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segunda-feira, 9 de abril de 2018

Legend



Legend é o primeiro volume da trilogia distópica escrita por Marie Lu, ambientado na cidade de Los Angeles no ano de 2130.

June é a militar mais jovem e uma das mais habilidosas e Day é o criminoso mais procurado pela república. Dois mundos diferentes que acabam se cruzando quando o irmão de June é assassino e Day é considerado o principal suspeito.
Decidida a encontrar e prender o assassino de seu irmão, June acaba se deparando com descobertas perigosas sobre a sociedade em que vive.

O livro tem uma premissa bem simples, com um enredo tipico de séries distópicas e não destoa muito do esperado.
O fato dos personagens serem muito bons em tudo, faz parte da premissa da história, mas acaba incomodando um tantinho. Ainda não conheci os defeitos deles, o que na minha opinião, os tornaria muito mais interessantes.
Também não sou muito a favor de fazer os protagonistas tão jovens. Entendo que a ideia era eles serem bons de mais para sua idade, mas acho que a ideia de homens de quase trinta anos interessados em uma adolescente de quinze anos é um tanto quanto perturbador.

Apesar de não ser surpreendente, Legend tem cenas de ações bem interessantes, com ótimas descrições e um ritmo muito bom de leitura. Os capítulos são intercalados entre os personagens, criando dinâmica na narrativa. As revelações são feitas de forma fluída, sem grandes dramas e enrolações.


segunda-feira, 26 de março de 2018

Travessia



Travessia é o segundo volume da trilogia Destino, da autora Ally Condie.
O livro é narrado pelos pontos de vista de Cassia e Ky, alternadamente, mostrando a jornada dos dois para se reencontrar fora da sociedade e todas as dúvidas sobre se juntar a rebelião.

Juntos com novos personagens, os dois precisam se defender da sociedade, descobrir mais sobre a crescente rebelião e decidir que tipo de influencia isso terá sobre seu relacionamento e sobre si mesmos.

Apesar de ter uma escrita fluída e mais rápida, o segundo volume te prende menos que o primeiro, que continha uma enfase maior na descrição da sociedade e a na apresentação daquele mundo, enquanto o foco do segundo livro, foi os sentimentos dos personagens com relações aos novos acontecimentos em sua vida e a introdução da Insurreição (rebelião) na história, o que foi até interessante e não deixou que o romance não fosse o único elemento.

Cassia é uma protagonista ok! Não tenho muito o que dizer sobre ela. Apenas fico feliz que ela seja de alguma forma, uma personagem independente e decidida.
Já Ky me irrita um pouco, pois ele é simplesmente bom em tudo o que faz e sabe fazer absolutamente tudo, tornando-o um personagem cansativo.

Em um contexto geral, foi um leitura agradável, sem grande acontecimentos ou surpresas, mas que deixou um bom plot de virada para o terceiro e último livro, Conquista.




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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Destino

capa do livro destino

Destino é o primeiro livro de uma trilogia, escrita por Ally Condie, e acompanha a vida de Cassia, uma jovem que acaba de receber um par escolhido pela sociedade.

Cassia sonhava com esse momento durante toda sua vida, mas as coisas começam a complicar quando dois rostos aparecem na tela que mostraria seu futuro marido.


Como o enredo principal tinha base em algo de que eu já estou cansada em livros do gênero, o triangulo amoroso, minhas expectativas estavam bem baixas, mas fiquei muito feliz em estar enganada a respeito desse livro, que acabou se mostrando surpreendentemente bom.

O triângulo não ocorre como na maioria dos livros que já li. Cassia não está dividida entre o amor de dois rapazes que competem por sua atenção, mas sim sobre duas possibilidades de vida diferente. É mais sobre aceitar o conhecido e seguro ou abraçar o novo e potencialmente perigoso.

Junto com essa decisão, novas descobertas fazem o coração da jovem se encher de dúvidas sobre a supostamente perfeita sociedade em que vive e todas as "vantagens" que ela oferece.


A descrição da sociedade e dos lugares é bem interessante. Fiquei bem intrigada para saber mais sobre os costumes e normas desse mundo, que as vezes, não parece tão distante.


Ps: A capa do livro é uma das mais feias e sem graça que já vi, provavelmente nunca teria reparado nela se não tivesse lido uma indicação na internet. Depois de ler a história, percebo alguns significados legais nela, a entendo um pouco melhor, mas ainda não acho bonita :p

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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

A Rainha Vermelha

capa do livro A Rainha Vermelha

Nessa distopia da autora Victoria Aveyard, somos apresentados a um mundo dividido, onde a cor do sangue determina a classe social de cada pessoa. Enquanto os humanos de sangue vermelho vivem na miséria, obrigados muitas vezes a servirem na guerra, os prateados são dotados de riquezas, luxos e poderes, que mantém essa hierarquia injusta em funcionamento.

Mare é uma jovem vermelha, prestes a completar dezoito anos, que já se conforma com seu triste futuro servindo o exército, assim como seus irmãos mais velhos. Após acontecimentos que podem culminar em uma revolução contra os prateados, Mare acaba descobrindo uma habilidade incomum, que pode mudar toda a estrutura de sua sociedade, envolvendo a garota em uma rede de mentiras e conspirações.


A premissa da história, dos humanos divididos pela cor do sangue, é realmente muito interessante, abrindo um leque de possibilidades para discussões políticas e boas cenas de ação, mas infelizmente em algum momento do livro, o enredo começa a se perder.

Alguns personagens (de suma importância) tem arcos muito previsíveis, o que faz todo o livro ser pouco inovador e meio maçante.

Outro ponto negativo é a utilização de um triângulo amoroso, que além de ser muito clichê, não tem química alguma. Mare acaba se envolvendo com uma pessoa com quem ela pouco conversa, que tem ideias opostas ao que ela acredita ser certo e justo para o mundo, chegando a considerar essa pessoa um inimigo perigoso, por quem ela muitas vezes demonstra medo. O romance dessa história simplesmente não convenceu, além de ser pouco necessário para o desenvolvimento da trama.

Muitos acontecimentos não fizeram sentido, como o fato de a autoridade real ser apresentada como inquestionável em vários momentos e ignoradas quando conveniente. Sem falar em riscos completamente impensados que alguns personagens se envolveram, mas sobre isso não posso entrar em detalhes para não dar Spoilers.


Em questão visual, o livro é simplesmente lindo. A capa é chamativa e super condizente com a o enredo. Encontrei alguns poucos erros de digitação, que não atrapalharam de fato a leitura, mas senti muito a falta dos mapas, pois eles são muito citados na história. Acho que seria um ótimo bônus.


página interna do livro A Rainha Vermelha
Primeira página

A minha conclusão sobre A Rainha Vermelha, é que o livro tinha uma ótima ideia e um grande potencial como distopia, mas acabou se perdendo pelo excesso de elementos e a criação de um triângulo (quadrado talvez) amoroso sem necessidade e pouco palatável.