quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Meus filmes biográficos preferidos- parte 2

Hora de completar aquela listinha de filmes biográficos preferidos. Na postagem anterior, listei os 4 primeiros da minha pequena seleção e agora vou finalizar minhas indicações com mais 4 filmes baseados em fatos reais.

O Jogo da Imitação


O jogo da imitação conta a história de Alan Turin, o pai da computação.
Turing, interpretado por z, foi um matemático brilhante, escalado pelo governo britânico para integrar parte de uma equipe responsável para decifrar os códigos da Enigma, que eram utilizados na comunicação alemã durante a segunda guerra mundial.

Apesar de modificar alguns aspectos da personalidade de Turing, o filme foi muito bem feito, com interpretações incríveis e retrata uma parte importante da história que ficou em sigilo durante muitos anos.


Quase Deuses


Assisti esse filme já faz um bocado de tempo e confesso não lembrar muito dos detalhes, mas na época eu fiquei encantada.

Quase deuses nos apresenta Vivien Thomas (Mos Def), um afro-americano que sonhava ser médico, mas devido a problemas financeiros acabou se tornando faxineiro de um hospital, onde conhece o Dr. Alfred Blalock (Alan Rickman). Os dois iniciam uma parceria com resultados médicos impressionantes.

O filme trata sobre a segregação racial nos Estados Unidos na época de 1930 e as diferenças de oportunidades entre os dois personagens centrais da história.



Marley e Eu


Filme muito fofo baseado no livro de John Grogan onde o escritor relata memórias de seu cachorro Marley, um labrador desobediente e destruídos de móveis.

Marley e eu é uma comédia com tom dramático, onde vivenciamos a vida e os problemas da família Grogan.

Não sei se chega a ser spoiler, mas de qualquer forma fica o aviso de spoiler: eu chorei horrores vendo esse filme.


Tempo de despertar


Esse filme foi um achado em um passeio despretensioso pelo Netflix e eu fiquei fascinada com a história. É daquelas histórias baseadas em fatos reais que me faz correr para internet e pesquisar enlouquecida sobre os ocorridos. O elenco conta com nomes de peso como Roberto De Niro e Robin Willians.

Willian interpreta o dr. Sayer, que acaba de integrar o corpo médico de um hospital psiquiátrico, onde vários pacientes se encontram em estado catatônico.

Após iniciar o tratamento com o paciente Leonard Lowe (De Niro), o médico consegue resultados surpreendentes desses pacientes. 

Tempo de despertar é tão surpreendente que chega a ser difícil de acreditar nos acontecimentos. Vale a pena assistir e pesquisar sobre.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Livros utilizados no meu terceiro semestre de letras

Mais um semestre está se encerrando (ufa!) e esse foi um daqueles puxados.

Tivemos várias leituras necessárias para o conteúdo desse semestre. Vocês vão poder conferir que lista de livros utilizados esse semestre foi um pouco mais longa que a lista dos anteriores.




Livro da autor Inez Sautchuk sobre alguns conceitos da análise morfossintática que utilizamos durante todo o semestre de Morfossintaxe da Língua Portuguesa.

O livro possui boas explicações sobre as classificações que as palavras recebem dentro das orações e possui exemplos que facilitam o entendimento do conteúdo.





Palavra e Imagem: leituras cruzadas

Esse livro fala sobre a relação entre textos e imagens e foi utilizado durante as aulas de Letras Interdisciplinar.

Realizamos a leitura de apenas alguns capítulos em sala de aula, no segundo trimestre.








A Literatura Portuguesa

Livro escritos por Massaud Moisés que faz parte da bibliografia obrigatória da matéria de Literatura Portuguesa.

O livro serviu de referencial de pesquisa para alguns trabalhos da matéria.









O Primo Basílio

Obra de Eça de Queiroz que foi nossa leitura obrigatória nos estudos sobre o Romantismo português.

Confesso não ter terminado a leitura (muitas páginas para pouco tempo), mas o conteúdo foi utilizado em trabalhos e em provas.







As Intermitências da Morte

Livro de José Saramago que conta a história de um país onde a morte parou de matar.

A história é bem interessante (quero muito terminar as últimas páginas que faltam dessa leitura). A escrita de Saramago foi sem dúvida um desafio, pois é necessário algum tempo para se adaptar com os longos parágrafos e a falta das pontuações da forma como conhecemos.





O Filho de Mil Homens

Do autor Valter Hugo Mãe conta histórias de um povo literâneo. A vida dos personagens vão se entrelaçando ao longo de capítulos emocionantes, tristes e outros belos.

Essa também foi uma das leituras da matéria de Literatura Portuguesa- prosa.







