segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Apothecary Diaries- temporadas 1 e 2

 


Apothecary Diaries é o anime, baseado em uma light novel japonesa, que acompanha a vida de MaoMao, uma jovem apotecária que é sequestrada de seu lar, no distrito do prazer, e vendidade como serva para trabalha no palácio imperial. Apesar de tentar não chamar atenção, os talentos de MaoMao acabam a envolvendo em uma série de investigações e a colocam no caminho do jovem Mestre Jinshi, um envolvente e misterioso Eunuco que administra o palácio interno.


Comecei a assistir ao anime despretensiosamente, uma escolha aleatória para o café da tarde em um dia de preguiça. No entanto, logo estava tão viciada na história e nos personagens quanto MaoMao é em venenos.


A personalidade um tanto quanto peculiar da protagonista é, com toda certeza, um dos principais pontos positivos do anime. A jovem Apotecária é extremamente eficiente e dedicada ao seu trabalho. Uma grande apaixonada por ervas, fungos e coisas que, em qualquer outra pessoa, causariam efeitos indesejados, mas não em MaoMao. A garota excêntrica gosta de testar seus experimentes em si mesma e tem um incrível poder de dedução, característica essa que a torna valiosa para resolver problemas da corte.

MaoMao testando seus experimentos


A jovem, de criação humilde, guarda um sentimento de inferioridade e impotência diante de seus "superiores", tendo em vista que a vida de um simples serva não tem muito valor em seu tempo. Porém, isso não a aproxima da personalidade de "coitadinha", comumente (e infelizmente) atribuída à muitas personagens femininas. Sendo assim, ela sabe se colocar quando precisa, ainda que isso possa a vir lhe custar sua vida/segurança, mas tenta sempre se manter "afastada" dos problemas e, apesar de muito curiosa, evita adentrar em assuntos que diz "não serem de sua conta". Esse afastamento dela mantém talvez incomode alguns telespectadores, já que ela acaba não descobrindo alguns segredos, mas para mim a torna ainda mais interessante


Além de seu vasto conhecimento medicinal, MaoMao, apesar de não demonstrar nenhum interesse físico ou romântico, tem um incrível repertório sobre o assunto, pois foi criada dentro de um "bordel", fato esse que é explorado tanto no lado bem humorado do anime, quanto nos tons mais densos que da história, como servidão/escravidão, abuso e vulnerabilidade feminina.


Apesar de ser apaixonada pelo anime, nem tudo são flores (às vezes são fungos também, ba dum tss), há algumas "piadas" (nem um pouco engraçados, mas muito típicas de animes) sobre sexualização e assédio, além de uma tendência a sempre culpabilizar as mulheres da história pelos problemas. Há homens ruins (muito ruins), mas as mulheres vilãs são a maioria.

Também há algumas questões no roteiro que não me deixaram muito convencida, como se o autor tivesse mudado de ideia sobre o caráter de um personagem (o estrategista) no meio do caminho, o que deixou um arco do anime meio incoerente ¯\_(ツ)_/¯



Alerta e gatilho: Conteúdo com teor sexual, abuso, violência e pedofilia!

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

A nostalgia que me desperta

 Há algum tempo eu postei um vídeo nas minhas redes dizendo como eu me comparava com antigas publicações minhas e o quanto isso fazia eu me sentir menos produtiva. Isso é uma realidade para mim!

No entanto, muitas vezes, rever antigos vídeos, postagens e conteúdos me desperta um certo vigor, uma vontade de me dedicar de novo, de tentar novamente. É realmente uma nostalgia que por vezes é bem positiva.

Essa semana eu andei fuçando meu HD de backup, onde guardo vídeos antigos do meu canal no Youtube, em uma época que eu era bem engajada, apesar de ter um alcance minúsculo. Me diverti com as algumas besteiras que eu falei, me surpreendi com opiniões que descobri não ter mais, senti muita falta do meu cabelo no tom ideal de azul e me animei com a possibilidade de voltar a me engajar assim novamente, ainda que eu talvez não tenha tanto tempo quanto tinha há dez anos.


Talvez seja fogo de palha? Talvez! Mas vou tentar aproveitar esse calorzinho!

terça-feira, 22 de julho de 2025

A rotina perfeita pt. 2

Há alguns meses escrevi um post falando sobre como almejava um trabalho home-office com menos horas, o que me permitiria ter uma "rotina perfeita". Bem, uma parte disso eu consegui.

Pouco menos de 3 meses após eu descrever minha escala de trabalho ideal (home-office, com entradas às 9 e saída às 15h) eu realmente consegui um emprego que cumpre quase todos os requisitos. Dei sorte!

A oportunidade veio em excelente hora, pois estava tendo alguns problemas de saúde que exigiam cuidado e descanso. Dei muita sorte!

Apesar de a função não ser nada parecida com algo que eu já tenha feito antes e não esteja diretamente relacionada com os meus estudos, tem sido interessante executá-la e, até o momento, acho que estou me saindo bem.


Se você leu o post anterior deve estar pensando: "Ah então agora ela está fazendo tudo que disse que ia fazer. Academia, limpando a casa, lendo mais...". Vamos lá, eu disse que consegui uma parte da rotina perfeita 😜

Realmente tenho conseguido resolver mais pepinos da vida adulta (pagar contas, ir em consultas médicas, etc.), mas a parte da leitura e do zelo com a casa ainda estão em aprimoramento, afinal, ainda sou uma procrastinadora em processo de reparo.

sábado, 15 de fevereiro de 2025

A rotina perfeita

Ah se eu pudesse decidir a quantidade de horas que vou trabalhar! 

Seis horinhas no home-office ou quatro horas no presencial seria um sonho. Com uma carga horária dessa eu poderia me exercitar, resolver pepinos da vida adulta e ainda descansar.  

Trabalhar oito horas, que é o padrão mais comum, é, além de cansativo, um empecilho para a realização de várias atividades. Um terço do nosso dia em função apenas do emprego! 

Por isso, às vezes me pego imaginando como seria o meu emprego ideal (que, claro, está muito fora da realidade), mas sonhar não é crime e não paga imposto. Então, aqui vai a minha rotina perfeita, que depende de um trabalho com menos horas. 

Como sou uma pessoa que nunca acostumou a acordar cedo, ainda que tenha feito isso a minha vida toda, meu horário de entrada perfeito seria 9h, me permitindo acordar as 8h, porque, obviamente, meu emprego dos sonhos seria ou home-office ou a 30 minutos, no máximo, de distância. 

Com seis horinhas trabalhadas, as 15h eu já estaria livre e poderia aproveitar ainda um tempo de horário comercial para cumprir as burocracias da vida: pagar conta, ir no banco, comprar coisas, me exercitar (não tudo isso no mesmo dia, claro). 

O início da noite seria reservado para os estudos. Eu não estaria tão cansada, então seria proveitoso. Esse  momento também é ideal para dar um jeitinho na casa. Uma varrida, botar as roupas para lavar, trocar os lixos. Essas tarefas que precisam ser realizadas diariamente. 

Por fim, depois do jantar, ainda me sobraria algum tempinho para ler, jogar um jogo ou assistir alguma coisa antes de dormir e o ciclo se reiniciar. 

Talvez, se eu realmente trabalhasse a quantidade de horas que eu almejo, nada disse aconteceria e eu continuaria cansada e procrastinadora, quem sabe? Mas, como eu mencionei anteriormente, sonhar (e me iludir), não custa nada 😅