terça-feira, 27 de novembro de 2018

Faculdade: não se apegue só as notas e na necessidade de passar de semestre


Talvez o que eu vou escrever aqui possa parecer ladainha para alguns e uma obviedade para outros, mas acho que talvez a minha experiência sirva para ajudar alguém a se empenhar de verdade nos estudos que escolheu.

Se você está atualmente estudando ou já se formou, provavelmente conheceu algum, ou vários, ou até mesmo era você, aquele aluno que empurrava as matérias com barriga. Em alguns casos esse aluno nem tira notas ruins, mas faz apenas o necessário para que possa passar de ano/semestre, sem realmente absorver a aproveitar todas as oportunidades de aprendizado que lhe foram propostas. Posso dizer uma coisa sobre essas pessoas, existe uma grande possibilidade delas se arrependerem disso futuramente.

Na minha primeira formação, me dediquei as matérias que mais gostava (texto e vídeo) e fui uma aluna razoável nas outras matérias, o que foi suficiente para que eu me formasse sem nenhuma D.P., mas hoje percebo que esses conteúdos me fazem muita falta e teriam sido muito úteis se eu tivesse praticado mais, tanto durante as aulas quanto depois de formada.

Durante meu ensino médio, fui uma boa aluna (aquela que os amiguinhos muitas vezes chamam de CDF), mas não fui exatamente muito dedicada com matérias que são de muita importância. Por amar história desde cedo, dei grande atenção as aulas, o que deveria ter feito com todas as outras, principalmente português, matéria da qual esqueci boa parte dos conteúdos e hoje na faculdade (adivinhem... de letras) me fazem muita falta. Eu nunca imaginara que um dia decidiria por esse curso e agora preciso correr atrás do prejuízo.

As vezes não percebemos a importância de um aprendizado até que precisemos dele e não o tenhamos mais e é por isso que aconselho a todos se dedicarem aos estudos, mesmo que naquele momento você ache que nunca irá utilizar ele na vida. Conhecimento nunca é demais!

Eu sei que as vezes estamos sobrecarregados de trabalhos e provas para perceber a real proposta daquele projeto que a professora passou, mas ele provavelmente tem um objetivo (pelo menos deveria) e pode compensar parar e pensar um pouquinho nisso e não se preocupar tanto assim só com as notas.

É claro que ninguém que repetir um semestre, ninguém quer pegar uma DP, mas as vezes a preocupação com isso é tão grande, que você se esforça para passar raspando em uma matéria e no fundo, ela não te acrescentou em nada.

Não espere chegar ao fim do seu curso para perceber que você poderia e/ou deveria ter aprendido mais e se dedicado mais. Não é que seja necessário ficar super pilhado em produzir e aprender ao ponto de querer jogar tudo para o ar. Minha dica é curta o seu ensino, aproveite ele, se divirta com ele e enxergue cada trabalho como uma oportunidade de fazer algo bom. É ótimo quando você pega algum projeto que você fez ou uma pesquisa que realizou depois de algum tempo e se sentir orgulhoso daquilo.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Passeio em São José dos Campos


Aproveitando o feriado enorme que tivemos nessa semana que passou, o Rafa (meu noivo) e eu decidimos fazer uma viagem curta (leia aqui, barata e não muito longe).

O destino escolhido foi a cidade São José dos Campos, no Vale do Paraíba, que ainda não conhecíamos. Decidimos por São José por ter passagem direta daqui da baixada e por ser menos de 5 horas de viagem, afinal, iriamos fazer esse passeio de ônibus.

Começo falando sobre a viagem com um elogio a Viação Cometa, que disponibilizou um ônibus limpo, com wi-fi de fácil acesso (só colocar a senha que estava bem visível e voilá), entrada de USB para carregar os celulares em todas as poltronas e um banheiro em perfeito funcionamento.


A viagem teve uma duração de aproximadamente três horas e quarenta e cinco minutos, com três paradas para desembarque de passageiros em cidades pelos caminhos. A primeira foi em Ribeirão Pires, que fiquei bem curiosa para conhecer, a segunda em Suzano e a última em Mogi das Cruzes.


Ao chegarmos em São José dos Campos fomos direto para o Center Vale Shopping, à procura de um lugar para almoçar. Acabamos escolhendo um restaurante da franquia Divino Fogão, que não teve o seu melhor dia e nos serviu uma comida que deixou muito a desejar. Aproveitamos o passeio no shopping para umas comprinhas na lojinha japonesa Daiso, onde adquiri um conjunto de carimbos e tintas e uma boina que não tiro mais da cabeça.




Logo  depois de uma passada rápida no hotel para deixar as coisas, fomos caminhando (passando por uma ladeira que meu sedentarismo não estava esperando) até o Parque Santos Dumont, localizado na rua Eng. Prudente Meireles de Morais na Vila Adyna. O lugar é bem grande e conta com um jardim japonês e vários pequenos parquinhos para as crianças. Quando digo vários parquinhos, são vários mesmo. Pena que a placa dizia que apenas crianças até 12 anos eram permitidas, porque essa criança de 27 anos aqui estava louca para brincar nos balancês e trepa-trepas (descobri o nome desse brinquedo enquanto escrevia esse post, pois quando nova sempre falei aquele troço de se pendurar).

No parque estava tenho uma apresentação de palhaços, então paramos alguns minutos para assistir e depois fomos tomar um sorvete, já que a previsão do tempo estava errada e fazia 30º graus no domingo.