Around The World: introdução à língua inglesa

Esse é o livro de exercícios que utilizamos na disciplina de Língua Inglesa- Aspectos Discursivos.










Ensinar e Aprender Inglês- o processo comunicativo em sala de aula

Esse foi mais um livro utilizado na matéria de Língua Inglesa- Aspectos Discursivos. Escrito por Florinda Scremin Marques, foi utilizado como embasamento teórico para o planejamento de aulas em inglês.

Realizamos um trabalho de fichamento do livro para o trabalho prática como componente curricular dessa disciplina.







domingo, 27 de outubro de 2019

Meus filmes biográficos preferidos- parte 1

Acho que já comentei em algum outro post que eu adoro filmes baseados em fatos reais. Eles sempre estimulam a minha curiosidade sobre os assuntos retratados na obra, o que me leva a passar algum tempo pesquisando.

Montei uma lista com os filmes biográficos que eu já assisti (não sei se me lembrei de todos) e dentre os 20, selecionei os meus oito preferidos para indicar para vocês. Dividi a lista em duas postagens de 4 filmes.

A lista está em ordem alfabética, pois entre os 8 selecionados, acho que não consigo decidir quais eu gosto mais.


À Procura da Felicidade




Filme lançado em 2006 e protagonizado por Will Smith que conta a história de Chris Gardner, atualmente empresário Norte-Americano, que enfrenta graves problemas financeiros  que acabam desestruturando sua família.

Chris precisa cuidar de seu filho, muitas vezes tendo que dormir na rua, enquanto persiste no sonho de trabalhar no mercado de ações.

O filme é emocionante e com uma excelente atuação de Will Smith (que já é um ótimo motivo para assistir) e passa a mensagem de que não devemos desistir daquilo que realmente queremos.

Clube de Compra em Dallas


Clube de Compras em Dallas conta a história do eletricista texano Ron Woodroog (interpretado por Matthew McConaughey), que após descobrir ser portador de HIV, inicia uma busca por acesso aos medicamentos, contrabandeando-os do México.

Acho histórias dessa época, quando o HIV surgiu, muito importantes, pois mostram para a nossa geração o que a doença causou na década de 80, não deixando que o assunto caia no esquecimento.

Clube de Compras em Dallas apresenta atuações premiadas, tanto de McConaughey, quanto de Jared Leto.


Estrelas Além do Tempo


Mulheres talentosas interpretando outras mulheres talentosas. Esse é o filme Estrelas Além do Tempo, que conta a história das mulheres negras que lutaram contra a segregação nos Estados Unidos e que precisaram vencer barreiras para ascender e ter seus trabalhos reconhecidos na NASA.

O filme é estrelado por Taraji P. Henson, Dorothy Vaughn, Octavia Spencer e Janelle Monáe.

Homens de Honra


O longa Homens de Honra, lançado em 2001, conta a história de Carl Brashear (Cuba Gooding Jr.), homem negro e de família humilde que sonha em ser mergulhador profissional. Ele precisa enfrentar o racismo dentro do exército e a tirania de seu comandante Billy Sunday (Robert De Niro) para conquistar uma chance de realizar seu sonho.

Esse é o tipo de filme que eu assisto diversas vezes, com uma história de superação emocionante e atuações brilhantes.





domingo, 13 de outubro de 2019

Quase trinta: Lista do que você realmente precisa fazer antes dos 30


Atualmente, estou com 27 anos, mas sempre que perguntam minha idade, já meto logo um “quase trinta”. Acho mais fácil e já expressa um pouco de como eu me sinto: em fase de transição. 

Trinta anos é uma daquelas idades que criam certas expectativas na nossa cabeça, assim como os 18 anos. Para alguns é quase como um marco de: agora eu realmente sou um adulto. Muitos pensam nas coisas que gostariam de ter realizado antes dessa idade, dessa mudança de fase na vida, e você pode encontrar diversas listas na internet que tratam do tema “O que você precisa fazer antes dos 30” e eu decidi montar a minha listinha também, falando aquilo que você realmente deve fazer. Lá vai:



O que você realmente precisa fazer antes dos 30:




  1. Aquilo que você quiser e puder.


Fim.



Agora talvez você esteja um pouco decepcionado com a minha lista, mas isso é o que eu acredito que você realmente deve fazer antes dos 30: tudo aquilo que você quiser fazer antes dos trinta e teve oportunidade/condições de realizar.

Nessas diversas listas que você pode encontrar na internet vão ter sugestões bem legais, mas também algumas que não condizem com a realidade (e gostos) de todo mundo.

Nem todo mundo quer ou pode viajar sozinha, as vezes nem para cidades próximas, quem dirá "mochilar" pela Europa. E tudo bem!

