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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Medieval: Lenora dos Leões


    A última história do livro Medieval: Contos de Uma Era Fantástica, Lenora dos Leões, é escrita por Helena Gomes e acompanha a história da jovem Lenora, sequestrada por seu tio, o rei, que a mantém sempre por perto, como seu brinquedo.
    Apesar de prisioneira, a garota considera o cruel e vingativo rei como a um pai, já que ele lhe proporciona a única vida que conhece.

     A história é cheia de acontecimentos de guerra, conflitos e traições, que acabam não se adequando ao estilo de conto, fazendo parecer que tudo está sendo contado as pressas, com detalhes que nunca serão desenvolvidos, não se integrando com o enredo.

     Como não gosto de livros com cenas de violência sexual, acho válido avisar que esse livro as contém e esse é um dos motivos pelos quais eu não apreciei a leitura, que acaba de certa forma, romantizando todo o abuso que Lenora sofre nas mãos do tio.

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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Medieval: A flor vermelha


     A Oitava história do livro Medieval: Contos de Uma Era Fantástica, é A Flor Vermelha, releitura escrita por Karen Alvares, e conta a história de Pingyang, uma princesa que lutou para proteger sua família e libertar o povo da tirania do imperador.

     A Flor Vermelha tem uma escrita envolvente, cheia de boas cenas, misturando romance, superação e lutas, com uma dinâmica interessante, misturando passado e presente.
     Infelizmente, apesar de anunciado logo nas primeiras linhas da história, o desfecho foi um pouco corrido, não passando toda a emoção que aquele fim merecia.

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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Medieval: O grande livro do fogo


     A sétima história do livro Medieval: Conto de Uma Era Fantástica foi escrito por Ana Lúcia Merege e se chama O Grande Livro do Fogo, onde acompanhamos a jornada de uma mercador, sua filha e um rico estudioso em busca do poderoso livro dos Jinns (gênios).

     O conto é simples e contém vários elementos básicos de uma aventura clássica, mas alguns acontecimentos são um tanto quanto convenientes para a solução dos problemas enfrentados pelos três viajantes, o que torna a história um pouco previsível.
       A leitura é dinâmica e rápido e o enredo tem bastante ação. Os personagens se mantém fieis as suas características do inicio ao fim do conto, o que trás veracidade a eles.

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Medieval: A dama negra e a donzela de palha


     O sexto conto do livro Medieval: Contos de Uma Era Fantástica, A Dama Negra e a Donzela de Palha, foi escrito por Nikelen Witter e conta a história de Edward, que quando bem novo, conheceu e ajudou uma mulher misteriosa, o que acabou revelando coisas sobre si mesmo que ele desconhecia e que mudou completamente sua vida.

    O conto é bem interessante, com uma narrativa envolvente e fluída, que te da vontade de saber mais, conhecer os detalhes que não foram contatos. 
     Infelizmente o final foi um pouco decepcionante, pois ocorreu de forma abrupta e meio apressada, ainda que aprecie finais mais abertos, espera um pouquinho mais de conclusão.

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Medieval: Kitsune


     O quinto do conto do livro Medieval: Contos de Uma Era Fantástica foi escrito por Erick Santos Cardoso e conta a história de um homem desesperado, apelidado como Kitsune, que tenta acabar com a própria vida para fugir da desonra. Ele acaba recebendo uma estranha proposta de uma raposa com habilidades mágicas que o permite conhecer um pouco sobre um lado que ele não conhecia das pessoas que o cercavam.

     A história é pouco clara e algumas vezes me deixou confusa sobre o que estava acontecendo, devido as suas descrições.
     O enredo é simples e sem grandes acontecimentos que prendam a atenção.

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Medieval: Sacrifício


     O quarto conto da antologia Medieval: Contos de Uma Era Fantástica foi escrito por Eduardo Kasse a mostra um pouco sobre algumas tradições vikings antes de uma expedição pelo mar.

