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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Passeio na Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande

Andressa na frente da fachada da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande

Nasci em Santos e cresci pela região (moro em São Vicente, mas trabalho e estudo na minha cidade natal, que é bem aqui do lado), sempre caminhei pela orla da praia e tive como vista o Forte Branco do outro lado do Mar, mas a visita ao local sempre foi adiada.

Acredito que a maioria das pessoas acabam ignorando os pontos turísticos de suas próprias cidades, dando grande valor a viagens e passeios em outras regiões e eu estou inclusa nesse grupo :p. Vivo reclamando que há pouco a se fazer por aqui, mas não conheço nem metade das atrações. Estou querendo mudar isso!

Já faz pelo menos uns dez anos que meu noivo e eu estamos combinando de conhecer a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande (o forte branco). Quando eu digo combinando, entenda que se trata de:

— Vamos lá qualquer dia?
— Vamos!

E depois o assunto morria.

Mas essa semana o Rafa decidiu que já estava na hora, então finalmente caçamos na internet os horários e pedimos informações de como chegar ao lugar, arrumamos minha mochilinha (sempre saio abastecida) e pé na estrada, ou melhor dizendo, pé no barquinho que nos levaria lá :p.

O Que é a Fortaleza?


A Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande é atualmente um museu histórico e um monumento tomado pelo IPHAN.

Foi construído em 1584, como projeto do arquiteto militar Giovanni Battista Antonelli, para a proteger o acesso do estuário do maior porto da América Latina contra corsários Ingleses.

Vocês podem saber mais detalhes sobre o forte no site do museu, onde também encontram curiosidade e podem também realizar agendamento de ensaios e visitas.

Travessia


Acho que é aqui que confesso que morro de medo do mar e que apesar de viver há 27 anos em uma cidade litorânea, não sei nadar.

Subir na barquinha que faz a travessia de Santos até o forte foi um momento um pouco tenso para mim, que não consegui curtir muito a bela paisagem pelo medo das ondas e pelo enjoo que me acompanha a vida toda em todos os meios de transporte.

travessia pelo mar de Santos para o Guarujá

O Lugar


Logo na chegada, ao redor do atracadouro, há uma pequena praia, sem ondas, de água mais limpa do que a que eu estou costumada. O local estava bem cheio, com várias crianças pulando das pontes e pedras.

Uma pena que eu não tenha batido foto, pois era uma prainha muito simpática.

O Museu


Apesar de não estar tendo nenhuma exposição especifica e ter poucas coisas fixas para se ver (apenas algumas miniaturas de barcos e fotos da época em que o edifício esteve abandonado). A fortaleza tem uma construção muito legal e uma vista que faz o passeio valer a pena. Muitas pessoas utilizam o lugar para fazer ensaios de casamento (inclusive no dia que fomos).

Vista para o mar da Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande


Fomos em um sábado e estranhei o lugar estar tão vazio, principalmente por ser um belo dia de sol. Não sei se esse é o movimento habitual do museu, mas parecia que o local não estava acostumado a receber muitas visitas.

Há uma pequena lanchonete e banheiro no museu, mas apesar de arrumados, não estavam abastecidos.

Realizamos uma pequena trilha com um guia, para onde era o mirante, mas a vegetação cobre a vista para o mar. Há também a opção de uma trilha pelas pedras para a Praia do Goes, mas como havia poucos guias disponíveis (e eu não achei seguro sendo desastrada como sou fazer o caminho sem alguém experiente), acabamos não fazendo o percurso.

Caminho para a trilha

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Passeio em São José dos Campos


Aproveitando o feriado enorme que tivemos nessa semana que passou, o Rafa (meu noivo) e eu decidimos fazer uma viagem curta (leia aqui, barata e não muito longe).

O destino escolhido foi a cidade São José dos Campos, no Vale do Paraíba, que ainda não conhecíamos. Decidimos por São José por ter passagem direta daqui da baixada e por ser menos de 5 horas de viagem, afinal, iriamos fazer esse passeio de ônibus.

