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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Meu primeiro livro merecia mais de mim

Há mais de 10 anos, despretensiosamente, criei um post neste blog, como se fosse o relato de um dia normal escrito por uma vampira. Minha ideia era criar uma "coluna" fixa acompanhando essa personagem. No entanto, já na segunda postagem percebi que a história estava tomando rumos diferentes, se encaminhando para a criação do meu primeiro livro.

Conforme fui escrevendo, de forma completamente caótica e sem nenhum planejamento, só deixando os personagens criarem vida própria, a história, que era para ser apenas uma postagem, se tornou um saga, atualmente com dois livros finalizados, um a caminho e alguns spin-offs em vista. 

Tenho uma enorme satisfação por finalmente ter tirado, ou nesse caso, colocado uma ideia no papel. Amo o fato de ter minha história publicada, ainda que de forma independente, e de poder dividir ela com outras pessoas. No entanto, sinto certa tristeza por A Noite de um Imortal ser o meu primeiro livro. Acho que ele merecia mais.

Minha escrita ainda é pobre, sem detalhamento, sem nenhum refinamento. Não me cobro que ela seja mais do que isso, pois ainda estou no processo. Hoje consigo olhar e perceber as falhas que cometi ao escrever o primeiro volume e depois o segundo. Acredito que ainda não tenho muita condição de repará-los com eficiência, mas já os enxergo e isso é bom! Mas me frustra que uma história que eu amo tanto não tenha uma escritora boa o suficiente para lhe fazer jus. 

Já revisei e reeditei diversas parte dos dois primeiros volumes, sem alterar a história, claro, em respeito a quem já leu. No entanto, não acho que cheguei nem perto ainda de uma versão adequada. Não sei se em algum momento vou achar que o que escrevi/corrigi foi o suficiente. Talvez nunca ache!

Não vou abandonar meus personagens simplesmente porque acho o resultado da escrita insatisfatório, mas fica aqui meu desabafo: gostaria de ter me dedicado mais a escrita e ter produzido outras coisas antes de ANUI. A Élis e o Luciano mereciam mais!

domingo, 31 de maio de 2026

A Noite de um Imortal III- Os Outros (Prólogo)

 *Texto ainda sem revisão formal


Ulrich


Apenas quando o sol começou a invadir sutilmente o quarto pela fresta aberta da grossa cortina, percebi que já fazia horas que eu tentava, sem sucesso, dormir. Nem mesmo uma noite cansativa conseguiu vencer o forte jet lag em que eu me encontrava quase que permanentemente. Não me lembrava de ter tido uma boa noite de sono no horário apropriado desde o fim das minhas férias, há dois meses, afinal, minha rotina não permitia isso.

Ao meu lado, Blair dormia pesadamente, com um dos braços jogado por cima do meu peito e o rosto coberto pelo longo e escuro cabelo cacheado. Não queria acordá-la, mas não aguentava mais ficar deitado, encarando o teto, então, gentilmente, peguei seu pulso e coloquei sobre o travesseiro ao lado, tentando levantar da cama sem movimentos bruscos, mas falhei.

— Você não está pensando em fugir, né?— Disse manhosa e sonolenta, com seu sotaque de Nova Iorque, me abraçando novamente.

— Estou sem sono. Ia tomar um banho. Não quis te acordar.

  Ela levantou a cabeça e olhou o relógio em cima da cômoda ao lado da cama.

— Ulrich, não são nem seis da manhã. Você chegou a dormir?— Neguei com a cabeça. — Bem, então acho que devemos te deixar mais cansado, não é mesmo? Porque aparentemente eu não fiz um bom trabalho antes. — Ela se aproximou, um sorriso malicioso vencendo a cara de sono, e colocou o corpo nu e quente sobre o meu.

Talvez a ideia fosse melhor do que o banho. Não sei se me faria dormir, mas com certeza era um proveito melhor de uma insônia. Afastei seus cabelos com uma mão e beijei seu pescoço, enquanto a outra descia por suas costas de pele macia. Ela gemeu em resposta, mandando qualquer vestígio de sono que poderia haver em mim para o inferno. Agarrei firme em seus quadris quando sua boca se encontrou com a minha, suas mãos emboladas no meu cabelo. Meu celular apitou em sinal de mensagem e eu cogitei seriamente ignorá-lo, mas sabia que não seria prudente.

— Preciso responder— disse, apoiando minhas mãos em seus ombros e afastando nossos corpos o mais suavemente que podia.

— É sério isso?— Ela bufou.

— Pode ser importante.

— São cinco e pouco da manhã.

— Aqui em Nova Iorque. — Ela revirou os olhos e se jogou para o lado, frustrada. Eu também estava, mas não podia ignorar meu telefone de trabalho.

Peguei o celular no bolso da calça, que estava jogada no chão, e visualizei a mensagem do meu chefe: uma imagem retirada de um jornal londrino.


“O número de crianças desaparecidas preocupa a polícia local.


Três famílias registraram o sumiço de jovens nos últimos dois meses. Apesar da proximidade, a polícia ainda investiga se os casos estão relacionados”.


Logo abaixo da imagem, apenas uma mensagem passando informações dos locais suspeitos e perguntando quando eu chegaria em Londres.


“Pego o próximo voo”, respondi.


quinta-feira, 25 de abril de 2019

Lançamento de A Noite de um Imortal I: Um Novo Começo

Capa do livro A Noite de um Imortal I: Um Novo Começo

Com muita alegria e emoção, eu venho noticiar aqui no blog que FINALMENTE meu livro A Noite de um Imortal I: Um Novo começo está disponível na Amazon para venda.

