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segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Amor nos Tempos de Likes- Próximo Destino: Amor


     A antologia O Amor nos Tempos de Likes é composta por três contos de romance, escritos por youtubers, baseados em obras clássicas, atualizados para o nosso tempo.
     Como eu ando meio sem tempo de ler, decidi fazer a resenha de cada conto separadamente, me dando um pouco mais tempo para concluir cada um.

     O primeiro conto do livro é o Próximo Destino: Amor, escrito por Pam Gonçalves, e conta a história de uma Youtuber muito popular, que tem dificuldades em se abrir para as pessoas devido a sua pouca privacidade.


       Durante uma viagem, a jovem Liz conhece Willian, um rapaz com quem tem algumas desavenças, mas que durante o tempo em que são obrigados a passar juntos, acabam criando uma certa afinidade.
     O conto é uma adaptação moderna de Orgulho e Preconceito e mostra que nem sempre a primeira impressão é a que fica.
      Os capítulos são divididos pelo o ponto de vista de cada personagem, escritos em primeira pessoa, com uma narrativa fácil e rápida para se ler, mas a história foi um tanto quanto previsível e linear, sem picos de drama ou humor.
     O que mais me incomodou no conto, além da conclusão muito apressada, que tornou a protagonista uma pessoa precipitada em suas conclusões, foi sem dúvida os estereótipos utilizados, principalmente o da "ex-louca". A personagem não tem nenhuma relevância para a história, e foi inserida com o intuito apenas de mostrar que o "garoto bonzinho" tinha uma ex-namorada maluca, sem motivo aparente para tal fato.
     Um leitura tranquila, mas sem muita profundidade ou emoção, que poderia ter sido melhor desenvolvida com algumas páginas a mais.


        Ps: tem um vídeo no canal do Nunca Te Pedi Nada que fala exatamente sobre esse estereotipo da ex-louca que vale a pena dar uma olhada.


domingo, 22 de janeiro de 2017

O que assisti essa semana



     O filme Cisne Negro é um suspense/drama psicológico que conta a história da bailarina Nina Sayers (Natalie Portman), que depois de muitos anos de dedicação consegue uma chance para o papel principal em uma apresentação de O Lago dos Cisnes.
      Obcecada em manter o papel e ser perfeita em tudo o que faz, Nina entra em conflito com sua própria sanidade.
     Cisne Negro foi indicado para vários prêmios e rendeu a atriz Natalie Portman o Oscar de melhor atriz. Sua atuação foi definitivamente o ponto alto do filme, que tem uma história interessante, mostrando como toda a pressão exercida tanto pelos outros quanto pela própria personagem pode interferir em sua vida.
     Como eu demorei muito para assistir e ouvi diversas pessoas elogiando esse longa, acabei ficando um pouquinho decepcionada, já que esperava algo mais surpreendente e menos repetitivo, pois muitas de suas cenas seguiam uma única abordagem, mas no geral não é um filme que eu considere ruim.



     Qual Seu Número? é uma comédia romântica estrelada por Anna Faris e Chris Evans que acompanha a busca de Ally por seu grande amor.
     Surpresa pela quantidade de homens com quem já transou, ela decide encontrar seu futuro marido entre seus ex-namorados, evitando assim que sua lista se tornasse ainda maior.
      O filme, apesar de divertido e de ter um elenco que me agrada, tem vários problemas, e eu nem levo em consideração o fato de ser previsível, afinal estamos falando de uma comédia romântica.
       No começo tentei relevar o fato do filme rotular e julgar mulheres que já tiveram muitos parceiros, acreditando que no final ele quebraria esse estereotipo e mostrasse que aquilo tudo que a protagonista acreditava era besteira, mas isso não aconteceu, tornando essa comédia decepcionante e extremamente machista.



    Orgulho e Preconceito e Zumbis é uma releitura do clássico de Jane Austen, que incorpora ao romance situado no século XIX um novo perigo, os mortos vivos.
     Elizabeth (Lily James) e suas irmãs são guerreiras altamente treinadas na arte de caçar zumbis, mas  isso não parece o bastante para atrair a atenção de Sr. Darcy (Sam Riley), que inicialmente destrata a jovem, tornando a convivência dos dois um tanto conturbada.
     O filme segue de forma bem semelhante aos acontecimentos do original Orgulho e Preconceito, mudando o necessário para a inserção dos zumbis nesse universo. Nada muito novo e o único elemento que me gerou certa surpresa é que boa parte das mulheres do filme sabem lutar, não apenas as integrantes da família Beneth.
     Apesar de uma premissa considerada meio "pastelão", por misturar dois gêneros tão distintos em uma história já muito conhecida, o filme não é de todo mal. Talvez por minhas expectativas serem baixas em relação a essa adaptação, eu não tenha me decepcionado tanto.



     Rogue One é um spin-off da franquia Star Wars, cujo os acontecimentos precedem o filme Uma Nova Esperança, e conta a história de como a Aliança Rebelde conseguiu os planos para destruir a principal arma do Império, a Estrela da Morte.