As listas não estão aí para te obrigar a nada, eu sei. Mas acredito que algumas pessoas podem se sentir intimidadas por elas. É comum nos compararmos com outros e, muitas vezes, isso acaba sendo muito prejudicial.

Cada pessoa tem seus próprios objetivos. Não podemos nos guiar por uma lista ou nos limitar por causa de nossa idade. Você pode se planejar para realizar determinadas metas em um certo tempo, mas se não conseguir realizá-la a tempo e ainda for possível fazê-la depois, sua idade não deveria se tornar um empecilho.

Se planeje para as coisas que você quer fazer, da forma que você puder fazer, sem cobranças desnecessárias e sem se basear em uma lista criada na internet por uma pessoa que tem uma vida e uma consciência muito diferente da sua.


Lembre-se a única coisa que você precisa obrigatoriamente fazer antes de fazer 30 é viver 29 anos, o resto é opcional 😉.

domingo, 22 de setembro de 2019

Assistidos: Byzantium, Mary Shelley, Olhos que condenam, Steven Universe



Nessas últimas semanas assisti poucos, mas bons filmes. Listei os últimos quatro que lembro de ter assistido e gostado.


Byzantium




O filme conta a história de Clara e Ella, duas vampiras que tentam viver as sombras de seus segredos.
Ella se sente sufocada pelas mentiras e pelos traumas do passado, quando ainda era humana. A vampira não aguenta mais se esconder e fugir daquilo que ela mal sabe o que é e começa a se revoltar contra os métodos de Clara.

Byzantium apresenta uma mitologia diferente para os vampiros, com origem e habilidades diferentes das que eu estou acostumada a ver.

Apesar de possuir uma história interessante o ritmo é bem arrastado, se tornando um pouco cansativo. O filme ganha um pouco de "ação", e quando digo ação quero dizer acontecimentos relevantes, lá para o fim.


Mary Shelley



O filme estrelado por Elle Fanning conta a história da escritora inglesa famosa pela criação do clássico Frankesntein.

O longa retrata sua vida e seu processo de escrita, ao lado de seu marido, o poeta Percy Bysshe Shelley. Apesar de alguma imprecisões que sempre ocorrem em cinebiografias, Mary Shelley é um bom filme, que instiga a curiosidade sobre a escritora e sobre outros nomes famosos mencionados na trama.


Olhos que condenam



Pense em uma história triste, que relate uma justiça terrível contra cinco jovens, que foram tratados como monstros e condenados a prisão mesmo sendo inocentes. É exatamente esse o enredo do filme Olhos que condenam, baseado em fatos reais (o que só o torna ainda mais triste).

Ao longo dos 4 episódios dessa minissérie conhecemos a história desses cinco adolescentes negros, que foram acusados de estupro no início dos anos 1980. O caso deles se tornou famoso na época e teve ampla influência da mídia.

A minissérie causa sentimento de profunda revolta do telespectador ao mostrar como esses jovens foram coagidos pela polícia, atreves de métodos condenáveis de interrogatório, a admitirem um crime que não cometeram. 

A minissérie tem boas atuações e, apesar dos sentimentos que causa, vale muito a pena assistir.

Steven Universe: The Movie


Assim como a série animada, Steven Universe: The Movie é recheado de amor e canções. O filme é repleto de músicas, então quem não curte musicais pode ficar um pouco irritado, mas acredito que os fãs de Steven já estão acostumados.

Steven acredita que finalmente conseguiu trazer paz para o universo Gem, mas quando ele menos espera, um novo problema relacionado ao passado de sua mãe surge. O enredo segue a mesma linha de toda a série, o jovem Universe precisando corrigir os erros da Rose.

Não tenho como dar mais detalhes sem liberar spoilers, pois o filme é bem curtinho e um pouco previsível. Apesar de inovar pouco no enredo, o filme trás algumas boas surpresas e aquele gostinho de quero mais para os fãs da série.


Ps: assistindo esse filme foi impossível não refletir em algumas mancadas que dei com alguns amigos quando eu era criança e que nunca tive oportunidade de me desculpar de fato. 

Confesso que fui uma criança meio mandona e um pouco difícil de lidar. Acho que não chego ao nível do que a Rose fez no filme (pelo menos espero que não), mas meio que já afastei amigos de forma abrupta e rude e só depois de crescer percebi o quanto posso ter os magoado.

Se por um acaso você foi meu/minha amigo/amiga na infância e eu te chateei, saiba que eu sinto muito e aproveito esse post para pedir desculpas publicamente.

domingo, 11 de agosto de 2019

Primeira semana de aula, uma infinidade de coisas para fazer


Na segunda-feira passada minhas aulas retornaram e em apenas uma semana, já estou lotada de trabalhos para fazer e livros para ler.