Começo falando sobre a viagem com um elogio a Viação Cometa, que disponibilizou um ônibus limpo, com wi-fi de fácil acesso (só colocar a senha que estava bem visível e voilá), entrada de USB para carregar os celulares em todas as poltronas e um banheiro em perfeito funcionamento.


A viagem teve uma duração de aproximadamente três horas e quarenta e cinco minutos, com três paradas para desembarque de passageiros em cidades pelos caminhos. A primeira foi em Ribeirão Pires, que fiquei bem curiosa para conhecer, a segunda em Suzano e a última em Mogi das Cruzes.


Ao chegarmos em São José dos Campos fomos direto para o Center Vale Shopping, à procura de um lugar para almoçar. Acabamos escolhendo um restaurante da franquia Divino Fogão, que não teve o seu melhor dia e nos serviu uma comida que deixou muito a desejar. Aproveitamos o passeio no shopping para umas comprinhas na lojinha japonesa Daiso, onde adquiri um conjunto de carimbos e tintas e uma boina que não tiro mais da cabeça.




Logo  depois de uma passada rápida no hotel para deixar as coisas, fomos caminhando (passando por uma ladeira que meu sedentarismo não estava esperando) até o Parque Santos Dumont, localizado na rua Eng. Prudente Meireles de Morais na Vila Adyna. O lugar é bem grande e conta com um jardim japonês e vários pequenos parquinhos para as crianças. Quando digo vários parquinhos, são vários mesmo. Pena que a placa dizia que apenas crianças até 12 anos eram permitidas, porque essa criança de 27 anos aqui estava louca para brincar nos balancês e trepa-trepas (descobri o nome desse brinquedo enquanto escrevia esse post, pois quando nova sempre falei aquele troço de se pendurar).

No parque estava tenho uma apresentação de palhaços, então paramos alguns minutos para assistir e depois fomos tomar um sorvete, já que a previsão do tempo estava errada e fazia 30º graus no domingo.

O lugar parece ser uma ótima opção para famílias com crianças para o fim de semana e estava bem movimentado. Lá também tem algumas replicas de aviões e foguetes.




Na saída do Santos Dumont há uma entrada para o Sesc da cidade, então paramos para conhecer o lugar e assistir um pouco de um jogo de vôlei para a terceira idade que estava acontecendo. Infelizmente não ficamos para saber se o time que eu torcia (os visitantes de azul) venceram ou não. 


Ainda caminhando pela rua Eng. Prudente Meireles de Morais, passamos no Parque Vicentina Aranha, um espaço com  mais de 80 mil metros quadrados, muito arborizado, onde além de rolar exposições, é muito visitado por quem quer praticar caminhada e fazer exercícios. Um lugar tranquilo, com árvores frutíferas e água disponível aos visitantes.



Finalizamos nosso passeio no Vale Sul Shopping, um lugar grande o suficiente para que eu tivesse preguiça de voltar até a praça de alimentação (mas voltei, claro!). Gastamos uns trocados no fliperama, resgatando alguns doces como prêmio e depois fomos jantar. Dessa vez decidimos pela comida por quilo Restaurante Dona Jandira e não tivemos arrependimentos. Lá comi um tender ao molho de alguma fruta (acho que era manga) digno de nota.


Depois de um longo dia e exaustos de tanto andar, voltamos para o hotel e dormimos por volta das dez da noite, que é o que dois jovens de seus 20 e tantos anos fazem.

Falando um pouco sobre o hotel. Havíamos reservado esse quarto pela internet no Polo Hotel, um lugar bem simples, mas que serviu bem as nossas necessidades.

Como vocês podem ver o quarto era pequeno, mas essa cama era maravilhosamente confortável. Sobre o banheiro só reclamo do acento da privada, meio desconfortável, mas o chuveiro compensava.



Tomamos o café da manhã por volta das oito da manhã e logo fomos para a rodoviária, já com um clima bem mais frio e com uma leve chuva que nos acompanhou durante todo o caminho de volta à baixada santista, ou pelo menos durante o tempo em que estive acordada no busão, pois ao contrário do caminho de ida, dormi quase o percurso inteiro.