Esse livro começou aqui no blog, com a ideia de ser uma coluna onde eu retrataria os dias, ou melhoras, as noites, de Élis, uma vampira entediada que vive na cidade de Santos, mas o projeto acabou crescendo e se tornando uma série de livros, onde o terceiro volume já está em produção.

Após anos procrastinando horrores, finalmente o primeiro volume da série foi publicado em forma de ebook.

Conheçam a história de Élis e Luciano, personagens que eu criei com muito carinho e bom humor.

Sinopse:

"A Noite de um Imortal acompanha a pós-vida de Élis, uma vampira que vive entendiada e frustrada com a estagnação dos seus dias, que acaba de conhecer Luciano, um vampiro recém transformado e que ainda mantém sua humanidade viva.

Misteriosas mortes começam a acontecer na cidade e de uma coisa Élis tem certeza, dessa vez ela não é a culpada."



sábado, 29 de abril de 2017

Playlist A Noite de um Imortal

Na playlist de Fall Out Boy que postei na semana passada, comentei que as músicas dessa banda tinham me ajudado muito a escrever minha saga A Noite de um Imortal, que está atualmente em fase revisão. Mas além dessa banda, várias outras músicas fazem parte da minha playlist para escrita, seja por terem inspirado uma cena especifica ou apenas por eu poder identificar muito de um personagem nela.
Decidi trazer hoje para vocês todas essas músicas que estão de alguma forma "presentes" nessa história.

Ps: essa é uma playlist que pode ser constantemente atualizada, conforme eu conheço mais músicas e escrevo novos capítulos.




Para quem ainda não conhece A Noite de um Imortal, o primeiro capítulo, ainda não revisado, está disponível no Wattpad, e acredito que até o fim do ano, a história estará na Amazon.

Edit: o primeiro volume da série já está disponível na Amazon, por isso foi retirado do Wattpad.

sábado, 22 de abril de 2017

Fall Out Boy

Banda Fall Out Boy

     E para terminar a seleção de minhas bandas de rock preferidas, segue a playlist de Fall Out Boy, a mais nova das minhas paixões, cuja as músicas me ajudaram muito no processo de escrita da série A Noite de um Imortal.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

A Noite de um Imortal II: A Ameaça- Prólogo



Estacionei meu carro próximo ao hotel, conferi meu rosto no retrovisor, respirei fundo e sai. Caminhei pela calçada decidida a não mudar de ideia. Armei meu melhor e mais simpático sorriso e atravessei as portas de vidro. A recepcionista não era nenhuma que eu já tivesse visto antes, o que talvez fosse melhor.

              — Boa noite senhora, posso ajuda-la?

             — Boa noite! Eu sou a Renata, assistente do senhor Joah Fernandes que estava hospedado no quarto 221. Eu vim encerrar a conta dele— falei de forma confiante, utilizando um pouco das minhas habilidades para convencê-la da minha história.

                — O senhor Fernandes não irá retornar ao hotel?

                — Não, infelizmente ele teve uma reunião de última hora e precisou viajar as pressas. Vim a pedido dele apenas retirar seus pertences e fazer o check-out.

                A moça me olhou com ligeira desconfiança. Olhei direto em seus olhos castanhos e alarguei meu sorriso, torcendo para que meu estado emocional não interferisse.

                — Poderia ver o documento da senhora?

                — Eu já lhe mostrei, lembra-se?— eu nunca havia conseguido implantar uma memória em alguém, mas esperava apenas que ela ficasse confusa.

                — Ah sim claro, me desculpe!— disse ela após pensar um pouco, para meu alívio.

                A jovem, que o crachá dizia chamar-se Marina, demorou algum tempo digitando algumas informações no computador antes de voltar a falar comigo.

                — A senhora tem as chaves do quarto?

                — Tenho sim.

                — Precisara de ajuda com as malas?

               — Não será necessário! Mas agradeceria se você pudesse me passar à senha do cofre. Eu sou uma desmiolada e esqueci de anotar. Se eu ligar mais uma vez para meu chefe para perguntar, vou ouvir um sermão daqueles.

                Ela olhou novamente ressabiada para mim, o que me deixou preocupada. Mantive o contato visual durante todo nosso período de silencio, sem desviar um segundo sequer. Então ela finalmente voltou a digitar no computador e anotou a informação em um papel.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

A noite de um imortal- Capítulo 1

  [Pode haver conteúdo impróprio para menores]

  Quando você se descobre imortal, você se vê só, sem ninguém com que compartilhar toda a eternidade que lhe resta, e no meu caso, ninguém para me mostrar o que fazer com todo esse tempo.

    Depois do período necessário para se acostumar com todas as mudanças em sua “vida”, você passa por um estado de êxtase quando percebe que poucas coisas podem te ferir de verdade, comete as maiores loucuras.

    Fiz de tudo que me dera na telha durante as primeiras quatro décadas de imortalidade, usei todas as drogas possíveis durante as décadas de 1970 e 1980, poucas realmente me deram algum barato. Já tive muito dinheiro obtido de forma ilícita, com qual banquei luxos desnecessários, comi alimentos caros que de nada me adiantavam por puro prazer, já que apenas sangue matava minha fome. Já me alimentei de minhas vitimas até elas caírem sem vida no chão, hoje em dia não há necessidade para tanto.

    A verdade é que já fiz de tudo, um erro que imagino- já que não conheci mais nenhum- que muitos vampiros devem ter cometido, aproveitar de mais seus primeiros anos e se esquecer de guardar emoções para o resto de sua vida vazia.