     Em Sacrifício acompanhamos um grupo de irmão em seus rituais, costumes e combates, parte interessante do conto, onde podemos ter uma visão de um mundo bem diferente do que estamos acostumados.

     Acredito que a parte de introdução do conto pareça ser meio longa, já que acontecimento principal fica condensado nos últimos parágrafos, meio corrido, tornando dificil se envolver de verdade com aquelas cenas narradas.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Medieval: A Clareira Mágica


     O terceiro conto do livro Medieval: Contos de Uma Era Fantástica, é escrito por Roberto de Souza Causo e que conta a história de Diogo Sardo, filho de um senhor de terras, que sofreu ferimentos de guerra com sequelas.
      Durante uma festa no salão nobre de D. Afonso, Diogo conhece uma mulher misteriosa, que promete lhe ajudar com as dores de seus ferimentos e acaba envolvido com os problemas da moça.
      
     A história de A Clareira Mágica é um tanto quanto previsível, utilizando alguns estereótipos femininos cansativos, além de uma escrita meio rebuscada, que pode tornar a leitura menos fluída.
     Alguns acontecimentos e motivações dos personagens não ficaram muito claros. Acredito que com algumas explicações, o conto poderia ter sido envolvente.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Medieval: O Desejo de Pungie


     O segundo conto do livro Medieval: Contos de Uma Era Fantástica, escrito por A. Z. Cordonsi, é O Desejo de Pungie, que conta a história de um descendente do Mongóis que trabalha para o governo chinês durante o período de invasão de Beijing por Genghis Khan.

     Em meio a guerra,  a fome, e o desdém dos outros por sua origem, o homem precisa tomar medidas desesperadas, que vão contra tudo o que ele aprendeu durante a vida, para proteger sua família.

      A história é escrita de forma simples, incorporando algumas palavras do vocabulário chinês, que denominam algumas coisas que não existem na nossa cultura.
     O conto tem uma boa ideia e uma boa cena de ação, mas o protagonista, apesar de ter ótimas intenções, não conseguiu prender minha atenção, talvez por ter um desenvolvimento simples e sem muito detalhes.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Medieval: Erva daninha



     Estou atualmente lendo uma antologia chamada Medieval: Contos de uma Era Fantástica, da Editora Draco, que adquiri na bienal de 2016.
      Resolvi fazer as resenhas, ainda que pequeninhas, individualmente para cada conto, podendo assim dar minha opinião sobre cada uma das histórias.

     O primeiro conto do livro é o Erva Daninha, da autora Melissa de Sá, e conta a história de Pierre, um jovem que se alista no exército das Cruzadas em busca de redenção, mas acaba conhecendo uma moça misteriosa, de uma família de costumes atípicos para a época, que pode mudar o seu caminho.


     O ritmo da história, apesar de curta, é ótimo. A leitura é fluída e envolvente. 
     Eu que, geralmente, não contos, por me apegar mais aos personagens em histórias longas, fiquei bem surpresa por ter gostado tanto da jornada de Pierre e acredito que esse enredo funciona muito bem em poucas páginas, mas confesso ter ficado com vontade de ler mais.Senti curiosidade de saber mais detalhes sobre os personagens, saber suas histórias passadas e o que aconteceu depois, e isso é ótimo.

     Você sente raiva de Pierre, mas também sente pena, pois é fácil perceber seu sofrimento e suas dúvidas ao longo das páginas.

      Espero gostar tanto dos outros contos do livro, tanto quanto gostei de Erva Daninha.
     Para saber o que achei das outras histórias, continuem acompanhando aqui no blog, vou tentar postar uma por semana.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

BEDA 22: Os Guardiões



    Os Guardiões é um conto da séries Os Mistérios de Warthia da autora Denise Flaibam e acompanha o momento em Jarek Hargon descobre que seu destino está ligado ao de Serafine, que tem a missão de proteger o mundo contra as trevas.
      O conto mostra desde de sua fuga da Fortaleza do Dragão, passando por sua chegada ao Norte, até alguns momentos depois que ele conhece a escolhida pelos deuses.