Para finalizar esse post, sou obrigada a retirar meu elogio a Viação Cometa, pois o ônibus que pegamos na volta para São Vicente infelizmente não estava nem perto do nível do anterior. Para utilizar o wi-fi era necessário realizar um cadastro e assistir uma publicidade, mas até aí tudo bem. Os acentos não tinham carregadores e banheiro estava sem água e com a privada entupida.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Passeio em Belo Horizonte- MG

vista da Lagoa da Pampulha

    Neste fim de semana, eu e o Rafa (meu noivo) fomos visitar minha amiga Vivian em Belo Horizonte (MG), e hoje, decidi contar para vocês como foi essa viagem, que apesar de bem cansativa, foi muito boa.

     Começo explicando que essa viagem só foi cansativa desse jeito, porque eu sou medrosa demais para pegar um avião :p (tenho pânico de altura, para ser mais exata), então enfrentamos dez horas e meia na ida e mais dez horas na volta, com duas paradas em cada percurso.
      Saímos aqui de Santos a noite e chegamos em BH bem cedinho, depois de um pequeno descanso para banho e café da manhã, saímos para conhecer um pouco do centro da cidade.

      Nossa primeira parada foi no parque Américo Renê Gianneti, um local bem arborizado, tranquilo, onde encontramos algumas pessoas praticando atividades físicas e brincando em uma espécie de parquinhos de diversões.

chafariz da praça Américo renê Gianneti

      Nesse parque, também existem aqueles brinquedos de escalada e escorregas para crianças, só que em uma versão muito maior dos que eu já tinha visto. Queria muito ter brincando em alguns desses quando mais nova :p

brinquedão da praça Américo Renê Gianneti

      Depois de uma segunda pausa para um lanche (sim, comemos muito nessa viagem), caminhamos até a praça Liberdade. Lá, conhecemos alguns museus bem legais, como o Espaço do Conhecimento da UFMG, que estava apresentando uma exposição muito interessante chamada Demasiado Humano (entre outras), onde se pode conhecer a Cosmogonia (história da origem da vida e do universo) de diferentes religiões.

imagem da cosmogonia grega da exposição Demasiado Humano

     Entre os museus que visitamos, um dos que eu mais gostei foi o MM Gerdau- Museu das Minas e do Metal (também ao redor da praça), onde pudemos observar diferentes tipos de minérios e suas composições e até mesmo descobrir a quantidade de metais em nosso corpo.

drusa de quartzo

      Também super indico a cafeteria SouCafé, que fica  dentro do Centro Cultural do Banco do Brasil (ainda na mesma praça), onde tomamos um delicioso chocolate quente e um mocha.

        Após uma grande visita aos museus da região, escalamos nosso caminho para o Mercado Central (digo escalamos, porque Belo Horizonte, é uma grande ladeira, então se você vai caminhar, não faça como eu, não vá de bota :p). No Mercado Central se encontra um pouco de tudo, desde especiarias e artesanatos, até utensílios domésticos e coisas para pets. Obviamente nos abastecemos de queijos e doces para dar de presente e depois fomos embora.

       Na noite de sábado, jantamos em uma hamburgueria chamada Bacon Paradise, que como o nome já pode indicar, tudo tem bacon (isso incluiu sobremesas e algumas bebidas). Escolhi um sanduíche chamado Burlesco, que apesar de parecer ter um preço meio salgado, super compensou, pois ele tem um ótimo tamanho. Infelizmente não me sobrou espaço para arriscar a sobremesa com bacon.

       No nosso último dia lá, domingo, fomos fazer uma caminhada pela Lagoa da Pampulha, onde muitas pessoas, menos sedentárias que eu, aproveitam para correr e andar de bicicleta. Como a Lagoa é um pouco extensa (algo por volta de 18 km), não pudemos percorre-la por completo, mas conhecemos a Igreja de São Francisco, projetada por Niemeyer e com painéis externos de Portinari (para quem gosta de arquitetura e arte, uma boa dica do que visitar).