A cada professor que entrava na sala de aula a lista de leituras crescia e quando a sexta-feira chegou (não tive aula nesse dia) ela já estava mais ou menos assim:

- Prática de Morfossitaxe: como e por que aprender análise (morfo)sintática. SAUTCHUK, Inez.
               *esse no caso é para ler ao longo da vida e não só nesse semestre.
- Primo Basílio. Eça de Queiroz.
- Discurso e Mudança Social. FAIRCLOUH, Norman.
                *esse é para a Iniciação Cientifica.


Em questão de livros de literatura que eu escolho, me considero uma leitora rápida. Já li aproximadamente 1500 páginas em uma semana tranquilamente. Mas se o livro não me agrada, a história é bem outra. Já demorei um ano em um livro de 200 páginas e ainda abandonei a leitura (sim, "Entrevista com o Vampiro", eu estou falando de você). Livros técnicos costumam ser mais arrastados e extensos e se adequam nesse segundo ritmo de leitura.

Além dos livros, tem os trabalhos, que até o momento contabilizam sete, mais dois seminários. Também temos as atividades complementares para realizar e as preocupantes horas de estágio, que podem começar a ser cumpridas esse semestre.

Começo de semestre sempre bate aquela ansiedade ao ver a quantidade de coisas que tenho para fazer. A ideia é tentar não surtar, afinal de contas, os outros semestres também foram puxados e acabei dando um jeito de lidar com eles.

Vou precisar me organizar, priorizar algumas leituras, evitar deixar as coisas para última hora e, claro, tirar alguns momentos para descansar.

É muito fácil nos desesperamos ao encarar uma grande lista de afazeres. Eu muitas vezes me pego surtando enquanto tento fazer tudo de uma única vez, o que obviamente não funciona. Quando percebo que estou com três trabalhos diferentes abertos, agenda na mão e caçando um audiobook no celular, eu paro e me dou uma pequena bronca, fecho todas as coisas, sento e tento me organizar. Separo as coisas em pequenas tarefas ao longo da semana, de forma que eles se adequem ao pouco tempo que tenho para fazê-las. Até o momento, está dando certo.

Se você também está começando um semestre de aulas e já está angustiado, eu te entendo, mas vai dar certo. Se planeje, se organize e se precisar, não exite em pedir ajuda dos seus colegas de sala, amigos e da família. Às vezes tentamos fazer tudo sozinhos e acabamos nos enroscando, passando um nervoso desnecessário e gastando mais energia em uma tarefa do que era realmente preciso.

Vou tentar seguir minhas próprias dicas ao longo desses seis meses, pois sei que muitas vezes é fácil falar, difícil é fazer. Espero aproveitar bastante meus estudos e torço para que vocês também aproveitem.

Boas aulas, pessoal!

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Quase trinta: expectativas de criança

A. Constantino Brandão criança

Quando crianças, é comum que nos perguntem o que queremos ser quando crescermos. Desde muito novos as pessoas nos fazem pensar sobre o futuro, sobre carreira e sobre família. Aos sete anos de idade, meus filhos ainda não nascidos já tinham nomes escolhidos.

O tempo vai passando e nosso planos para o futuro vão amadurecendo e se modificando, e isso é ótimo! 

*****

Atualmente tenho 27 anos e minha vida não está nada parecida com o que eu aos dez anos tinha imaginado. Obviamente, há coisas que eu gostaria que tivessem se concretizado, mas seria uma tortura tentar corresponder as expectativas de uma criança que não sabia absolutamente nada da vida.


Aos 11 anos eu achava que tinha decidido minha profissão e que assim que saísse do ensino médio iria direto para a faculdade. Quão desapontada ficaria essa Andressa ao saber que eu ainda não sei ao certo qual a minha carreira e que com quase trinta anos continuo estudando?

Mas tudo bem, a Andressa de 11 anos achava que o vestibular era fácil, que poderia terminar todos os estudos sem trabalhar e que iria conseguir um cargo logo depois de formada. Ela era ingênua e não tinha como imaginar como as coisas realmente funcionam no mundo adulto. Essa criança não tinha como saber que ao entrar na primeira faculdade iria gostar de diferentes áreas de estudo e que iria se apaixonar novamente pela escrita, deixando a decisão mais difícil.

O assunto "carreira" deixa muitos adultos entre os 20 e 30 anos nervosos. Afinal, como eu já disse anteriormente, somos bombardeados por essa pergunta desde sempre. Esperam que ao fim da escola tenhamos decidido o que fazer com as nossas vidas e tratam essa escolha como algo definitivo. Como se não pudêssemos trabalhar um pouco aqui e um pouco ali.