O lugar parece ser uma ótima opção para famílias com crianças para o fim de semana e estava bem movimentado. Lá também tem algumas replicas de aviões e foguetes.




Na saída do Santos Dumont há uma entrada para o Sesc da cidade, então paramos para conhecer o lugar e assistir um pouco de um jogo de vôlei para a terceira idade que estava acontecendo. Infelizmente não ficamos para saber se o time que eu torcia (os visitantes de azul) venceram ou não. 


Ainda caminhando pela rua Eng. Prudente Meireles de Morais, passamos no Parque Vicentina Aranha, um espaço com  mais de 80 mil metros quadrados, muito arborizado, onde além de rolar exposições, é muito visitado por quem quer praticar caminhada e fazer exercícios. Um lugar tranquilo, com árvores frutíferas e água disponível aos visitantes.



Finalizamos nosso passeio no Vale Sul Shopping, um lugar grande o suficiente para que eu tivesse preguiça de voltar até a praça de alimentação (mas voltei, claro!). Gastamos uns trocados no fliperama, resgatando alguns doces como prêmio e depois fomos jantar. Dessa vez decidimos pela comida por quilo Restaurante Dona Jandira e não tivemos arrependimentos. Lá comi um tender ao molho de alguma fruta (acho que era manga) digno de nota.


Depois de um longo dia e exaustos de tanto andar, voltamos para o hotel e dormimos por volta das dez da noite, que é o que dois jovens de seus 20 e tantos anos fazem.

Falando um pouco sobre o hotel. Havíamos reservado esse quarto pela internet no Polo Hotel, um lugar bem simples, mas que serviu bem as nossas necessidades.

Como vocês podem ver o quarto era pequeno, mas essa cama era maravilhosamente confortável. Sobre o banheiro só reclamo do acento da privada, meio desconfortável, mas o chuveiro compensava.



Tomamos o café da manhã por volta das oito da manhã e logo fomos para a rodoviária, já com um clima bem mais frio e com uma leve chuva que nos acompanhou durante todo o caminho de volta à baixada santista, ou pelo menos durante o tempo em que estive acordada no busão, pois ao contrário do caminho de ida, dormi quase o percurso inteiro.


Para finalizar esse post, sou obrigada a retirar meu elogio a Viação Cometa, pois o ônibus que pegamos na volta para São Vicente infelizmente não estava nem perto do nível do anterior. Para utilizar o wi-fi era necessário realizar um cadastro e assistir uma publicidade, mas até aí tudo bem. Os acentos não tinham carregadores e banheiro estava sem água e com a privada entupida.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Castlevania- 2º temporada


A segunda temporada da animação original da Netflix chegou com o dobro de episódios da primeira, mas apesar desse tempo extra, a maioria dos problemas persistem.

A história continua corrida, mesmo sendo paradoxalmente bem parada. Mesmo sem grandes acontecimentos, falta espaço para a interação entre os personagens e seu desenvolvimento. Em determinado momento, os protagonistas parecem bem ligados e íntimos, mas o telespectador não acompanha o desenrolar dessa amizade, quando você olha, ela já está lá, fazendo com que todos os diálogos pareçam forçados.

Os traços de Castlevania são muito bons, mas a animação continua com aquele aspecto de que faltam frames entre as ações.

A terceira temporada foi confirmada pelo serviço de streaming, mas apesar de querer assistir, não estou muito esperançosa para uma possível melhora no ritmo dos acontecimentos.

Ah! Vale lembrar que a animação tem cenas fortes e de muita violência, mesmo nesse pequeno trailer.



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Dia nacional do cinema brasileiro


Hoje, dia 05 de novembro, é comemorado o dia nacional do cinema brasileiro, como uma homenagem  a primeira exibição realizada no país.

O cinema no Brasil tem crescido bastante, mas de certa forma ainda é pouco valorizado, muito nem sabem a quantidade de produções de qualidade que possuímos, então fiz uma seleção dos meus filmes nacionais preferidos, de diferentes gêneros:


O Auto da Compadecida



Acho difícil alguém não ter ouvido falar desse clássico do cinema brasileiro. A obra é uma adaptação da peça teatral homônima de Ariano Suassuna e acompanha a vida de João Grilo (Matheus Nachtergale) e Chico (Selton Melo), dois amigos que vivem no sertão nordestino.

O filme é uma mistura de comédia com drama, muito conhecido por seus personagens marcantes e engraçados.




Hoje Eu Quero Voltar Sozinho



Filme escrito e dirigido por Daniel Ribeiro, que conta a história do jovem Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente portador de deficiência visual, que luta por sua independência e precisa lidar com as descobertas da sua idade, como o amor e a sexualidade.

O filme é derivado de um curta lançado em 2010, chamado Eu Não Quero Voltar Sozinho.



Assalto ao Banco Central


Baseado no assalto real que aconteceu ao Banco Central do Brasil em Fortaleza no ano 2015, o filme acompanha o planejamento da quadrilha que praticou o roubo e também o trabalho dos policias encarregados de resolver o caso.


Carandiru



O longa é a baseado no livro do médico Dr. Drauzio Varella, que trabalhou no presidio com um projeto de prevenção ao HIV.

O filme fala um pouco sobre a vida dos presos, da experiência do médico e retrata o massacre ocorrido em outubro de 1992, quando para deter uma rebelião, 111 presos foram assassinados por policiais.




Apesar de não estar na minha lista de filmes preferido, acho que vale uma menção honrosa aos longas Central do Brasil e Cidade de Deus, vencedores de diversos prêmios.