protagonista. Espero que na próxima temporada isso também seja resolvido.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Os Defensores

os defensores dentro do elevador

Os Defensores é o cross-over das quatro séries de super-heróis lançadas pela Netflix em parceira com a Marvel e mostra o encontro do Punho de Ferro, Luke Cage, Jéssica Jones e Matt Murdock (Demolidor), que precisam juntar suas forças para lutar contra o Tentáculo.


Essa série foi muito aguardada pelos fãs, e eu me inclui nesse grupo, mas apesar de ter gostado, não posso dizer que fiquei completamente satisfeita.

Os Defensores tem um ritmo mais frenético, o que faz os episódios parecerem mais curtos. Muita ação, muitas cenas de luta, mas com furos no roteiro.

Alguns detalhes das séries originais parecem terem sido esquecidos pelos roteiristas, deixando vários pontos sem explicação. Personagens que tinham envolvimento com a trama simplesmente foram deixados de lado.

Também senti falta de uma maior interação com os personagens secundário. Entendo que com uma grande quantidade de protagonistas, o elenco de apoio seja menos trabalhados, mas senti que essa interação não ficou muito verídica, isolando os heróis no núcleo central da ação.

As cenas de luta, apesar de empolgantes, pareceram bem mais artificiais do que nas séries anteriores. Em alguns momentos, dava para ver claramente o quão coreografada elas eram, com adversários que aguardavam os golpes um do outro.

O ponto mais positivo da série, é provavelmente a interação dos protagonistas entre si, já que eles, em sua maioria, tem personalidades muito interessantes.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Luke Cage


     Depois de assistir as duas temporadas de Demolidor e a primeira de Jessica Jones, estava e estou ansiosa para qualquer série da Netflix que faça parte desse universo, e não foi diferente com Luke Cage.
       
      A série tem inicio poucos meses depois dos acontecimentos de Jessica Jones e acompanha Luke tentando levar uma vida normal no bairro do Harlem, mas que acaba se envolvendo em um conflito com um poderoso traficante de armas local e precisa decidir se irá lutar ou continuar fugindo.
      Diferente dos outros dois seriados, tive um pouco de dificuldade para me prender a esse, pois seu ritmo inicial é um pouco mais lento, enquanto Cage reluta em entrar de verdade na briga, mas depois de alguns episódios a coisa começa a engatar, e vamos aos poucos descobrindo sobre o passado do personagem e como ele se tornou o homem de pele impenetrável que é.
      Gosto muito das temáticas abordadas nas parcerias da Netflix com a Marvel, mostrando muito além de histórias de super-heróis, expondo o lado humano deles e problemas da sociedade. Em Luke Cage temos um grande enfoque nas questões raciais e nos problemas que bairros considerados de periferia como o Harlem enfrentam, como a violência policial e a divisão social. 
      O feminismo também é abordado na série, muito representado na personagem da policial Misty Night, uma mulher forte, independente e determinada, que viu de perto a violência e decidiu se posicionar contra. Existem outras personagens femininas bem construidas e com grandes papeis dentro da série, tanto entre os mocinhos quanto entre os vilões da história.

      Minha única crítica contra a série é o fato de muitos acontecimentos terem sido amplamente divulgados sem que isso interferisse no mundo fora do bairro onde ele se passa. Várias referências aos outros heróis são feitas durante essa temporada, mas é de estranhar que eles não tenham de fato aparecido em vista das várias reportagens sobre o que estava acontecendo no Harlem.

       Estou ainda mais ansiosa para as temporadas seguintes do todas as séries desse universo e para o lançamento de Defensores, o seriado CrossOver entre os heróis Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro (que também terá sua própria série com estreia para março de 2017).