Atualmente estou na minha segunda faculdade, estudando letras. Amo minhas aulas e espero um dia poder trabalhar com livros. Mas talvez a Andressa de 37 tenha decidido outra coisa. E tudo bem!

Já tive essa conversa com diferentes amigos e muitos confirmaram que quando mais novos imaginavam que aos 20 anos seriam adultos de "sucesso", o que na nossa cabeça de criança significava: casa, carro e família formada.

Hoje, aos 27 anos, eu ainda não tenho uma casa própria. Ainda moro com os meus pais e divido uma cama de solteiro com meu noivo vários dias da semana. Mas tudo bem. A pequena Andressa não fazia ideia de quanto era preciso trabalhar para comprar uma casa.

Não digo que não quero mais uma casa. É claro que eu quero. Mas agora tenho mais consciência da dificuldade disso. Não preciso me apressar. Posso planejar isso tranquilamente, enquanto aproveito a companhia da minha família.  E quando acontecer, vai ser ótimo!

Alias, essa menininha achava que aos 20 anos estaria pronta  para ter filhos. Como minha mãe engravidara nessa idade e sempre tivemos uma boa relação eu pensava: quero ser uma mãe jovem também. Nunca havia passado pela cabeça da Andressinha que ela talvez nem quisesse a maternidade. Casar, engravidar e criar os filhos era apenas uma consequência da vida que ela foi ensinada a acreditar.

O carro também não aconteceu. A Andressa de hoje tem habilitação, mas não gosta de dirigir. Prefere andar de bicicleta ou até mesmo panguar olhando pela janela do ônibus.

Meus objetivos cresceram comigo. Foram se modificando de acordo com as mudanças que aconteceram na minha vida e na minha mente. Não é uma questão de desistir de sonhos e sim de adequação. Imagina só, se sem estar pronta, eu decidisse ser mãe aos 20 anos apenas para corresponder a expectativas que criei quando criança?

A pequena Andressa fez vários planos que não se concretizaram, mas alguns se realizaram e foram ainda melhores do que ela esperava. Eu fiz minha primeira faculdade na área de comunicação, como o planejado e lá fiz amizades verdadeiras e duradouras. Continuo amiga de pessoas que a Andressinha disse que levaria para a vida  toda. As mantive por perto e fortaleci esse laços. Ainda não me casei, mas tenho um ótimo e longo relacionamento com meu primeiro namorado e melhor amigo.

As coisas podem não ter saído exatamente como a Andressa criança queria, mas deu certo. Tudo isso faz parte do processo.

*****

Fazemos parte de uma geração cheia de autocobrança. Mesmo sabendo que não devemos, estamos sempre nos comparando com os outros e com aquilo que imaginamos que deveríamos ser, com o que deveríamos ter. Acreditamos que existe idade para tudo. Estamos sempre tentando medir nossas vidas por réguas que não fazem o menor sentido.

É quase impossível não criarmos expectativas, mas devemos nos ater as nossas próprias e pensar bem se elas são o que realmente queremos ou se estamos apenas incorporando a expectativas dos outros como nossa própria verdade.

Devemos sempre procurar nossa melhor versão, a constante evolução e o aprendizado. Mas também devemos pensar em tudo o que conquistamos, como e porque fizemos essas coisas. Reavaliar nossos objetivos, pois muitas vezes eles acabam se modificando no meio do caminho, e isso é ótimo. Se somos seres mutáveis, nossos sonhos também são.

domingo, 21 de julho de 2019

Assistidos: O Físico, Capitão Fantástico, Shazam! e Megarromântico.

Olha quem finalmente decidiu voltar a escrever sobre os últimos filmes assistidos!
Depois de um tempinho afastada do blog, estou finalmente de volta e felizmente com uma pequena lista de bons filmes para indicar.

O Físico


Longa baseado no livro de Noah Gordon, que conta a história de Rob, um jovem inglês com habilidade especiais que possui grande interesse no estudo da medicina. Para aprender mais sobre como tratar de seus paciente, o rapaz cristão viaja para Pérsia, onde finge ser Judeu para frequentar a escola de um famoso médico.

Apesar de conter elementos de fantasia, o filme mostra pontos interessantes sobre a cultura de diferentes povos durante o século XI. O Físico mostra alguns costumes e tabus da época, como o fato de não ser permitido o conhecimento do corpo humano internamente.

O filme não é recheado de grandes emoções ou de ação, mas trás junto de sua história linear, fatos curiosos e um humor leve.


Capitão Fantástico



O filme dirigido por Matt Ross e estrelado por Viggo Mortesen conta a história de uma família que vive longe de civilização. Ben e seus seis filhos tem suas próprias tradições, baseadas em muito estudo, treino físico e crítica ao consumismo do mundo moderno.

