A Filha do Norte conta a história de Michelle, uma jovem de passado misterioso, que ruma sozinha e sem destino de cidade em
cidade. Após uma pequena estadia na casa de Meredith e Elza (que ela não sabe
se tratarem de bruxas), a jovem se perde na floresta e acaba pedindo ajuda na
mansão Vergamini onde é acolhida por sete jovens charmosos. O que Michelle não
sabe é que eles, na verdade, não são o que aparentam.
O
livro, diferentemente de todos os outros que já li, não tem uma divisão em
capítulos, mas sim em pequenos trechos, que muitas vezes são utilizados para a
troca do ponto de vista entre os personagens. Esse estilo de narrativa me
deixou confusa algumas vezes, sem saber exatamente quem estava narrando
determinada cena. Apesar de não ser um método muito prático, após você se acostumar,
a leitura flui de forma leve e rápida.
O
maior enfoque da história é na relação de Michelle com os Vergamini, deixando
as bruxas um pouco de lado nesse primeiro volume, e no passado misterioso da
jovem, que ainda a assombra. O desenvolvimento é previsível, mas em alguns
momentos são entregues dicas e detalhes sobre o passado da garota, que ainda
ira de alguma forma interferir em seu destino.
Michelle
é uma daquelas mocinhas boazinhas, doces, subservientes e que sempre pensam nos
outros antes de si, e por isso não consegui simpatizar com a protagonista. A
falta de defeitos em um personagem é algo geralmente me incomoda e que pouco me
atrai. Em alguns momentos o desprendimento com a própria vida ou forma como ela
entende tudo tranquilamente, beira o absurdo. Já os garotos Vergamini são o oposto. Cheio de
defeitos, manias e donos de um caráter duvidoso. Gostaria de ter visto um pouco
mais do desenvolvimento individual de cada um deles, pois acredito que eles têm
grande potencial para a história.
O
ponto alto do livro ocorre com o gancho deixado para o início do segundo
volume, previsto para o ano quem vem, que aparenta ter mais ação e
ser mais revelador sobre o verdadeiro perigo do qual Michelle tanto se esconde.