sábado, 2 de maio de 2026

Assistidos de Abril/2026

 


Anaconda

Peguei para assistir à Anaconda sabendo que o filme era pastelão e sem nenhuma intenção de se levar a sério, mas ainda sim fiquei surpresa com quão ruim ele é.

Cenas completamente desnecessárias e desconectadas do restante do filme (sim cena do xixi, estamos falando de você, piadas sem graça e tensão fraca.

Nem a participação de Selton Melo conseguiu salvar esse filme, o que já diz muito sobre a obra.



Emergência Radioativa

A minissérie mostra o quão caótico foi o processo de tentar resolver um dos maiores acidentes radiológicos do mundo, em Goiânia (1987).

A série focou no processo das autoridades para lidar com o problema e o pouco tato que tiveram com as vítimas, que não conseguiram, em muito momentos, compreender a gravidade do que aconteceu.

Algumas informações ficaram um pouco vagas ou não nos foram passadas, mas a série tem uma boa qualidade e eu adoro ver o Johnny Massaro atuando.


2ª temporada de The Pitt

Apesar de ainda ter casos interessantes, um narrativa acelerada e personagens maravilhosos, a segunda temporada de The Pitt não foi tão primorosa quanto a primeira. Houve menos tempo de desenvolvimento dos outros médicos, pois o enredo estava muito focado no Dr. Robby. 

De toda a forma, a série ainda continua boa, trazendo críticas a política de imigração nos Estados Unidos e dando visibilidade a temas delicados, como o processo de denúncia dos abusos sexuais, em uma cena emocionante da enfermeira chefe Deana.


Vampira humanista procura suicida voluntário

Filme com um ritmo tranquilo que conta a história de uma vampira que tem aversão a ideia de matar  que conhece um rapaz que deseja muito morrer.






1ª temporada de Smallville

Tem sido um processo bem nostálgico assistir essa série, que fez parte de muitos domingos da minha infância. Um roteiro fraco e super manjado que nos deixar ali, apenas curtindo o previsível. Ótimo passatempo para um dia preguiçoso, recheado de músicas maravilhosas.




segunda-feira, 6 de abril de 2026

Resenha: Quando Acreditávamos em sereias

 


O livro acompanha da médica plantonista Kit em busca de informações sobre sua irmã, Josie, que ela acreditava estar morta há pelo menos 15 anos, mas que apareceu de relance em uma matéria de TV na Nova Zelândia.

Kit saí de sua rotina com a missão de encontrar a irmã e tentar compreender porque ela supostamente teria fingido a própria morte. Durante esse período, ela precisa lidar com lembranças difíceis do passado e remexer em traumas profundos.

Quando Acreditávamos em Sereias, livro de Barbara O'Neal, é um mergulho (ba dum tss) nos sentimentos e memórias dos personagens, retratando situações delicadas, sejam elas felizes ou muito dolorosas, por isso aqui fica meu alerta de gatilho. O livro trata sobre abandono, negligência familiar, abuso, drogas e traumas.

A obra se passa, em boa parte, dentro das lembranças dos personagens, narrado em trechos não lineares, o que nos deixa ansiosos para saber o final daquelas histórias, tendo em vista que nossa curiosidade é alimentada aos poucos.

Kit é uma mulher que aprendeu a ser forte e independente, mas que carrega marcas que ainda impõem barreiras na forma como ela se relaciona com os outros, incluindo o músico sedutor Javier, com que ela se envolve durante sua busca em Auckland.

Javier é, na minha opinião, o ponto fraco história. Não porque ele é um personagem ruim, mas porque ele é pouco crível. Como a jornada de Kit é o enredo da história, sabemos a história de Javier em doses homeopáticas e sem grande aprofundamento e o fato dele ser tão perfeito o desloca muito da realidade.

Sobre os outros personagens do livro é difícil falar sem entregar muito da história, mas eles tem um desenvolvimento bem interessante, mostrando como situações da nossa infância nos moldam. Eles não são bons ou maus, eles são pessoas multifacetadas, cheios de erros que impactam diretamente na vida dos outros.


O livro me prendeu e foi uma leitura agradável, ainda que trate de temas sensíveis, mas o final da obra deixou um pouco a desejar. Problemas tão complexos não deveriam ser solucionados tão rapidamente.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

O que assisti em Março



Por puro sentimento de nostalgia e por necessidade de algo para assistir que eu possa apenas desligar meu cérebro e me distrair, comecei a reassistir Smallville, que eu acompanhava quando criança, mas nunca vi até o final.

Ainda estou na primeira temporada, basicamente relembrando como o roteiro era ruim 😝






Estou acompanhando semanalmente a segunda temporada de The Pitt e estou gostando bastante. Acho interessante conhecer os personagens no pouco de tempo que eles tem ao longo da correria do pronto-socorro.

Um episódio por semana tem sido ótimo para mim, que já não consigo mais maratonar as séries.








Eu e mames decidimos ir ao cinema sem vontade de ver nenhum dos filmes que estavam em cartaz, então escolhemos pelo horário. Fui sem nenhuma expectativa, porque não curto muito de filmes que se passam no espaço, mas 
Devoradores de Estrelas foi bem diferente do que eu imaginava.

Divertido, levinho e com personagens que cativam. 




segunda-feira, 30 de março de 2026

Opinião- A falta de estímulo ao uso das bicicletas na minha cidade


São Vicente (onde moro) e Santos (onde estão meus médicos, meu rolês, etc.) são cidades muito bem conectadas. Quem mora em São Vicente trabalha em Santos. Quem mora em Santos faz compras em São Vicente. Duas cidades próximas, com ligação de transporte público (ou quase isso, porque há algumas questões). Duas cidades planas, com ciclovias que se interligam em alguns pontos, que poderiam propiciar um grande estímulo ao uso das bicicletas como alternativa de transporte, que aliviaria o trânsito caótico que está em crescimento. No entanto, o incentivo a essa prática ainda é muito pequeno, principalmente para o lado de cá da divisa.

São Vicente tem ciclovias não muito bem planejadas (buracos, raízes de árvores no meio do caminho e percursos que terminam do nada no meio de avenidas) e nenhum serviço de aluguel de bicicletas, como ocorre em Santos. Aliás, esse serviço não funcionar de uma cidade para a outra é algo que sempre me aborreceu, tendo em vista o vai e vem de pessoas de uma cidade para a outra. Se a ciclovia começa em Santos e termina em São Vicente, como eu preciso deixar a bicicleta na divisa e tomar um transporte público para terminar o meu percurso? Isso não faz muito sentido.

Outro aspecto que eu nunca entendi é a proibição das bicicletas no VLT, principal meio de transporte que liga as duas cidades. Eu sei que elas ocupam espaço, mas se no metrô de São Paulo, que é bem mais cheio, é possível dispor um vagão para as "magrelas", porque aqui isso não ocorre? Aliás, São Paulo é uma cidade cheia de subidas e descidas, mas, ainda sim, parece que tem mais acesso para os ciclistas que aqui na baixada. 

Por fim, também não há número significativo de lugares para "estacionar" as bikes de modo seguro, o que faz muitos repensarem o uso desse tipo de transporte.

A falta de encorajamento ao uso das bicicletas nas cidades do litoral paulista me parece um grande desperdício de oportunidade em tempos de trânsito intenso, poluição excessiva e falta de tempo das pessoas para as atividades físicas. Esses são problemas que poderiam ser facilmente resolvidos com o mínimo de planejamento intermunicipal.