A vida da família sofre uma grande mudança depois de um triste acontecimento que eles precisam por o pé na estrada.

Capitão Fantástico mostra uma criação diferente da que estamos acostumados, com um ensino familiar, contra o consumismo e as ideias de massa. Além disso, mostra quão facilmente podemos nos tornar autoritários quanto a imposição de nossas ideias, ainda que critiquemos exatamente isso.


Shazam!



O filme Shazam! da DC Filmes conta a história de como o jovem Billy Batson adquiri super-poderes e se adquiri a fisionomia de um adulto.

Com a ajuda de um de seus irmão adotivos, Billy aprende como utilizar seus poderes, mas ainda precisa definir o que fazer com tantas habilidades.

O longa tem a proposta de ser uma comédia leve, diferente dos outro filme de heróis da DC, e acerta nesse ponto.

Shazam! é divertido, tem personagens com potencial, mas falha no desenvolvimento do roteiro. A história é bem corrida, perdendo momentos de dramaticidade e aprofundamento das características tanto de Billy, quanto de seus irmãos.


Megarromântico



Em Megarromântico, filme da Netflix, conhecemos Natalie, uma jovem fechada para o amor e que busca reconhecimento profisional.

Após sofrer um assalto, Natalie bate a cabeça e acorda em um mundo paralelo, onde tudo parece um clichê de comédias românticas.

Megarromântico satiriza os clichês do gênero que faz parte, de forma leve a divertida. Para quem adora clichês fofos, histórias previsíveis e confortáveis, esse filme é um prato cheio.

sábado, 29 de junho de 2019

Músicas que vou enjoar de tanto ouvir

Todo mundo tem aquele período da vida que está tão viciado em uma, ou em algumas músicas, que fica ouvindo repetidamente a mesma canção.

Para falar a verdade, estou sempre nesse período, vou apenas trocando de música viciante. Então montei uma mini-playlist com as músicas que tenho escutado compulsivamente nessas últimas semanas.

Yoyo- Glória Groove fear IZA

Acho que tenho escutado essa música umas três ou quatro vezes por dia. Difícil estar no ônibus e não poder mexer a lomba.





Sem Terror- Quebrada Queer feat Glória Groove

Sim, olha ela aqui novamente em uma participação na música sem terror do grupo Quebrada Queer. Outra música que  dificulta a missão de ficar parada.




Triste, Louca ou Má- Francisco, El Hombre

Essa letra é simplesmente maravilhosa.




Roteirista- Caio Prado

Pela voz incrível, pela letra e pelo som de violino.


sábado, 22 de junho de 2019

Meus 7 filmes favoritos sobre super-heróis.


Os filmes com a temática de super-heróis tem se tornado cada vez mais populares. Aqui em casa temos até uma tradição de ir ao cinema em família para assistir aos novos lançamentos da Marvel e da DC. Por questões financeiras, não assistimos todos no cinema, mas fazemos o possível.

Apesar de serem responsáveis pelos maiores sucessos, esse gênero de filmes não é uma exclusividade Marvel X DC. Temos produções da Fox, da Sony, da Warner, entre outras produtoras, que já adaptaram histórias em quadrinhos e até mesmo criaram seus próprios super-heróis.


Decidi montar um ranking com meus filmes favoritos (até o momento), levando em consideração todas as produções que eu assisti (pelo menos os que eu me lembro :p).


7º lugar- Hancock


Hancock antes mesmo de estrear já tinha pontinhos positivos comigo por contar com Will Smith e Charlize Theron no elenco. O que veio depois foi só lucro.

O filme conta a história de John Hancock, um homem com super-habilidades (força, resistência e voo) que perdeu a memória e tem problemas com bebida. Hancock, apesar de tentar ajudar as pessoas, trabalha de forma pouco convencional e faz com que as pessoas não o enxerguem como um herói.

Apesar de inicialmente ter ficado em dúvida sobre gostar ou não do rumo que a história tomou, com certeza ele me surpreendeu.


6º lugar- Mulher-Maravilha


Mulher-Maravilha trouxe o protagonismo feminino aos filmes do gênero, sendo uma das primeiras super produções com uma heroína a chegar aos cinemas.

O longa conta como a princesa das Amazonas se envolveu na Segunda Guerra Mundia, enquanto tentava livras a humanidade das influências de Ares, o deus da Guerra.

Com a direção de Patty Jenkins, o filme tem um novo olhar sobre as heroínas, sem a típica sexualização das personagens femininas, e conta com ótimas cenas de ação.



5º lugar- Capitã Marvel


Capitã Marvel trás aquela mistura de ação e comédia já características dos filmes da Marvel e apresenta a personagem mais poderosa de seu universo cinematográfico.