      O filme apresenta uma gama extensa de novos personagens, diferente dos volumes anteriores que mantinham sua base em três protagonistas, mas infelizmente eles foram pouco desenvolvidos, apesar de terem um grande potencial. As motivações de muitos dos envolvidos na missão principal da história ficaram um tanto inexploradas. Jyn Erso (Felicity Jones), a personagem central, foi a que recebeu obviamente maior atenção e detalhamento em sua história, mas de alguma forma, ainda pareceu pouco. Sabemos que ela foi separada de seus pais e que aparentemente teve uma vida dificil e só. Nenhum detalhe sobre como foi seu caminho ou sobre o seu caráter foi mencionado.
     Apesar do pouco aproveitamento dos personagens e de uma história um pouco previsível, para mim, Rogue One foi o melhor filme da franquia por não seguir exatamente a mesma forma de seus antecessores.

domingo, 29 de novembro de 2015

O que assisti essa semana 21

    Na semana passada eu simplesmente esqueci de postar os filmes assistidos, mesmo estando com a listinha pronta, então hoje irei falar um pouco dos filmes que assisti essas últimas semanas.

   Chappie conta a história de um robô roubado por uma gangue, que quer usa-lo em um grande assalto e contra a policia mecanizada de Joanesburgo. Após ser reprogramado, Chappie precisa ser ensinado a fazer tudo, assim como uma criança, e logo a gangue começa a educa-lo para uma vida de crimes.  
    O filme na verdade tem um roteiro fraco e sem nenhuma novidade, além de cenas pouco convincentes. O final do longa foi mal elaborado, e deixou aquela sensação de que tudo feito apenas para resolver os problemas, mesmo que isso não ficasse bom na história. Nem mesmo a presença de Hugh Jackman como vilão conseguiu trazer algo de agradável no filme.





    Sem muitas opções sobre o que assistir no cinema, acabamos decidindo por O Último Caçador de Bruxas, que fala sobre um homem amaldiçoado por uma bruxa a viver eternamente.
    Kaulder (Vin Diesel), trabalha para uma organização secreta da igreja que vigia as bruxas atuais, mantendo a ordem no mundo, até que a mãe das bruxas ameaça retornar a vida.
     O Último Caçador de Bruxas tinha um certo potencial para ser um filme com uma boa história, com várias coisas para mostrar, devido ao tempo de vida do protagonista e ao novo modo de vida das bruxas, mas as falhas de roteiro, as coisas mal explicadas e pouco plausíveis até para uma fantasia, deixaram muito a desejar.





    Na mesma linha que o anterior, de filme que tinha de tudo para ser bom, mas não foi, assistimos ao Truque de Mestre que conta com Mark Ruffalo e Morgan Freeman no elenco e mostra um grupo de mágicos que utilizam do ilusionismo para roubar bancos.
    A tentativa de fazer o filme surpreendente, acabou saindo pela culatra, e deixando toda a história muito sem sentido, o que é realmente uma pena, pois a ideia era bem interessante.
    O filme ganhara uma sequência em 2016 e espero, que de alguma forma, eles consigam crescer a história.






    E finalmente poderei falar bem de um filme nessa postagem :p.
    No domingo, logo depois da estreia, fui ao cinema assistir a conclusão da saga Jogos Vorazes, pela qual sou apaixonada.
    A Esperança o final começa exatamente onde o filme anterior terminou, e mostra o rumo que a revolução em Panem atingiu.
    Apesar de ter gostado mais da primeira parte e achar essa continuação um pouco longa, só posso dizer que a produção de toda a saga, incluindo esse último filme, foi muito bem feita e fiel ao livro (pelo menos no essencial), o que na minha opinião de leitora, foi genial.
      Minhas expectativas para com esse filme eram enormes, acho que talvez por isso não tenha me emocionado tanto ao assisti-lo (imaginava que sairia de lá chorando que nem um bebê),  mas em geral, foi excelente.

  
    E para finalizar, durante a semana, em um começo de noite sem muito o que fazer, resolvi assistir Orgulho e Preconceito, já que todas as garotas que eu conheço dizem ser apaixonadas por Mr. Darci, me deixando muito curiosa.
    O filme, baseado em um clássico de Jane Austen, conta a história de Elizabeth (Keira Knightley) e de suas quatro irmãs, que são criadas por uma mãe obcecada em lhes arranjar casamento.
    Elizabeth, que deseja mais que encontrar um bom partido, logo se vê interessada por Mr. Darci (Matthew Macfadyen), um homem esnobe com quem vive discutindo.
    Como passei anos ouvindo falar da história e de como esse casal era encantador, esperei que realmente fosse concordar com o que as pessoas tanto falavam, mas a verdade é que nada no filme chamou minha atenção, nem o enredo e nem mesmo as implicâncias dos protagonistas (coisa que eu geralmente gosto em um romance), e isso foi meio decepcionante para mim.