      Aí andamos para o lado contrário, onde paramos para tirar umas fotinhos e comer (lógico!) na Casa de Baile, local que as vezes recebe exposições e eventos. No momento da nossa visita havia uma exposição sobre o ócio, então algumas redes estavam armadas no deque, de frente para a lagoa. Simplesmente lindo!
eu deitada na rede com a vista da pampulha


vista da Casa de Baile na Lagoa da Pampulha

      Depois de muitas comidas, ladeiras, fotinhos e paisagens lindas, chegou a hora de voltar para Santos, cansada, mas muito feliz com essa viagem ^^.
      Ah, meus agradecimentos a Vivian, que nos convidou, abrigou, alimentou, aturou e guiou durante esse fim de semana :)

       Ps: se quiserem acompanhar mais passeios, indicações de restaurantes e até mesmo de algumas leituras, me segue lá no Instagram.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Roda SP- Peruíbe e Itanhaém.

Logo do Roda SP

     Durante os verões aqui na Baixada Santista é realizado um projeto turístico do estado chamado Roda-SP, onde são colocados em circulação ônibus que fazem certos roteiros aqui no litoral pelo valor de dez reais e finalmente esse ano eu consegui fazer uma dessas "viagens". O projeto existe desde 2011 e eu até tentei ir no ano passado, mas os ingressos acabam bem rápido, por isso precisam ser adquiridos com certa antecedência.

     O roteiro escolhido por nós (eu e meu noivo) foi o que parte da minha cidade em São Vicente e passa pelas cidades de Peruíbe e Itanhaém em um passeio que dura aproximadamente nove horas e nos leva para conhecer alguns pontos de cada cidade.

     O roteiro:

     Embarcamos no ônibus as nove horas em São Vicente, cortamos rapidamente as cidades de Praia Grande, Mongágua e Itanhaém para finalmente chegar em Peruíbe.

Início da Viagem

Vista do píer de São Vicente
São Vicente
      Nossa primeira parada foi em um ponto histórico, que está atualmente fechado a visitação por motivos de restauração, chamado Ruínas do Abarebebê, onde ficava situada uma das primeiras igrejas do país.
       Para quem curte história é um passeio interessante e você pode aprender um pouco sobre a arquitetura da época., mas não há muito mais o que ser explorado no local, que atualmente ainda não tem condições de atender ao público.

Vegetação do Abarebebê
Ruínas do Abarebebê

Ruínas do Abarebebê
Ruínas do Abarebebê

     Depois de almoçar no centro de Peruíbe, conhecemos o pequeno aquário da cidade, de onde também se pode ver a praia.

     Saindo de Peruíbe, seguimos para  a cidade de Itanhaém, onde conhecemos a Cama de Anchieta, uma formação de rochas que faz parte do roteiro de turismo religioso e ambiental da cidade.
      Como local estava bem cheio, acabei não tirando foto em cima das pedras, mas pudemos ter uma apreciar uma ótima paisagem do píer.

Vista do Píer de Itanhaém
Vista do Píer

     Como última parada, visitamos o centro de Itanhaém, conhecemos a Igreja Matriz da cidade e Convento, de onde se tem uma ampla vista da cidade.

Vista da cidade de Itanhaém
Vista de Itanhaém
Parede de pedras das ruínas de dentro do convento
Ruínas dentro do convento

       Sobre o Roda SP:

     O passeio, que custa apenas R$ 10,00, foi muito organizado, o ônibus confortável e climatizado, onde a única desvantagem é não poder comer no interior do veículo (gosto de comer em viagens :p), mas é completamente compreensível.
       O tempo em cada um dos lugares acaba sendo um pouco curto, já que existe hora prevista para chegar em cada um dos pontos turísticos.

       Recomendo o passeio e pretendo repeti-lo, fazendo uma rota diferente, para conhecer ainda mais a região onde vivo.