Carol Denvers não se lembra como adquiriu seus poderes, mas tenta aprender a controla-los. Durante uma missão pelo exército Kree, Carol acaba na Terra.  onde se depara com o passado e pode finalmente descobrir suas origens.



4º lugar- X-Men


Eu sei que muitos criticam os filmes da franquia X-Men, que fazem parte do inicio da jornada de sucessos dos filmes do gênero no cinema, mas eu, particularmente, amo a trilogia original.

O primeiro filme é, entre os três, o meu preferido, pois destaca os personagens Wolverine e Vampira (minha mutante favorita).


3º lugar- Homem-Aranha 2


Na eterna briga sobre qual o melhor Homem-Aranha, eu fico com Tobbey Maguire. Não que eu ache que ele foi o ator que mais se adequou ao papel do cabeça de teia, mas a trilogia original do herói traz aquele sentimento de nostalgia e o segundo filme da franquia é com toda certeza o meu preferido.


2º lugar- Logan


Apesar de amar Hugh Jackman no papel de Wolverine, não fiquei satisfeita com nenhum dos filmes solo do herói. Até Logan chegar aos cinemas, é claro!

O filme destoa completamente dos filmes da franquia, mostrando um Wolverine envelhecido, cansado e mais humano, em um futuro onde os mutantes já não são mais comuns na Terra.


1º lugar- V de Vingança


V de Vingança não é apenas minha escolha para o primeiro lugar desse ranking, e sim o meu filme preferido entre todos os gêneros.

O filme conta a história do misterioso V, um homem com habilidades sobre-humanas, que busca vingança contra aqueles que arruinaram sua vida. Em sua caçada pessoal, ele inicia uma guerra contra o governo autoritário de seu país.

V de Vingança traz um discurso político simplesmente incrível e sua semelhança com a realidade chega a ser assustadoramente premonitória. 

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Livros utilizados no meu segundo semestre de letras

Mais um semestre acabando (uffa!) e trago novamente a listinha de livros que utilizamos na faculdade e que auxiliaram nos conteúdos desse segundo ciclo.

Introdução à Linguística II: Princípios de Análise


Dando continuidade nos estudos da Linguística, utilizamos o segundo volume de Introdução à Linguística do José Luiz Fiorin, onde temos textos sobre Fonética, Fonologia, Morfologia, Sintaxe, Pragmática e Estudos do Discurso.









Fonética e Fonologia do Português 


Ainda nas aulas de Linguística, fizemos bastante uso do livro Fonética e Fonologia do Português da professora Thais Cristófaro Silva.

O livro contém exercícios que ajudam no entendimento do conteúdo e as tabelas fonéticas.






Discurso e Mudança Social


O livro Discurso e Mudança Social, de um dos fundadores da teoria da Análise de Discurso Crítica, Norman Fairclough, foi utilizado na matéria de A.D.C. esse semestre e como base teórica da minha iniciação científica.




quinta-feira, 25 de abril de 2019

Lançamento de A Noite de um Imortal I: Um Novo Começo

Capa do livro A Noite de um Imortal I: Um Novo Começo

Com muita alegria e emoção, eu venho noticiar aqui no blog que FINALMENTE meu livro A Noite de um Imortal I: Um Novo começo está disponível na Amazon para venda.

Esse livro começou aqui no blog, com a ideia de ser uma coluna onde eu retrataria os dias, ou melhoras, as noites, de Élis, uma vampira entediada que vive na cidade de Santos, mas o projeto acabou crescendo e se tornando uma série de livros, onde o terceiro volume já está em produção.

Após anos procrastinando horrores, finalmente o primeiro volume da série foi publicado em forma de ebook.

Conheçam a história de Élis e Luciano, personagens que eu criei com muito carinho e bom humor.

Sinopse:

"A Noite de um Imortal acompanha a pós-vida de Élis, uma vampira que vive entendiada e frustrada com a estagnação dos seus dias, que acaba de conhecer Luciano, um vampiro recém transformado e que ainda mantém sua humanidade viva.

Misteriosas mortes começam a acontecer na cidade e de uma coisa Élis tem certeza, dessa vez ela não é a culpada."



sexta-feira, 19 de abril de 2019

Special

personagens do seriado special

Special é novo seriado da Netflix, criado por Ryan O'Connell e produzida por Jim Parson, e acompanha a vida de Ryan, um rapaz de 28 anos, gay, portador de paralisia cerebral, que tem dificuldades em aceitar sua deficiência e prefere esconde-la de seus colegas de trabalho.

Ryan inicia uma nova etapa de sua vida, estagiando em um grande blog, conhecendo novas pessoas e desenvolvendo interesses amoroso e decide se afastar de seu lar, onde vivia com sua mãe que ele julga ser super-protetora. 