      É bem interessante ver como Jarek conheceu os outros guardiões, Ývella e Guillian, e como foi criada a conexão entre eles, além de saber um pouco mais sobre como foi o processo de aceitação deles junto de sua missão.
       A história é fluída e bem curtinha, li em uma tarde sem nem sentir o tempo passar, e te faz mais próximo dos pensamentos do guerreiro e de seus medos quanto ao futuro.
       O livro é bem escrito e divertido, com boas interações entre os personagens.

       O único ponto negativo dessa leitura para mim, foi o fato de já ter lido A Profecia de Mídria, primeiro volume da série, há algum tempo, o que acabou dificultando o processo de lembrar de certas cenas, mas nada que realmente prejudicasse o andamento da história, mas sinto que devia ter lido com o livro mais fresco em minha mente e aproveitado mais.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

2º Lugar no Concurso de Contos do Mundo em Cartas.


    Pessoal, é com muita alegria, que venho mostrar para vocês um envelope muito legal que chegou para mim essa semana... O prêmio de segundo lugar do concurso de contos do blog  Mundo em Cartas.

     Há alguns meses atrás, fiquei sabendo sobre esse concurso e resolvi me inscrever, e depois de algum tempo recebi o e-mail com o resultado e fiquei muito feliz ^^.

     O conto que ficou em primeiro lugar foi A Menina do Brinco que Não Era de Pérola, da Talita Camargo, e para quem quiser conferir é só clicar no link.
      Fiquei em segundo lugar com o conto Olhos Alheios, que também está disponível aqui no blog.

      Além do livro Como Falar com um Viúvo, escrito por Jonathan Tropper, o envelope continha alguns marcadores de página muito fofos, folders e um capítulo do livro Por um Momento Apenas, da escritora Bella Andre.
  
      Agradeço ao pessoal do blog Mundo em Cartas pelo carinho e pela iniciativa em incentivar a escrita ^^.
      Obrigada!
    

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Olhos Alheios

    Sempre parava em frente aquela casa para apanhar o ônibus do outro lado da rua, mas nunca havia lhe dado muita atenção, não até essa tarde.
    Era uma grande casa cor creme, com uma varanda bem cuidada e enfeitada com flores, rodeada de muros baixos que permitiam ver até mesmo o quarto pela janela da frente.
    Mas o que realmente atraíra meu olhar a essa casa pela primeira vez não foi sua beleza, mas sim sua moradora. Uma jovem de longos cabelos castanhos, que estava sentada na mureta da varanda, com lágrimas no rosto, de olhos vermelhos de tristeza, enquanto encarava o portão distraída.
    No momento me vi interessado, não pela garota em si, mas pelos motivos que a faziam chorar. Uma súbita curiosidade tomou conta de meus pensamentos.
     Porque aquela moça chorava? E porque não dentro de casa, aonde olhos desconhecidos e curiosos não pudessem lhe atormentar?
    Talvez os olhos alheios não a incomodassem tanto quanto os de alguém em sua casa, de seus entes queridos. Ou talvez ela não percebesse que as pessoas podiam vê-la.
    Em pouco tempo comecei a tecer hipóteses sobre o que a fariam chorar. Algumas mais plausíveis como uma possível briga com um namorado, ou uma noticia ruim no emprego. Outras um pouco mais fantasiosas para nosso tempo e país, como estar sendo obrigada a se casar com um mercador rico e tendo que deixar seu grande amor para trás para agradar sua família.
     Enquanto divagava em meus pensamentos, não percebi o tempo passar, e logo meu ônibus chegara, só então percebi que estava atrasado.
    Corri para o ônibus me sentindo meio culpado, pois as lágrimas da jovem não me importavam mais, tudo que eu pensava agora era procurar um lugar para sentar.

A. Constantino Brandão