O seriado tem 8 episódio de aproximadamente 14 minutos, sendo super fácil de se maratonar. Fazia tempo que não terminava de assistir uma série em 24 horas.

A primeira temporada falhou um pouco no quesito desenvolvimento, pois teve alguns conflitos resolvidos de forma muito rápida, o que até é compreensível se levarmos em conta a duração dos episódios, mas isso acabou prejudicando o aprofundamento dos personagens.

Apesar de deixar a desejar no quesito drama e tensão, a série acerta em momentos de comédia e estou no aguardo da confirmação da segunda temporada, já que foi deixado um final em aberto para uma possível continuação.

domingo, 17 de março de 2019

The Umbrella Academy

banner da série The Umbrella Academy

The Umbrella Academy é a nova série produzida para o Netflix, baseada na HQ homônima criada por Gerard Way que conta a história de sete crianças que tiveram circunstâncias de nascimento bem incomuns e foram adotadas pelo rico e excêntrico Sir Reginald Hargreeves, que os treina para combater o crime.

A série produzida por Steve Blackman conta com 10 episódios em sua primeira temporada e já teve sua renovação anunciada.

A família Hargreeves tem um passado disfuncional que deixou marcas profundas em seus integrantes que se separaram ainda na juventude e só voltam a se reencontrar no velório de seu pai. O evento é marcado por conflitos pessoais e a revelação de um grande perigo para humanidade, que fará com que os irmãos precisem lidar com seus problemas internos, os segredos de seu pai e ainda salvar o mundo.

A série tem um estilo de roteiro que só consigo nomear como ligeiramente bizarro, mas de uma forma positiva e envolve drama, comédia, ação e ficção científica.

Os personagens são interessantes passam boa parte dos episódios lidando com suas questões pessoais, envolvendo pouco o resto da família, mas ainda criando uma interação entre eles. Salvar o mundo passa grande parte dos episódio em segundo plano, o que não foi exatamente um problema e na verdade deixou o foco em assuntos que conseguem nos envolver.

As interpretação são simplesmente fantásticas e um motivo por si só para assistir a série, principalmente dos atores Roberto Sheehan e Ainda Gallagher, que fazem respectivamente Klaus Hargreeves, um usuário de drogas que pode se comunicar com os mortos, e o Número 5, que tem a capacidade de se teletransportar.

personagem Klau e Cinco da série The Umbrella Academy

Ao fim da temporada foi deixado um enorme gancho para continuação que tem previsão de estreia em 2020, mas sem data definida até o momento. Estou bem curiosa!

sexta-feira, 1 de março de 2019

O Príncipe Dragão- 2ª temporada

O Príncipe Dragão

A segunda temporada da animação O Príncipe Dragão chegou à Netflix esse mês, com nove novos episódios, que se iniciam exatamente onde a primeira temporada terminou, durante a jornada de Callum e Ezran para levar o ovo do Príncipe Dragão de volta para mãe, com o intuito de impedir uma guerra devastadora.


A nova temporada se passa em poucos dias, assim como a primeira, mas dá um maior enfoque na evolução dos personagens do que em grandes aventuras. Todos passam por momentos de dúvidas e provações que modificam suas maneiras de ver a vida e lidar com as situações.


Um ponto muito interessante dos personagens dessa animação é que eles não unidimensionais. Cada um deles tem seu lado sério e denso, mas também possuem senso de humor, manias e momentos bobos, que os tornam muito mais cativantes. É difícil enxerga-los só como vilões ou só como mocinhos (claro, há exceções).


A série cria nessa segunda temporada uma forte ligação com histórias passadas, o que com toda certeza me deixou bem curiosa para saber mais sobre o início da guerra e sobre personagens novos que foram introduzidos.


O Príncipe Dragão se mostrou uma série bem representativa desde o início, mas deu um grande passo ao apresentar um casal de Rainhas guerreiras e extremamente respeitadas por seu povo (acho que literalmente cheguei a aplaudir a animação nesse momento). Alias, as mulheres da série são fantásticas de modo geral, cheias de personalidade e nos mais diferentes estilos.


Rainhas de Duren de O Príncipe Dragão


Apesar de os gráficos não terem mudado muito (mesmo depois das inúmeras críticas no primeiro ano da animação) acabei me acostumando com eles, e me peguei admirando os belos cenários em alguns momentos.


Estou muito ansiosa e empolgada para uma terceira temporada, que ainda aguarda renovação (acredito que vai rolar, pois a maioria das críticas foram super positivas).

Se você ainda não assisti e pretende passar o carnaval descansando, essa pode ser uma boa opção para maratonar.